Frase de Luciano Calazans
A Bruma e a Réstia Por entre as brumas que envolvem as incertezas Sempre há uma réstia de brilho, de beleza Seja vermelha carmim ou turquesa Por entre os limbos, umbrais, carnes e vais Há o barro, o jarro, o sarro, o sonho o riso... Haverão, inevitavelmente, as notas batizadas Pelo frade Arezzo . Entre você e eu existe a bruma, mas a réstia é demasiadamente incandescente! É fogo Qual mil lampiões no breu de uma noite sem estrelas. Entre o eu de você o lamento de muitos vais Em nossa tempestade existe o sal do mar O sol do lá, e do turquesa. Beleza! No desassossego da alma, exuberante é o Álamo Que adorna nossa casa, a casa das nossas almas, vez em quando, esguias – trivialidades. Não obstante, no liquidificador metafórico que transcende e mistura a magia, Somos um só líquido. Sólido líquido Calefação Ebulição Nunca o congelar. Jamais o engessar. Somos porquês com respostas Somos o ganhar sem apostas Somos um verbo conhecido e desconhecido Somos uma aberração dos comuns sentidos Em vários desvarios. Se isso não é o amor Amar é o nada Se isso não é amor As brumas são réstias Se o sol não está aqui A chuva nos basta Isso é amor Luciano Calazans, Salvador, BAHIA. 05/02/2018
No pensador.ai desde