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Frase de Luciano Calazans

A FONTE DA JUVENTUDE Estou ficando novo... Ao contrário das convenções, cada ano que fazemos mais um ano, pelo menos em meu caso, é um motivo esplendoroso para celebrar a tão cobiçada “eterna juventude”. Houve uma época sombria — ou de aprendizado? — em minha vida que chegar aos quarenta era praticamente uma utopia. Sem entrar em porquês, o fato é que, após completar o glamouroso tempo de vida terrena, percebi que a cada ano que passa, fico mais novo e tenho mais vontade de viver. A fonte da juventude existe, sim. Está ao alcance de todos e não é através das cirurgias plásticas, cremes para a pele ou musculação. Essas coisas são complementos – para uns necessários, para outros, não. Mas isso não vêm ao caso. A real fonte da juventude está no verbo sonhar! Sonhar e acreditar nos sonhos ou simplesmente ter fé. Sonhar nos deixa felizes e vigorosos. Sonhar, mesmo que não realize os almejados sonhos, já impulsionam o nosso viver de forma inefável. Quem sonha, sobretudo com o bem — não só para si, mas para uma coletividade: da nossa espécie e de outras espécies que coexistem em nosso planeta azul conosco – já é essencialmente feliz e realizando, pois os sonhos são reais. ACREDITEM! Todas as datas são queridas quando temos sonhos; sonhos são: propósitos, batalhas, vôos, mergulhos, trabalhos, cura, vida e fim de vida. Nada é descartável para quem sonha. Nenhum ser vivo(ou morto) é descartável para quem tem a alma untada pelo verbo sonhar em todos os tempos e modos do verbo. Sendo assim, se queres a eterna juventude, se preocupe com seus sonhos e deixem que os irmãos e irmãs sonhem! Aliás, se possível, faça parte dos sonhos alheios. Isso é viver jovem para sempre. Estou um ano mais novo. E, se depender de mim(e dos meus sonhos que são coletivos), chegarei à infância, mais uma vez. Luciano Calazans. Salvador, Bahia, 15/01/2017 mais novo, mais puro e mais determinado a sonhar!

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.