Nenhum som é mais bonito, que ao se pronunciar: - eu te amo!
Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
757 frases
...Eu canto o amor o que traz todas as cores o que escolhe a flor
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...Eu canto o amor o que traz todas as cores o que escolhe a flor O amador dos amores...
Semente O tempo não para nos ponteiros Fecho os olhos e sinto saudade
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Semente O tempo não para nos ponteiros Fecho os olhos e sinto saudade Ainda ontem eu via os carroceiros Das ruas da minha capiau mocidade Aqui inventando um pouco de ilusão Tanto tenho e quero mais felicidade Mas sinto falta de quimera no coração Das madrugadas da vida de sonoridade Tão inquietas e tão cheias de emoção E tão bem fazem pra nossa mortalidade Quero o mar para paliar a minha tristura Palavras para escrever contentamento De estes versos tirar esta toda amargura Pois ainda moço vetusto sou para ter tal sentimento E se o decesso ainda não veio, quero mais aventura... Semente de paixão, ter a vida com mais acontecimento.
Ontem eu me via sem sorte Sem direção, amigo da morte O destino queria somente o medo
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Ontem eu me via sem sorte Sem direção, amigo da morte O destino queria somente o medo As palavras desenhavam este enredo Num coração vazio, escuro de ilusão Tudo parecia enorme, uma imensidão Queria desistir nesta circunstância O horizonte estava sem fragrância E neste sentimento de abandono e dor Percebi que maior era o meu amor
Das ruas que dão no mar Que saudade das ruas que dão no mar Do vento que sopra o aroma da maresia
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Das ruas que dão no mar Que saudade das ruas que dão no mar Do vento que sopra o aroma da maresia Tão despercebidas no cotidiano do olhar Tão carentes na distância desta energia Ando nas calçadas nos meus devaneios Em cada esquina, cada praça, cada bar Num vai e vem da angústia e seus anseios Da nostalgia das ruas que dão no mar Na ausência das ruas que dão no mar As pedras portuguesas são memória Nos seus arabescos suspiro faz brotar Se chorar são lágrimas de uma estória E nesta quimera de sol, praia e areia Que faz a melancolia aqui no poetar É um luau a beira mar de lua cheia Versando as ruas que dão no mar
Ah! Se Asas Eu Tivesse... Se asas eu tivesse... As daria para a minha emoção
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Ah! Se Asas Eu Tivesse... Se asas eu tivesse... As daria para a minha emoção Para buscar na imensidão Do teu olhar... O amor... E o levaria para aonde eu for Como preciosa e rara flor Se asas eu tivesse... Voaria alto para trazer-te O raiar do amanhecer Para espelhar no teu viver Como melodia de uma paixão Que canta o encanto na canção Se asas eu tivesse... Ti levaria para a eternidade Com todo vigor e intensidade Do doce conforto da alma Para adormeceres com calma Nos acalantos do meu coração E ao luar... Então eu daria razão Se privado de ti sentisse solidão E a ela pedisse alguma explicação De sua ausência, de seus encantos Pois a lua silente nada poderia saber Só lamentar comigo por asas eu não ter Para eu voar até ti e lhe dizer: O tanto do meu amor por você Se asas eu tivesse
Planejar a vida é desenhar a alma com novos sonhos
Vapt... a vida passou ou foram os sonhos?
Amor nestes rabiscos desenho só sentimento Em cada linha a saudade nodoando o coração Com seu cheiro, seu gosto, seu afogueamento
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Amor nestes rabiscos desenho só sentimento Em cada linha a saudade nodoando o coração Com seu cheiro, seu gosto, seu afogueamento Nestes versos de reconciliação
Adverso Eu trago loucuras na lucidez A poesia é a minha variedade
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Adverso Eu trago loucuras na lucidez A poesia é a minha variedade Inquieto translado timidez Com palavras de venustidade Trovando o amor exagerado Do desalento da soledade Me apego fácil ao ser amado Mais fácil saio desta comodidade Amo mais do que sou capaz Tenho mais do que a prioridade Se nos versos eu sou um audaz No sentimento pura lealdade Sou um eterno amador fugaz Na inconstância tranquilidade Um adverso com fragilidade, assaz
Eu quero um amor De galanteios, de flor Que fale ao coração
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Eu quero um amor De galanteios, de flor Que fale ao coração Sem pudor, com emoção
Horário de verão Roubada hora E o tempo não para
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Horário de verão Roubada hora E o tempo não para Adentra o dia, à noite a fora Nesta roda vida, que mascara A madrugada mais cedo O entardecer que não chora Embora, O Relógio já não marque as horas!
Maçã em receita Nada mais tentador que maçã do amor Com canela tem cheiro de beijo
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Maçã em receita Nada mais tentador que maçã do amor Com canela tem cheiro de beijo Nas tortas saliva gosto com fulgor Assada derrete e da desejo Maçã tão bela e de delicada flor Na salada traz o seu azedume Tem vermelha ou verde na cor Inconfundível é o seu perfume Enigmático é o seu lado pecador Como réu se tornou incólume Uma por dia evita o doutor Numa simples mordida é revelação E te leva na vida ser longevo Na culinária de distinta sensação Maçã por maçã que aqui escrevo Vilã dos contos, símbolo da sedução Eterno fruto da paixão
A lua fica calada... No cheiro da madrugada
Romaria Acordei e vi que hoje era mais um dia Mais um dia destes qualquer
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Romaria Acordei e vi que hoje era mais um dia Mais um dia destes qualquer Que o destino escreve à revelia Com horas, minutos, segundos tudo que o dia quer: Manhã, tarde, entardecer E não é que o dia foi igual aos outros dias No acontecer! Contudo porém, foi mais um dia, de silêncio, gritarias, solidão, companhia (meu agradecer) É a dádiva da existência que anoitece para mais um novo amanhecer Até quando o dia me deixar nesta romaria...
Poeta do cerrado Sou da terra, do triângulo mineiro Sou poeta do cerrado, estradeiro
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Poeta do cerrado Sou da terra, do triângulo mineiro Sou poeta do cerrado, estradeiro De poeira e chão batido, cavaleiro No espírito embebido, alma de peão Caipira do amor poetando paixão Trago nos olhos o sal do sertão Do curral, do fogão de lenha, lamparina Da moda de viola, catira e da ave de rapina Sou araguarino, origem e apreço na sina Sou interiorano com cheiro do mar Onde nas tuas ruas eu pude me achar Estrangeiro no Rio de janeiro, fui morar Sou brasileiro de sobrenome e nação Mineiroca de cognome de pura emoção Aventurado no cerrado goiano sem direção
Tinta no Papel No branco do papel Escorre a imaginação
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Tinta no Papel No branco do papel Escorre a imaginação Em suas cores variadas De versos da inspiração São borrões tão sofridos Desenhando lágrimas E corações partidos São palavras sem sentido Aos rabiscos da alegria São letras trazendo honraria Palavras juntadas da emoção Que num paço de pura magia São transformados em poesia Do complexo alfabeto do coração
Flores murchas Desmaiadas na vida Pálidas desabrochadas
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Flores murchas Desmaiadas na vida Pálidas desabrochadas As cores de partida As pétalas cansadas Ainda com viço Afadigadas De perfume postiço E as forças exiladas Feitiço Da existência traçadas Do fado mortiço De inevitáveis jornadas Perfazendo o curso Revoadas Incurso Flores murchas, encantadas!
Nada mais tentador que maçã do amor Com canela tem cheiro de beijo Sedução
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Nada mais tentador que maçã do amor Com canela tem cheiro de beijo Sedução Eterno fruto da paixão
Vai e vem O pêndulo do relógio no vai e vem É o tempo em sua marcha
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Vai e vem O pêndulo do relógio no vai e vem É o tempo em sua marcha Segundos minutos horas... Vai além Onde não se pode usar a borracha
O que a esperança é, que nos dá aragem... Renascidos em gratidão... Pois aqui estamos só de passagem...
Serenata pra lua Ó lua que me vê aí do céu A cada face nova fase surge
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Serenata pra lua Ó lua que me vê aí do céu A cada face nova fase surge Nos braços me faz de réu Dos amores que no peito ruge Segredados a ti no apogeu Das lágrimas que o tempo urge Em poemas de chegadas e adeus Com travas rimas que a vida tuge No ritmo dos versos de saudade Desenhadas nas ondas de bafuge Que refresca a doce felicidade Ó lua que no céu desponta! Crava na parceria fidelidade E nos sigilos a fiel desmonta Guardando contigo na eternidade
De cá pra lá, de lá pra cá Do lado de cá, fico a observar Do lado de lá, a segredar
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De cá pra lá, de lá pra cá Do lado de cá, fico a observar Do lado de lá, a segredar Qual vista está a imaginar Do lado de cá, emoção Do lado de lá, suposição No valer à pena a paixão Do lado de cá, sintonia Do lado de lá, à revelia Em ter sonho ou magia Do lado de cá, decisão Do lado de lá, imaginação Desenhando pura ilusão Do lado de cá, rima e poesia Do lado de lá, só fantasia Quando o gosto é agonia Do lado de cá, solidão Do lado de lá, chavão Se socorro pede o coração Do lado de cá, o amor trará Do lado de lá, onde estará? (Nesta gangorra...) De cá pra lá, de lá pra cá...
Araguari (Cidade Surpresa) És primeira e última morada De ruas suaves próprias de ti
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Araguari (Cidade Surpresa) És primeira e última morada De ruas suaves próprias de ti És tu minha terra encantada Ufania mineira és tu Araguari Enlevo causa quem por ti passas Suas calçadas cheias de história Ornada por suas tão belas praças Do Triangulo é princesa e glória Ciciante cerrado e perfumadas matas Grotões poéticos e matinais serenatas Água mineral tem em suas cascatas São suas as serras azuis sinuosas Que encantam e cantam em prosas Herdades saudosas e formosas...