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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

PENAR (soneto) De outras sei que já não sou a ti importância Tu, querendo menos do que o querer parece
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PENAR (soneto) De outras sei que já não sou a ti importância Tu, querendo menos do que o querer parece Tu, amando pouco do que o amor quisesse E entre lágrimas e preces... a dura distância De modo que a paixão perdeu a fragrância O olhar sem o desejo... a melancolia tece Um coração frio, como se nos polos tivesse Certo, amor, já é outra a real circunstância Então, da minha atenção um vazio fazes... Silencioso, e tão repleto de entretanto Que nas linhas da afeição só tolas frases Já não mais ouves o poetar em pranto Nem mais voga a dor que assim trazes Essa, dor doída que no peito dói tanto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano Olavobilaquiando

OUTRO CARNAVAL Longe do agitado turbilhão da rua Eu, num oco silêncio e aconchego
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OUTRO CARNAVAL Longe do agitado turbilhão da rua Eu, num oco silêncio e aconchego Do quarto, relembro, num sossego Os carnavais com a folia toda nua Mas a saudade palia de desapego De desdém, mas numa trama sua De tal modo que a solidão construa Lembranças, e assim eu fique cego Teima, lima, este fantasiado suplício Dum folião, com o seu efeito de ter Que no tempo não tenho mais início Porque a disposição, gêmea do querer A alegria pura, tão inimiga do artificio Agora é serenidade e fleuma no viver... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano Olavobilaquiando

FRENESI (soneto) Medo, mas pro amor não cabe dúvida No seu o meu olhar eu assim o queria
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FRENESI (soneto) Medo, mas pro amor não cabe dúvida No seu o meu olhar eu assim o queria E, em teus abraços minha alma o poria Em frêmitos, sem vacilar, toda a vida! Ausência, no desejo é uma poesia ferida E no peito os suspiros é uma desarmonia E assim, aos ventos trovas de amor diria Pois, se tem vontade deve ser obedecida E nestes versos de um carinho infinito Não se pode ter rimas com teor aflito Se grito: é porque só quero te ter aqui... Então, vou trasladar esse doce lamento De paixão, e tão repleto de sentimento Pra saudade. Dessa distância. Um frenesi... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

UM CORAÇÃO (soneto) Conheço um coração, tão apaixonado Toca lira constante, e em que perdura
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UM CORAÇÃO (soneto) Conheço um coração, tão apaixonado Toca lira constante, e em que perdura A amizade, presença do amor ao lado Que ao senso vive declamando ternura Evadido da paixão do estar enamorado Num tatalar do peito cheio de loucura Contente! Onde tudo vai bem, obrigado! O acaso... ah! este tão cheio de aventura E em seus corredores o gozo e o prazer Circulam.... Os sentimentos são tantos Sem avejões, sombras, só cândido lazer Conheço um coração, se um dia sofreu Não mais sofre, não poeta nos recantos Este coração: - feliz e radiante é o meu! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

NOITE AFORA (soneto) Como a secura no cerrado, sombria A saudade, arde no peito desolado
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NOITE AFORA (soneto) Como a secura no cerrado, sombria A saudade, arde no peito desolado Que dói, corrói, num olhar maculado De agonia, e sentimento em romaria Tão horrenda é a ausência de alegria A luz do dia, neste silêncio privado Ecoa em brado, no coração fechado Causando ilusão enganosa e fantasia Assim, entre as tristuras, essa poesia De canção queixosa, chora e tão cheia De espera, na insônia pela noite afora Palpita melancolia, repleta de ousadia Na lembrança que devasta, incendeia Equivocando o sono, perdido na hora © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/02/2020, 04’52” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

BENDITA CHUVA (cerrado) Quando, a bendita chuva, o céu a água solta No cerrado, e escala o espaço árido e céreo
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BENDITA CHUVA (cerrado) Quando, a bendita chuva, o céu a água solta No cerrado, e escala o espaço árido e céreo Da sequidão do sertão, em uma reviravolta O chão zonzo, se refestela em doce refrigério Em breve, mutação, a vida letarga brota e volta Louca, em seu divino, puro e quimérico mistério E assim, a formosura do campo a beleza escolta Tirando da aridez o seu mirrado poema funéreo Apalpa-a, fecunda-a, e triunfa, e domina a sede Em glória, abundantemente, em um livramento Entoando cânticos em que dá avidez se despede E, em temporal, as águas bailam em ato sublime Entre as bênçãos dos céus e hosanas do vento Em um alento, a natureza exime de seu crime... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

