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Frase de Luciano Calazans

VINTE E DOIS O músico é uma criança à procura do futuro, do passado, do presente. Do futuro do presente De um presente do passado De um passado de muitos futuros A música é choro, é chão, é momento A música é o sempre, é o agora, é uma coisa já vista/ouvida que sempre será novidade Efêmera e eterna fertilização de corações e mentes. A música é a definição indefinida do que almejamos ser ou não ser. É a palavra mais inalcançável ao alcance dos mais incautos ouvidos A música é uma estrela. Ou seria constelação? Uma leve brisa ou um tortuoso tufão? A música é a explicação ao inexplicável. É o inexplicável translúcido em vasta amplidão É a liberdade prisioneira É o teto, a eira e a beira É o que fomos, o que somos e o que seremos. A música é utopia real Fantasia da realidade Realidade da fantasia A música é uma criança à espera de zilhões de pais, mães, irmãs e irmãos. É Arezzo, Cecilia e João, Sãos... É a certeza da cura É a cura desenganada É a ilusão do horizonte É a bebida que brota de toda e qualquer fonte É a coisa sem fronteiras, que infelizmente alguns tentam podar. A música é o mais reluzente significado para nossas vidas, quer queira, quer não . É angústia, é ânsia, é susto, é suspense, é o amor! E em seu dia elencado por mortais, Tento em versos vãos externar o infinito solúvel e sem solução A música é esperança, é uma criança, é a fêmea e o macho, do flautim ao contrabaixo Do ventre à luz Da alma aos sãos Da cegueira à visão Do oco aos atos. Do ogro aos ratos Dos gnomos aos patos Da fome ao prato Existem sons A música é criança versada e versando Canções Luciano Calazans. 22/11/2017 À Deusa que rege a minha vida e a de Zilhões.

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.