Pular para o conteúdo

Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠AMOR DESFEITO .... No sentimento esquio e acre, a saudade pura Suspirando, arfando, a procura de um talvez
Continuar lendo

⁠AMOR DESFEITO .... No sentimento esquio e acre, a saudade pura Suspirando, arfando, a procura de um talvez Sente a emoção vagar e sem a fulcral ternura Que larga a sensação numa silenciosa surdez Enquanto o lacrimejar escorre pela fissura Do olhar. Há aperto, dor no peito outra vez São as lembranças tão cheias de amargura Dum afeto que se vai e ali então se desfez Quando surge, então, a poética derrocada A quimera pela janela se afasta desfolhada E o sentir se faz delicado igual a um cristal E o sentimento desamparado, acre e esquio É ante o querer: - apático, indiferente e frio Então, no amor desfeito, o irrefreável final! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/01/2021, 19’52” – Triângulo Mineiro

⁠18 HORAS NO CERRADO .... O vento passa e o cerrado murmura Porém tão achavascado que parece
Continuar lendo

⁠18 HORAS NO CERRADO .... O vento passa e o cerrado murmura Porém tão achavascado que parece Um canto, uma suplica, uma prece Uma poética cheia de acre tristura No horizonte o pôr do sol adormece Turba-se a tarde, uma luz já fulgura No céu, tão alva e farta de ternura A noite caudalosa sobre ele desce O silêncio embatuca convulsamente Varrendo a negror ao peso do poente Agigantada escuridão! O acme agora! Tem da coruja o gemido cavo e pesado Toda a melancolia, através do teu piado 18 horas, a noite no cerrado não demora! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/01/2021, 18’00” – Triângulo Mineiro paráfrase Ana Amélia

⁠ENLACE .... No cerrado titã e rubro, a sensação pura Dos galhos tortos, irregular na sua rudez
Continuar lendo

⁠ENLACE .... No cerrado titã e rubro, a sensação pura Dos galhos tortos, irregular na sua rudez Sente no cessar o abraço de sua ternura Que envolve a noite no agreste timidez Como o entardecer alastra sua formosura Que para o anoitecer, tão caprichoso, fez, A lua e as estrelas, entregam-se à belezura No céu, da graça que vem pela primeira vez Quando surge, por fim, a tenra alvorada O sertão, bulido pela sombra orvalhada Recorda, assim, tal uma luxúria nupcial E o cerrado, saciado, rubro e gentio Vai, frente ao dia, divertido e ébrio Celebrando este feito matrimonial! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/01/2021, 05’37” – Triângulo Mineiro

⁠GRATIDÃO ... Te sou grato, no que a mim foi a cura O alento que foste à emoção, poesia!
Continuar lendo

⁠GRATIDÃO ... Te sou grato, no que a mim foi a cura O alento que foste à emoção, poesia! Encheste a solidão de cor e de doçura E com poética a sensação que falecia De choro e lamento lacrimejava o dia O horizonte do cerrado era só lonjura O desejo desventura então pressentia E tu poesia: me trouxe a boa ternura! Tenho gratidão, nada toda a vida dura Do teu tempo a qualidade é a melodia Se boa ou ruim, o que vale é a leitura Então, vou agradecer a casta fidelidade Das prosas nas tristuras que eu recebia No falto, assim, pra mim, trovaste piedade! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12/02/2021, 05’55” – Triângulo Mineiro

⁠GOLPEADO... Em vão estendo pra saudade os braços Sem que possa atingir este sentimento
Continuar lendo

⁠GOLPEADO... Em vão estendo pra saudade os braços Sem que possa atingir este sentimento Que julgo padecer-me nos teus traços De vazio, angustia em cada momento Cato-te em vão! Nos saudosos espaços Entre nós a extensão, perdido lamento Ainda na imaginação ouço teus passos Onde o som à poética é doce alimento Este amor é como o meu árido cerrado Seca as ilusões, tal inverno, uma a uma E assim mesmo, enamoro na lua cheia Com o teu silêncio atroador sagrado Perfura a minha alma, inda escuma E com tua falta ao meu amor golpeia! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11/02/2021, 14’28” – Triângulo Mineiro

⁠QUE SAUDADE... Que saudade nesta sensação, agora A chuva range rumorosa na vidraça
Continuar lendo

⁠QUE SAUDADE... Que saudade nesta sensação, agora A chuva range rumorosa na vidraça O soar do relógio, de hora em hora A badalar. No ir o tempo não passa Solidão. Não durmo. Como demora Essa angustia que na ideia é pirraça Traça que corrói, e na alma aflora Fazendo na emoção triste negaça Eu sei que o pensamento velando É furioso, e de quando em quando Vem fluídico e ao cabecear enlaça Oh falto! E o instante percorrendo Suspirando, gemendo e, chovendo Lá fora. E a saudade que não passa! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10/02/2021, 03’05” – Triângulo Mineiro

⁠ESSE AMOR... Há um olhar cumplice entre nós. É sentimento De ventura e de paz. A nossa direção continua
Continuar lendo

⁠ESSE AMOR... Há um olhar cumplice entre nós. É sentimento De ventura e de paz. A nossa direção continua Cada dia maior, sem você a falta é sofrimento É uma terna paixão que no peito arde e estua Você é sempre presente no meu pensamento Meu ser ávido se comove em cada caricia tua Em meus versos é presente a todo momento Só posso crer, que o amor, o destino insinua! Me lambeia como sempre imaginei. É exato! E a nossa poesia é tal uma noite de lua cheia Integral. E por este meu agrado lhe sou grato Todos... mas um é mais: - quando te tenho! E vejo em teus olhos que então me anseia Assim, sou mais feliz e, neste amor lenho! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 09/02/2021, 13’29” – Triângulo Mineiro

⁠Nós não podemos nos perder ... O destino fugiu de ter lavras Nos rabiscos de nosso amar
Continuar lendo

⁠Nós não podemos nos perder ... O destino fugiu de ter lavras Nos rabiscos de nosso amar O que ficou em meias palavras Podemos escolher o recomeçar Quero ainda de te saber Tenho fome desta vontade Satisfação de poder te ter Por total, não só metade Se último for este passo Levando-me ao início do fim Saudosar-me-ei do teu abraço Mas antes, brandarei pra valer Na voz do poetar, a ti saber: - nós não podemos nos perder! (é amor! e amor tem que viver!).... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 de maio de 2010, 10’00” - Rio de janeiro, RJ

⁠AMÁSIO... Amásio! Sonho maior e tão cândido Que nos seduz e embala a emoção
Continuar lendo

⁠AMÁSIO... Amásio! Sonho maior e tão cândido Que nos seduz e embala a emoção Precioso, terna sensação no sentido Dum amor apetecido, cheio de ilusão Bendito e desejado, pleno, querido Duro, às vezes, mas tino ao coração Um bem inocente que nasce podido Na soma, de uma razão da paixão Aí, genuína e bem, sempre é hora Nos faz multiplicar pela vida a fora Cantante na alma, rica e feliz união Uma ternura indo pelos caminhos Frágil e forte, a disfarçar espinhos Arando devoção e tenção pelo chão!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/02/2021, 07’43” – Triângulo Mineiro

⁠INTEIRAMENTE ... Tenho saudade do que algo mais diga Amor de silêncio valeroso e inteiramente
Continuar lendo

⁠INTEIRAMENTE ... Tenho saudade do que algo mais diga Amor de silêncio valeroso e inteiramente Amor que tece prosa, sensação e cantiga No mistério, magia e poética pra gente A proximidade que no desejo causa liga E, assim, na emoção ardente e fremente Aquele afeto duma cumplicidade antiga Amiga, sem nunca com paixão ausente A atração socia, amante e enamorada Amor que embala a cortês madrugada Acalentando as mãos, forma e segredo O amor tal ao perfume da primavera Caprichoso e, olhar cheio de quimera Sem privação, solidão e sem degredo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/02/2021, 10’11” – Triângulo Mineiro

⁠O ALVOR DE MINHA TERRA... Neste alvorecer de minha terra assisto Nuance de saudade vertida no cerrado
Continuar lendo

⁠O ALVOR DE MINHA TERRA... Neste alvorecer de minha terra assisto Nuance de saudade vertida no cerrado Uma felicidade e apertura num misto No peito num sentimento imaculado Este alvorecer desperta o que existo De melhor no ver, a surpresa ao lado Eis-me à beira do louvor, de tudo isto De um alvor mágico e tão encantado À tua espera, o horizonte totalmente Alumiado, matiz que aos olhos berra E à sensação uma surpresa reluzente E, quando surges, então, nunca iguais Vário, impar, o alvor de minha terra Madrugadas seletas no sempre mais! .... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/02/2021, 04’59” – Triângulo Mineiro

⁠QUE INSÔNIA ... Como faz calor neste quarto agora O bafo quente transpira na vidraça
Continuar lendo

⁠QUE INSÔNIA ... Como faz calor neste quarto agora O bafo quente transpira na vidraça A saudade toando de hora em hora E com a insônia um vinho na taça De cochilo em cochilo, vai a fora Que demora, o alvor na sua graça! na estagnação, a melancolia sonora O vagar na cadência, que não passa Derreado... o relógio me velando Eu pro sono pedindo, até quando? Vem a vigília no animo e me enlaça Ah! como faz calor no momento! Cinco horas, ativo o pensamento Ouço ruido na rua, o ouvido caça... ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/02/2021, 4’55” – Triângulo Mineiro

⁠ESCALÃO .... Julguei da paixão haver cruzado com o amor Esse sentimento querido e de agrado contido
Continuar lendo

⁠ESCALÃO .... Julguei da paixão haver cruzado com o amor Esse sentimento querido e de agrado contido Que nos acomoda à estância do bem, ao dispor De uma grande sorte, e oloroso querer contigo! Hoje sinto, porém, que nada ou pouco rumor Consegui, afinal, na ilusão me vi conhecido Numa jornada dum causar e agridoce sabor Em que eu, derreado, me prostei vencido Pelos desvãos da vida, o murmurar vazio Calado. Pois como se manter na estima? Se frio nas noites, e sem qualquer feitio Por isso, o soneto no duo o encaixo: - Vejo as rimas rimando para cima - Vejo as rimas rimando para baixo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 31/01/2021, 05’04” – Araguari, MG paráfrase Benjamim Silva

⁠PERDÃO... Ó sorte, eu sei. Eu sei, essa valia Essa direção que dás pra emoção
Continuar lendo

⁠PERDÃO... Ó sorte, eu sei. Eu sei, essa valia Essa direção que dás pra emoção A solidão é exata no que merecia Pois, do amor, cisquei a ilusão O coração habituara a tirania Da ficção, de ficar na tensão No vitimismo, e na melodia Criei e musiquei a sensação Então, no ter o que existisse Me segurei na burra tolice Do sonho desfrutável a mão Ó sorte! me deste o caminho O amparo dum doce carinho Eu quis outro rumo. Perdão!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/01/2021, 14’50” – Triângulo Mineiro

⁠CONSELHOS.... Quando eu, solitário e inquieto, faço Poesia de apelo, em um rogo intuindo
Continuar lendo

⁠CONSELHOS.... Quando eu, solitário e inquieto, faço Poesia de apelo, em um rogo intuindo E busco palavras de um poético laço É para adoçar o meu amargo infindo Cada verso, conselheiro construindo Indo o fado sem calma nem embaraço Cheio de estrofe, rimas, vai seguindo Erigindo o rumo no devido compasso Passo a passo, aconselha: tudo passa! No infortúnio, na leveza, cada graça Pois, tem abrigo, e também o perigo Aí, então, os conselhos, no concelho: Se mais velhos, seremos mais fedelho E eles, feliz e com dor choram comigo! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/01/2021, 08’25” – Triângulo Mineiro

⁠NOITE.... Antes que a noite desça e o cerrado invada O silêncio na vastidão, buritis prenda divina
Continuar lendo

⁠NOITE.... Antes que a noite desça e o cerrado invada O silêncio na vastidão, buritis prenda divina Cuincando ao vento, na vereda da estrada Aprecie o feérico entardecer em sua sina Mergulhe na imaginação, se a te agrada Rubra teu espanto que o carmim imagina Há de ser encanto, assim, toda alumiada Tão simples, tão grandiosa, e tão vitrina Pousa o teu olhar no horizonte adormecido Um poema de sensação que no céu se faz Deixe tua alma se soltar no negror diluído Esse cair da tarde do supremo entardecer Só cá no planalto está joia rara e primaz Cuja na lembrança não se pode esquecer! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27/01/2021, 18’30” – Triângulo Mineiro

⁠BÁLSAMO ... Trovar-te a saudade! Saber-te ainda cativo Eis a maior das poéticas que assim fizesse
Continuar lendo

⁠BÁLSAMO ... Trovar-te a saudade! Saber-te ainda cativo Eis a maior das poéticas que assim fizesse Causadas do coração, hoje rude e aflitivo E acalmar-me o peito e as mãos em prece Trovar-te o cheiro! Um linguajar intrusivo Da sensação, que a ilusão no amor oferece E que pulsa forte o lampejo de novo vivo Onde a lembrança afoita ainda permanece De meus insanos ensaios a sedução pura Desejar ter-te, outra vez, quanta ventura! Teu olhar num beijo, o carinho prolongado E compor um canto que simplesmente Te diga nos versos, versos ternamente De emoção! .... confortado ao seu lado!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27/01/2021, 08’30” – Triângulo Mineiro

⁠LIBERTO ... Não choro mais! Irei por este fado seguro Cantar em outro peito, um soneto nobre
Continuar lendo

⁠LIBERTO ... Não choro mais! Irei por este fado seguro Cantar em outro peito, um soneto nobre Adeus! Levo o teu cheiro, meu amor pobre Na alma a sensação vazia e encanto escuro Levanta-te sentimento, exitoso, desdobre As asas da poesia, escreva teu verso puro Declame todo sempre o afeto que venturo Assim, um dia, a sorte especial o descobre Então, cada verso o versar do meu sonho Fanar-se na raiz, ir em frente, fé criativa Ferindo e parando o devaneio enfadonho Tu não finjas a inspiração tão figurativa Não! Respeita cada um verso tristonho Agora liberto! E cheio de emoção viva! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/01/2021, 20’30” – Triângulo Mineiro

⁠OUTRO ALENTO ... Encontrei-te em um desejo tão divino E o destino das emoções nos levaram
Continuar lendo

⁠OUTRO ALENTO ... Encontrei-te em um desejo tão divino E o destino das emoções nos levaram Pela mão da sensação, em um desatino Que no peito afáveis sentidos brotaram Outra estrada, outro sonho, descortino Os poemas descontentes se alegraram Pirralho como menino e de novo a pino Pois, as invocações ao amor positivaram Antes, a poesia, sem ousadia e a esmo Compartindo a tristura comigo mesmo Via cada trova marcada com torpe pó Agora, alentado por teus gentis cortejos Teus beijos, tenho motivo, vivas e festejos E já não amargo, atrofio e nem sorrio só! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/01/2021, 05’45” – Triângulo Mineiro

⁠ASSIM SEJAMOS! ... Dourado sentimento, num querer constante Em um querer as sensações tão carinhosas
Continuar lendo

⁠ASSIM SEJAMOS! ... Dourado sentimento, num querer constante Em um querer as sensações tão carinhosas Povoados de sede de emoções fantasiosas Como uma comichão de apetite, doidejante E nesta nau do destino eu vou tripulante Num lago manso e feroz tal espinho e rosas Ou no dorso das mais quimeras preciosas Garimpando o reluzente notável diamante Ao alçar os sonhos mais raros, vai correndo A imaginação donde jamais imaginamos Criando algo sedutor e, no peito gemendo O amor, esse sentimentalismo que amamos Onde é bom estar, e a ilusão vai movendo Cada paixão cálida. Então, assim sejamos! ... 12/01/2021, 19’24” – Triângulo Mineiro

⁠⁠A TARDE O clarão se esvai, a sombra declina por sobre o sertão sem um alinho
Continuar lendo

⁠⁠A TARDE O clarão se esvai, a sombra declina por sobre o sertão sem um alinho e o sertanejo vindo pelo caminho se desata no horizonte, sua rotina A boiada no curral, mugi, rumina a lobeira com flor e com espinho o vento plana em um remoinho no breu que cai atrás da colina Flutuam estrelas no amplo céu O galo canta, triste, no cercado E a luz da escuridão se faz réu E passam, as saudades, ao lado fantasmas de recordação ao léu na languidez da tarde no cerrado © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/01/2021, 18”14” - Rio de Janeiro

⁠A SÚPLICA Inspiração, há um tempo, um certo dia Ideei amor, que eu ainda não houvera
Continuar lendo

⁠A SÚPLICA Inspiração, há um tempo, um certo dia Ideei amor, que eu ainda não houvera Ideado, uma paixão que fosse sincera Na poética, tal a uma emotiva poesia E eu aqui na tocaia do que não viria Poetando de primavera a primavera Crédulo, insistia na furiosa fantasia Onde meu sonho vive à sua espera Ó má sorte, porque toda essa sofrência Na alma que só deseja ter a inocência Dum amor? E não mandas dos perversos Sentimentos. Que cava a meta da vida Numa dor da prosa atroz e desmedida. Então, suplico por graça, fazendo versos! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07/01/2021, 12”01” – Triângulo Mineiro

⁠INTERVALO Te digo que da saudade que tenho Toda a agonia para assim trovar-te
Continuar lendo

⁠INTERVALO Te digo que da saudade que tenho Toda a agonia para assim trovar-te Entendas, então, foi só por ama-te Que neste soneto chorar-te venho Agora é só o suspiro que detenho O afeto não é mais doce encarte No coração, apenas parte a parte Dum vazio que no olhar contenho Noutro tempo era muita fantasia Desfez em engano solto ao vento Escorrendo pela sofrente poesia Dor, também, doeu no sentimento Provando do amor puro de magia... Aí, notei que não era teu momento © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/01/2021, 13’33” - Triângulo Mineiro

⁠Página Virada O tempo é veloz É folha de outono amassada
Continuar lendo

⁠Página Virada O tempo é veloz É folha de outono amassada É saudade num retrós Fazendo da alma amarrotada Ah! Poema de nostalgia Com rimas em preto e branco Que dói no peito sem serventia O fado com crueldade e tão franco Sim, quer me enganar com ilusão Escondendo a vil realidade Do poeta que fantasia a emoção Bordando sonhos e felicidade Nada sobrevive sem quimera Nem tão pouco o amado ou amada São flores sem validade na primavera Oh! Tempo. Na desilusão, página virada... (Não se pode ao sentimento esconder, o meu amor não existe sem você) © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 03/01/2015, 22’18” - Cerrado goiano