FALEI (soneto) Falei tanto de dor!... de sofrência Ilusão e solidão. O tempo e bagaça
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FALEI (soneto) Falei tanto de dor!... de sofrência Ilusão e solidão. O tempo e bagaça Ou os amores, que vem e que passa No trovar em que veio de aparência Falei tanto de má sorte, vil desgraça Chorei no suplício, de áspera essência Fechei o horizonte para a existência E, vi o tempo, passar pela vidraça... Não pude olhar nos olhos. Sozinho Blasfemava! e ainda tenho infernais Conflitos, em querer apenas carinho Quando sofro, sofro por demais No silêncio. Ali me calo e definho Infeliz poesia... não poeto mais! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

VELÓRIO (soneto) Penso às vezes na minha morte, os tutores Se dela estarei dormindo no meu cansaço
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VELÓRIO (soneto) Penso às vezes na minha morte, os tutores Se dela estarei dormindo no meu cansaço Penso nas instalações do eterno regaço E se com dores choraram as dadas flores... Penso no quão terei pêsames sofredores Ou não. E se olhares ecoaram pelo espaço Laços de adeus, ou simplesmente passo Sem rezas, de quem perdeu seus valores Penso se serei um dissabor, no que fiz Me diz: ó Deus, nestes vacilos dispersos Se vou deixar saudades, se assim condiz! Penso nas conversas, os causos imersos Se ali estarei descontente ou então feliz Digo: a quem possa saber... - fui diversos. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/02/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

CONTUDO Contudo vai haver um poema rimando tudo de mim Contudo vai haver um eco ressonando tudo de nós, assim,
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CONTUDO Contudo vai haver um poema rimando tudo de mim Contudo vai haver um eco ressonando tudo de nós, assim, Tenho pressa Tanta coisa, nada, o fim Tudo interessa A lua, as estrelas... enfim, A lágrima que rola que me resta Neste novelo de: não e sim Me basta um olhar pela fresta Do amor, inflamando outro estopim. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Fevereiro de 2015 - Cerrado goiano

ANDOU (soneto) Meu sentimento evaporei na saudade Da essência do amor, que me arrastava
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ANDOU (soneto) Meu sentimento evaporei na saudade Da essência do amor, que me arrastava Ah! como quis um dia, como sonhava Agora, cada qual no tropel de liberdade Insana, as paixões devoram à vontade Que a mente sã... se faz de tão brava Em uma existência, ali, cruel e escrava Do desejo, tão em busca de felicidade Agrados, querer meu e meus danos! Essa paixão, que no haver não coube Fez poetar aos versos os desenganos Antes que a solidão o sossego roube O tempo, pra não se perder nos anos Andou! o que permanecer não soube. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/fevereiro/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

se apresente CARNAVAL, traga a folia venha de alma pintada, purpurina chegue, ornado de samba e alegria
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se apresente CARNAVAL, traga a folia venha de alma pintada, purpurina chegue, ornado de samba e alegria tire a tristura de sua rotina que venha mais ousadia mas, sem pressa passe tal as marchinhas que seja bom à beça nas ruas ou pracinhas beijos e calor ritmos e promessa e os segredos: - de amor na quarta feira de cinzas, á Deus o que resta afinal! fevereiro! é festa é carnaval!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/fevereiro/2020 - Cerrado goiano

SONETANDO FELICIDADE Feliz, em êxtase a alma, o coração sentia Suspiros. A paz lhe sai da ideia, alucinada
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SONETANDO FELICIDADE Feliz, em êxtase a alma, o coração sentia Suspiros. A paz lhe sai da ideia, alucinada E abarrota-lhe, a palpitar, a fé iluminada Da fortuna. Em brado e glória de alegria Ata a agonia fugaz: prende a dor bravia Na solidão. E se põe na harmonia achada Num querer ali permanecer, e mais nada Repousando no agrado, doce companhia Cheio de sua paz, e de sua oferta cheia A concórdia traz um olhar tão profundo Arrancando o amor do repouso secreto Posso agora resignar, neste alegre soneto Pois, ao poeta a poesia muda num segundo E a vida, assim, continua tecendo a sua teia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/02/2020, 05’10” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ALMA GÊMEA (soneto) Ó amor! ó sensação piedosa e pura! Ó sentimento... implacável e ferino
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ALMA GÊMEA (soneto) Ó amor! ó sensação piedosa e pura! Ó sentimento... implacável e ferino - Afeto, que laça de cheiro o destino E aos abraços o entusiasmo mistura Pois o beijo, com o seu sabor divino Abre o infante sorrir, em doce loucura E que a todos os males, oportuna cura Abre ao prazer o enaltecer matutino Sempre cantado! O poeta trovando Ousadia e timidez... o corar da face! Na sedução... o encontro venerando Anda o fascínio e o belo, eterna poesia A inspiração e o querer, onde ele nasce Da mesma emoção, nasce a companhia © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/02/2020, 19’42” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ROUPA NOVA (soneto) Muita vez houve tristura dentro da emoção! Peito aberto, de sentimentos tão cristalinos
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ROUPA NOVA (soneto) Muita vez houve tristura dentro da emoção! Peito aberto, de sentimentos tão cristalinos Sobre os desejos: maiores e os pequeninos No idear do florescente e amoroso coração Então, um dia veio, árido, o aspeito da ilusão Mudar tudo: anunciando os caminhos divinos Com vibrantes trombetas e badalar dos sinos Proclamando que o amor não é só de paixão E a alma, de quimera de asa solta, os sonhos Pôs-se a sonhar com os devaneios revoando E planou entre a dura realidade e a fantasia E, nesta de só ficar em pântanos medonhos Foi por aí... e de se perguntar: até quando? Saiu de roupa nova, cerzida com alegria... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/02/2020, 07’13” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SAUDADE EM PROSA (soneto) As saudades lá se foram, respingadas Lá pelo tempo... outra estória e verso
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SAUDADE EM PROSA (soneto) As saudades lá se foram, respingadas Lá pelo tempo... outra estória e verso Mesmo assim na memória ficou imerso Depois de tantas dores, tantas paradas E o que assemelhava um conto de fadas Tornou-se à emoção um trovar perverso E no destino toda um argueiro disperso De espinhos, nas lembranças poetadas Então vi, que não adianta de ela fugir Não tem nenhum contento, ao poeta Se existe saudade, com ela deve-se ir Embeber-se! uma estratégica solução E, tê-la como coautora em sua meta Pois, sempre a terá na prosa do coração.... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/02/2020, 11’40” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

VELHAS LEMBRANÇAS (soneto) Ah! amareladas lembranças, tão tagarelas Das nostalgias vividas, e agora tão antigas
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VELHAS LEMBRANÇAS (soneto) Ah! amareladas lembranças, tão tagarelas Das nostalgias vividas, e agora tão antigas Tanto mais velhas quanto mais inimigas Vencedoras do tempo e das agastas trelas A dor, a solidão, o silêncio, à sombra delas Vivem, murmurando de angústias e fadigas Onde em seu leito só tem canções sofridas Descoloridas, sem os matizes das aquarelas Não choremos, poesia, a aflitiva saudade! Envelheçamos com elas, e o seu reclamo Como só as aroeiras valentes envelhecem Na glória do exceder, do afeto e bondade Se há recordação, que clamemos derramo De despedida, as memórias que padecem! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/02/2020, 17’10” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

CERRADO EM SONETO Olha! A imensidão do cerrado ao teu ver figura Detém-te! Neste encontro de misteriosas plagas
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CERRADO EM SONETO Olha! A imensidão do cerrado ao teu ver figura Detém-te! Neste encontro de misteriosas plagas O belo da natureza, de variantes e viçosas fragas Este, o chão do sertão, da diversidade e fartura! Encanta-te com o desigual do torto e suas sagas Ó loucura! O espanto se fazendo de ternura pura Que a tua vastidão ao olhar é de plena formosura - e as tuas quimeras, sedução, ao fascínio, afagas Achega-te! O sol tropical nos dá o toque doirado Tem o canto da seriema, e o perfume do pequi O esplendor da alvorada, de um fulgor arrojado Achega-te! é a pluralidade da natureza inteira! E farta-te de atrativos nestes encraves, daqui... Ó cerrado, caipira, amado, da terra Brasileira! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/02/2020, 05’55” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

