Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
EM BRANCO ... Olho-te devaneando, arranjando, e aí tento No vácuo do teu vão, da palidez e alvura fria A poesia que transvaze do meu pensamento E, somente rabisco uma fisionomia tão vazia Mas, insisto no carente, inteirar o anseio lento Com feito, fantasia: - nessa sensação sombria E assim, então, criar solenidade no momento Para ver se abranda a minha solitária melodia Em branco, a imaginação no papel em agonia Escreve e apaga, retira e devolve, cria e recria Que zombaria, e a desordem devora o escrito Ó solidão, fala alto, deslustrando cada ensejo Tudo revelado, nada mostrado, e pouco vejo Neste curto desejo, só um versar mais aflito! ... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/02/2021, 11’42” – Triângulo Mineiro
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde