Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
Becos do Cerrado Becos do meu cerrado Amo a tua melancolia, seca e tortuosa Teus ipês breves. Teu devaneio encantado De recantos de chão árido, e flora andrajosa Teu cascalho roliço, céu cinza e enfumaçado Deixando a alma da gente, comovida e chorosa Do pôr do sol nos tordos galhos, luzidio, encarnado Amo o silencioso horizonte, cheios de tal quimera Que em polmes dourados e os olhos cheios d’água Suspiram em poemas de rogo, tal a rudeza, quisera O vento, em açoites nos buritis, aturando a frágua Nas frinchas de suas folhas, e que ali então esmera Que se defende, peleja, viceja e na imensidão vivace Desenhando o sertão do planalto de intrigante biosfera Como se a todos nós um canto de resistência declamasse. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 de março de 2020 – Cerrado goiano paráfrase Cora Coralina
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde