OUTONO EM POESIA (soneto) Bailando no ar, gemia inquieta a folha caída No azul do céu, do sertão, ao vento rodopia
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OUTONO EM POESIA (soneto) Bailando no ar, gemia inquieta a folha caída No azul do céu, do sertão, ao vento rodopia Agitando, em uma certa alvoroçada melodia Amarelada, vai-se ela, e pelo tempo abatida Pudesse eu acalmar o seu fado, de partida Que, dos galhos torcidos, assim desprendia Num balé de fascínio, e de maga infantaria Suspirosas, cumprindo a sua sina prometida A vida em uso! Na rútila estação, obedecia Um desbotado no horizonte, desenhado E em romaria as folhas, em ritmo e magia No chão embebido, o esgalho adormecido Gótica sensação, de pesar e de melancolia No cerrado, ocaso, do outono em poesia... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/07/2020, 10’22” – Triangulo Mineiro