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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠FAZE DE CONTA ... Faze de conta que hoje sou um bardo Que soneta para te expressar o amor
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⁠FAZE DE CONTA ... Faze de conta que hoje sou um bardo Que soneta para te expressar o amor Faze de conta que, nada é tão tardo Neste puro sentimento, o puro valor Quero te frechar, serei um felizardo Se com este arremesso, o êxito for O caminho, sem que seja um fardo E, pra nos dois um significado maior Você está impregnado no meu olhar Em cada verso que eu possa te dar É paixão que no coração desponta Embora saiba que sou arrebatado Por ti. E sempre estarei enamorado Para este bardo, não faze de conta! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/02/2021, 17’21” – Triângulo Mineiro

⁠ASAS ... O que torna mais jeitoso o céu em nascimento Do alvor, são os cantos das aves, encantos, são
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⁠ASAS ... O que torna mais jeitoso o céu em nascimento Do alvor, são os cantos das aves, encantos, são Os vários do cerrado, a vida em agradecimento Numa feliz atividade duma povoada palpitação Ah! quantas vezes deixamos passar o momento Este, tão repleto de alento e de grata inspiração Que suscita a magia e a emoção ao sentimento Dando luz para a quimera, admiração e ovação Também, o entendimento, o próspero bom dia! A alegria, afinal, mais um dia nos é dado em cria A nós mortais, onde os feitos nunca são iguais... E, asas, assim, então, oferecidas ao sol nascente Desejando um fado leve e um fardo docemente Para que se possa ter na ventura o muito mais...... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/02/2021, 05’47” – Triângulo Mineiro

⁠FILOSOFANDO ... Tudo que sentia no teu olhar era A sensação total, não foi engano
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⁠FILOSOFANDO ... Tudo que sentia no teu olhar era A sensação total, não foi engano Pois nesta grata emoção sincera É sempre lembrança ano pós ano A vida é assim, na sede de quimera Conversor no sentimento humano Pois, se assim não for, aí degenera E para emoção vira um desengano Ai do destino se só mal traçasse Como se a dor tivesse o comando E mais tristura rolasse pela face... Mas, felizmente, há contentamento Nas lágrimas nos olhos, nós dando Soma, não unicamente o lamento! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/02/2021, 07’47” – Triângulo Mineiro

⁠O MANACÁ DA CALÇADA ... Quando o inverno punha o manacá florido na calçada A tua dorna tomava a manta das cores branco e rosa
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⁠O MANACÁ DA CALÇADA ... Quando o inverno punha o manacá florido na calçada A tua dorna tomava a manta das cores branco e rosa E ficava a exibir, orgulhosa, imponente e tão garbosa A pureza de menina, vaidade de moça, tão imaculada E, em julho, com tua flor tal saia rodada, bela e ditosa Ao vento agitando as suas cores e o sol com sua rajada Reluzindo de fascínio o imaginário como contos de fada Bordando aos olhos a tua florada majestosa e formosa Ora, encantada, no passeio, és dos matizes um tinteiro De duas cores, pintalgando a sensação de quem passa Exalando elegância, bons sentidos e fartura no cheiro E, manso a admirá-la da janela, ela, num ar sedutor Abana os galhos em um aceno, e tão cheio de graça Põe a adornar o soneto com um poético esplendor! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/02/2021, 13’33” – Triângulo Mineiro

CARNAVAL, só que não ... A turba dentro de casa, privado carnaval Em tempo da peste, calma é a rua a fora
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CARNAVAL, só que não ... A turba dentro de casa, privado carnaval Em tempo da peste, calma é a rua a fora Marchinhas e dos blocos nenhum sinal É o mascarado de uma troça que chora... Silêncio na rua até que venha a aurora O surdo do samba, num gemido final Apavora a inação, tomou conta agora De toda folia e, não vai ter Carnaval! Quieta a colombina, toda alva de cal Pierrô chora, e teus olhos tão baços Sem os passos é, não tem carnaval! Os quatro dias ausentes de cortejo Passistas fora dos seus compassos Fica pro ano que vem, o folião beijo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/02/2021, 06’46” – Triângulo Mineiro

⁠O ENCONTRO ... Tenho prazer em dizer-te, e te digo: Porque é preciso, é minha maneira
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⁠O ENCONTRO ... Tenho prazer em dizer-te, e te digo: Porque é preciso, é minha maneira Do que és, e mais foi, estar contigo É amor, veio mais do que eu queira Bons sentidos, eu sei, trazes abrigo E hás de ter em ti uma vida inteira Pois, só tem carinho para comigo E no olhar a sensação verdadeira Se longe aquela bondosa saudade E perto, já parece ser eternidade A quimera dos que amam, paixão E se tem a saudade tem mais vida Mais emoção, no cuidado acolhida Que deixa sentimento no coração. ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/02/2021, 13’03” – Triângulo Mineiro valentine's day

⁠IMPERADOR .... Esse teu chão mais parece arte Retorcido em tons da natureza
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⁠IMPERADOR .... Esse teu chão mais parece arte Retorcido em tons da natureza És pluralidade e de te faz parte Antigo sertão, feérica grandeza Em grosseiros traços, dessarte, Um painel feito com tal firmeza Que abre a admiração à parte Vigor! O valor maior de beleza Um pôr do sol encarnado, revelador Céu imenso dum azul cheio de sabor Vários os encantos, enfim, revestidos Em cada foco, prenhe de sentidos Uma epopeia! De sonhos contidos Cerrado soberano, o imperador! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/01/2021, 09’12” – Triângulo Mineiro

⁠AMANDO ... Amo estar gostando, espírito ferino De tanta sensação de lirismo alado
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⁠AMANDO ... Amo estar gostando, espírito ferino De tanta sensação de lirismo alado Um bem estar tão poético e divino Tanto afeto, tanto prazer sagrado Nele, sublime, de gosto cristalino Ativando o coração apaixonado Suspirando tal um ritmado hino E, então, constante enamorado Teve, nele, o olhar do paraíso Ai sim, pode-se dizer há magia Onde se acha o bem e o riso Deixa gemer na piegas poesia Cada verso, o poetar é preciso Assim, amando, dar cor ao dia! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/01/2021, 18’15” – Triângulo Mineiro

⁠ALVORES .... No silêncio da aurora carmim de fevereiro As alvas do cerrado nunca se abrem iguais
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⁠ALVORES .... No silêncio da aurora carmim de fevereiro As alvas do cerrado nunca se abrem iguais O céu azul emoldurando o verdor coqueiro Num cenário de magia das artes tropicais Tanta quimera faz crer que, o ar fagueiro A imaginação poética do show quer mais Pois, o encantado deslumbra por inteiro E se sente a brisa dos sabores matinais Aí, enquanto lá fora tudo é tão reluzente Cá dentro a vitalidade desperta e escoa E põe na vida valor, o diverso e poesia E vais sem perceber o tender da gente Sem prever o acaso, e que nada é à toa Que existe o destinto em um novo dia! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/01/2021, 05’52” – Triângulo Mineiro

⁠O PRESIDIÁRIO .... Ó meu coração, meu pobre coração que choras Os soluços sentidos dum nefasto desventurado
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⁠O PRESIDIÁRIO .... Ó meu coração, meu pobre coração que choras Os soluços sentidos dum nefasto desventurado Se a lei do amar te angustia em seguidas horas Diante do afeto ninguém deve ser condenado Se tem sede de mimo e se confiante imploras O suave amparo de o cupido a ti deliberado Que seja flechado de luz nas suaves auroras Superando a regra da sorte que a ti é dado Não há prisão, nem há solidão tão pobre De um olhar abraçado, cumplice e nobre Que não possa estar ao lado e ao dispor Somos todos uma solta sensação serena Quando o desejo deseja eximir de pena Safando da sentença o condenado amor! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/01/2021, 16’50” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR PERDIDO ... Depois que tu foste, só depois, da partida Notei que do manso amor, o meu é sujeito
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⁠AMOR PERDIDO ... Depois que tu foste, só depois, da partida Notei que do manso amor, o meu é sujeito O grato sentimento da sensação, da vida E, se tem maior bem, desconheço o feito Afeto ardente e forte, repleto e perfeito Que na emoção a conformidade é diluída Um olhar, afago, gesto com poético jeito Que na boa afetividade a ventura é parida Depois do vazio, só depois, me vi corso Num aperto no pensamento que tortura Que conquista a mente dando remorso Não tem preço, amor perdido, só trava A sede, a inspiração, suspiros, a ternura Tu foste! esvaindo o mimo que me dava! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/01/2021, 19’18” – Triângulo Mineiro

⁠PAIXÃO .... Eu vi minha paixão. Arrebatada de alegria em elevada sensação, que no amor ficara
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⁠PAIXÃO .... Eu vi minha paixão. Arrebatada de alegria em elevada sensação, que no amor ficara em companhia de uma preciosa joia rara a fez rica, quando outrora foi triste e fria Quanto mais amava, quanto mais a sentia banhada em sentimento de cortesia clara cheia de ventura, de emoção e cor, ia para o desejo, como quem vai viver gentil o dia Pudera assim ter sempre essa primavera nas manhãs de tais momentos solitários existidos. Desejo e quero essa quimera! Foi então que reconheci cada precisão de um coração: mimos, olhares diários num rosário para se ter a doce paixão! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/01/2021, 06’01” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR E PAIXÃO .... Amor: sentimento de ideal sentimento Afeto, evento, uma constante sensação
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⁠AMOR E PAIXÃO .... Amor: sentimento de ideal sentimento Afeto, evento, uma constante sensação Crisol, joia para se compor a doce união Tudo em sua alquimia é acontecimento Senhor da emoção, lógica e argumento Elemento que converte a especificação O acordo que dá valimento a precisão A estrita e bela norma de um portento Ao amado oferece o altar em prosa: Dor e glória, agrado, espinho e rosa Duas premissas e aquela certa razão Então, sonhar ter custa apenas isto Imolar, assim, (tal os passos de Cristo) Dedicação, doação: amor e paixão! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/01/2021, 08’53” – Triângulo Mineiro

⁠VELHO .... O tempo, e com ele a trôpega velhice Vai se indo como a vida vai mandando
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⁠VELHO .... O tempo, e com ele a trôpega velhice Vai se indo como a vida vai mandando Gritando, calando, caindo, levantando Hora austera, e também de sandice É lenta, silenciosa e cheia de chatice Ou não, cada qual com o seu mando Se ainda for viável estar no comando É o ápice do homem na sua meninice E no espelho, o cabelo branco, a ruga Pesando na idade, amadurado fruto É a juventude numa derradeira fuga A rua mesma, o sonho outro, apatia Tudo é frágil em um cuidado bruto Na chance de velho, madura poesia! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2021, 14’11” – Triângulo Mineiro

⁠ ALUCINA! .... Aprisiona em teu verso, a sonhar, tudo quanto Te é encanto: o gesto, o olhar, a rosa ofertada
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⁠ ALUCINA! .... Aprisiona em teu verso, a sonhar, tudo quanto Te é encanto: o gesto, o olhar, a rosa ofertada E canta em gentil amoroso e sempiterno canto A prosa, a poética, e a inspiração enamorada Que a rima, vibre e guie, que não seja pranto E então somente de uma cobiça apaixonada Onde o sentir pulse e sacuda o seu recanto E haja aquele ardor no alvor da madrugada Encarcere cada uma palavra dita ao dispor Traga do coração a sensibilidade, e faça Sensação, pra então ter cantigas de valor E trove a tua paixão num surto de alegria Gabe-a, exalte-a, alucina, é cheio de graça Saber musicar a feliz emoção na poesia! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/01/2021, 15’42” – Triângulo Mineiro

⁠GRAÇA ... Eu que exclamo esquecer-te, e proclamo desprezar-te, com raiva e assim transpor
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⁠GRAÇA ... Eu que exclamo esquecer-te, e proclamo desprezar-te, com raiva e assim transpor no odiar-te, mal sabes tu como, te amo venero, nesse meu cenário tão sofredor Quem lê o fel que no versar eu escamo que contamina o estro, o verso pecador a cada estrofe, por ti, e por ti que tramo desesperado de ser emocional amador Porém tu, meu amor, se fizer presente ao acaso, novamente ter-te no carinho donde nunca deveria ter sido ausente Eu, serei perdão, esquecendo qual razão aí então, sortirei de vivo afeto o alinho e juncarei o caminho com pétalas de paixão ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 08/01/2021, 15’32” – Triângulo Mineiro

⁠EM BRANCO ... Olho-te devaneando, arranjando, e aí tento No vácuo do teu vão, da palidez e alvura fria
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⁠EM BRANCO ... Olho-te devaneando, arranjando, e aí tento No vácuo do teu vão, da palidez e alvura fria A poesia que transvaze do meu pensamento E, somente rabisco uma fisionomia tão vazia Mas, insisto no carente, inteirar o anseio lento Com feito, fantasia: - nessa sensação sombria E assim, então, criar solenidade no momento Para ver se abranda a minha solitária melodia Em branco, a imaginação no papel em agonia Escreve e apaga, retira e devolve, cria e recria Que zombaria, e a desordem devora o escrito Ó solidão, fala alto, deslustrando cada ensejo Tudo revelado, nada mostrado, e pouco vejo Neste curto desejo, só um versar mais aflito! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/02/2021, 11’42” – Triângulo Mineiro

⁠INTEGRAL (soneto) .... É bom que eu viva a cantar, no rumo Do prazer, em um romântico comitê
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⁠INTEGRAL (soneto) .... É bom que eu viva a cantar, no rumo Do prazer, em um romântico comitê Pois se da boa poética eu sou mercê Da prosa, trovo, declamo e consumo Num certo verso que venha, presumo Expressar tudo que minha alma crê Talvez, assim, então dizer o porquê E me expor num entusiasmo sumo E, se chegar a hora em que eu traga No versar a solidão onde a dor vaga Que seja a sofrência com solenidade Já na ventura me darei mais alento Porque saudade é mais padecimento E o sentimento nunca é pela metade .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/01/2021, 09’41” – Triângulo Mineiro

⁠EXPLOSÃO ... Se o cerrado é imensidão, seja então Mais vida, e a diversidade fomento
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⁠EXPLOSÃO ... Se o cerrado é imensidão, seja então Mais vida, e a diversidade fomento Ao diferente, inclusão em comunhão Um só instante de puro sentimento Ele hoje morre ao sabor do contento Progressiva a sua leviana destruição Se em combustão ou não, violento Quando a mão do avança é em vão Açula-se, a tristura em um dolo frio É destruição que provoca arrepio Choro e pesar, tal chaga duma dor Que na extinção que se olha aqui Os versos enturvam e não mais ri É uma explosão de vil desamor! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07/01/2021, 17’39” – Triângulo Mineiro

⁠AGOSTO NO CERRADO .... Não é sempre está melancolia o morno mormaço, esta fereza
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⁠AGOSTO NO CERRADO .... Não é sempre está melancolia o morno mormaço, esta fereza de agosto, a secura que tristeza no cerrado, agridoce dura poesia Bela diversidade a sua natureza um vendaval de cores e de magia devaneio, como é vária sua beleza e seu renovo, insistente teimosia Dia e noite, noite e dia, feitiça fonte vencedor de borrasca e de empeço e lá se tem o pôr do sol no horizonte Tão inarrável, encarnado, inconfesso o qual da glória doura-me a fronte ao arrostá-lo, pasmo e fulvo excesso ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/08/2020, 18’01” – Triângulo Mineiro

⁠VERÃO ..... Verão... janeiro onde tudo esquenta Em bando o raio do sol abafa o beiral
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⁠VERÃO ..... Verão... janeiro onde tudo esquenta Em bando o raio do sol abafa o beiral É mais triste o jardim na tarde sedenta Onde as rosas já desmaiam no rosal O alto verão! A hora é macilenta Tem lerdeza, estio, sempre igual Poeta, porque é que te atormenta? Cá no sertão, é calor, chão tropical Depois o seu entardecer é encantado Dum horizonte de nuvem em novelo Na grandeza do céu árduo do planalto Verás sim, o abrasado torto cerrado Em brado, as suas savanas em apelo No pico da quentura, bafo, ponto alto! ..... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/01/2021, 07’37” – Triângulo Mineiro

⁠FASCINAÇÃO... Trovei, com quimeras, poesia inspiradora Direto do coração, uma sensação tão pura
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⁠FASCINAÇÃO... Trovei, com quimeras, poesia inspiradora Direto do coração, uma sensação tão pura Manejando a inspiração, tão avassaladora Do afeto aos pés da emoção, com candura Uma sedução gemida e tão devastadora E, poético, eu quis, num passe de doçura Dar vida a ilusão numa poesia trovadora Cantando meu sentimento com loucura: - Cantei, cantei, loucamente, e dei duro Em cada olhar, cada prova, cada querer Cada ter, neste ansiar que eu procuro... Porém, não se tem apenas no desejo Sem saber a dor e a variação do ser Pois, fascinação requer muito cortejo!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/02/2021, 12’55” – Triângulo Mineiro

⁠BAMBO .... Se o amor bater de novo na sensação arrependido, para o meu sentimento
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⁠BAMBO .... Se o amor bater de novo na sensação arrependido, para o meu sentimento hei de dizer-te tudo com cara razão e poética, quanto rasga o sofrimento Pouco importa, ter já o entendimento da dorida dor, sei eu, do luto e paixão pois bem, nem mesmo o tal momento do bom, tudo é mais uma recordação Então, não venha mais virar a tramela adentrar o meu olhar, e descontrolar nos caminhos sempre terá outra viela O amor vezeiro, é amor com alarido bambo, perdido, tem basta o pesar (só a morte) e nada mais é sabido! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/01/2021, 09’01” – Triângulo Mineiro

⁠AMOR QUE NÃO TEM PREÇO ... Depois que ti vi, só depois, razão na medida Notei que sentiria amor que não tem preço
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⁠AMOR QUE NÃO TEM PREÇO ... Depois que ti vi, só depois, razão na medida Notei que sentiria amor que não tem preço A poética maior do mundo, poesia da vida E, se já apreciei algo igual, eu desconheço Ardor feliz e casto, sentimento espesso Abraço e a sensação na emoção diluída No fiel olhar, cujo o bem e único apreço É ser, sonhar, numa harmonia incontida Depois que ti vi, só depois, eu entendi Como é bom ter o coração na ventura Invadido pela paixão, depois que ti vi! De ter, junto a ti, o tal desejo que aporá A felicidade, os beijos e a doce ternura Na simpatia do amor amplo que me dá! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/01/2021, 07’56” – Triângulo Mineiro