MICRO MUNDO (soneto) Vivendo e amando, em sorvedoiros fecundos De tudo: desgostos, prazeres, silêncio e festas
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MICRO MUNDO (soneto) Vivendo e amando, em sorvedoiros fecundos De tudo: desgostos, prazeres, silêncio e festas De desventuras brotando em solidões funestas Dos verões, outonos e dos invernos profundos O destino: e o destino nos desprezos imundos Inundadas de rasas nebulosas poesias, e estas Na ingratidão, observadas por micro frestas Do mal querer, tão comuns aos moribundos Aí, me encontrei neste mundo pequeno Poetando tristura, e jeremiadas imensas O que é para alma, mais que um veneno E assim: insatisfação cheio de tais rancores Na escuridão do saber... - o que tu pensas? Ser! Viver também é aprender com as dores... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ACORDO (soneto) Alegro... vejo a ventura em aclive e rama Toda a sorte, que contenho na alma boa
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ACORDO (soneto) Alegro... vejo a ventura em aclive e rama Toda a sorte, que contenho na alma boa Abarca-me em glória, e nada me atraiçoa Pois, estou como os felizes: - sem drama! Ama! Amo!... que seja pra qualquer pessoa Sem o desdém que humilha, e que infama Que põe a destruição como trágica chama Tisnando a satisfação em ter fé. - Perdoa! Perdoo... no bem, na piedade, amor e prece Sem a irrisão que traz ao espírito penúria Dor, e nenhum consolo... - então esquece! Espinhos, que na maldade então escorre Despreze, pois sem piedade se tem fúria Nada leva. Na certeza da vida: - se morre! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

FIRMAMENTO (soneto) Por tantos amores, desvairado e descontente O teu, eu reconheci naquele exato momento
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FIRMAMENTO (soneto) Por tantos amores, desvairado e descontente O teu, eu reconheci naquele exato momento Pois, o meu coração, ficou aflito e diferente E, que estaria no meu constante pensamento Que ainda agora mesmo, no peito, és presente Em um arfar, infinito, suspirante e tão violento Que sei que ali, havia amor, que a alma sente E que aquele “oi”, seria para gente, portento! Piedoso Bragi, que a minha solidão sentiste Na poesia deste bardo, que havia sofrimento Agora, inspirai as boas sortes não pungentes E que então o poeta seja alegre, e não triste E que caia sobre ele a ventura do firmamento Com as rimas apaixonadas e beijos ardentes © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

MY BLAME (soneto) Imagino às vezes diferente, os amores Que deliciei atado em trabalhoso laço
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MY BLAME (soneto) Imagino às vezes diferente, os amores Que deliciei atado em trabalhoso laço Penso no que fiz e o que não mais faço Levado pela brisa do avezar com dores Penso nos tão verdadeiros sofredores Dos quais, eu, sou apenas um pedaço E no abraço dos que deixei por cansaço E nunca mais pude mandar-lhes flores Imagino os que fiz ter momentos infelizes Onde não tive raízes, e então tão dispersos E, no peito deixei-lhes com ásperas cicatrizes Penso nas escritas, ditas: - exclusivos versos Se na verdade eram sentimentos aprendizes Com lados de bondades e quinhões perversos © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

OUSADIA (soneto) Longe do poetar o amor, a alma nua A solidão escreve! Um silêncio cego
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OUSADIA (soneto) Longe do poetar o amor, a alma nua A solidão escreve! Um silêncio cego Do claustro, em um vazio e no ofego Insiste e teima, sofre e tudo continua Mas o velho coração na dor entrego Na esperança que o pesar construa Prática. E não a uma desilusão crua Largue o querer, em um aconchego De tal modo, que o viver no suplico Então chore, grite, e assim agrade A ilusão. E então valha o sacrifício Porque a pureza, barda da liberdade Da arte casta, nunca usa de artifício Pra amar com leveza e simplicidade © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando