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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Era a via Uma estrada sem sentido Sempre de partida
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Era a via Uma estrada sem sentido Sempre de partida Quando houver sentido, de ida Era a trilha a caminhar Encontrar e perder a razão Pisar o chão Ter o mundo aos seus pés Uma mera ilusão Que se vive Ao invés de viver a vida A magia A alegria Que te corta que nem adaga A luz que te vem e que alumia Se lhe apaga, opção que lhe cega Origina e germina À semente que foi plantada Era uma via onde se vai Que depois que se foi Perdida Era a lágrima escondida Que se vê A folha não escolhe cair Mas se escolhe ser folha Ela cai Era a tarde que passa Onde um Sol que se punha Sereno Era lenha a queimar Quase nunca por inteira Nem plena, nem toda vida Era apenas vida Quase sempre pequena O alento, lugar distante Um olhar ao longe Era noite, era manhã Mocidade Sonhar era um sonho Uma folha morta Era o Sol que se apaga Ter o mundo aos seus pés Ilusão que te mata Que te corta que nem adaga Era sempre uma partida Perdurou por instante Só o passado há de ser eterno O presente era vida. Edson Ricardo Paiva.

Era oito e quarenta e oito Clareou meio afoito Aquele dia
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Era oito e quarenta e oito Clareou meio afoito Aquele dia Era mais uma chance Outra tentativa Daquela, que sempre se esquiva E de novo se tenta entender a vida O vizinho estava vivo ainda E martelava Quase oito e cinquenta e quatro e, naquela fase O teatro da vida abria as cortinas Martelava Hoje, essa era a hora do inicio Pois sempre tem hora pra iniciar e recomeçar Mas ninguém Nunca sabe quando termina Mas tem horas que a gente percebe O indício de ser um pouco daquilo Que sempre termina Pra depois germinar de novo Na loucura de falar com luz E de ouvir a voz do silêncio Hoje ela quis me falar De alegria e de tristeza de terra e de água, de areia e de magma E essa voz me falava e martelava e fazia perguntas e respostas juntas me dava Me dizia daquilo que nos define Pois a lágrima mais triste Ela é seca, desbotada E ninguém nunca viu Porque desistiu de ser chorada...e não caiu E também que a melhor risada Aquela que todos querem Também não foi dada Ela vem, quando não se quer nada Mas que a gente a insiste em querer e martelava da mesma maneira que um dia desistiu de querer chorar E passou a querer Entender a vida A empatia Num gesto de gentileza A verdade, o egoísmo a mentira, o cinismo, a efemeridade e martelava e martelava Sobre uma suposta felicidade Escondida lá nas estrelas e falava de flores e cores e asas de borboletas e morte e de norte e de oeste e pinturas rupestres e de cores escuras e de águas puras e cores primárias e capítulos e espadas e plexos e marteladas e complexos e escápulas estátuas, sobre os peixes que nadam e de novo a felicidade Que não pode ser explicada Talvez ela seja um elo Com o Deus que a tudo criou e que sempre o recria de novo e outro e outro dia Pode ser que seja aquele e seja belo Veja o vizinho lá fora Que nesta mesma hora Desatento e alheio ao agora Faz bem mais que meia hora Que ele empunha o martelo ...e martelava! Edson Ricardo Paiva.

O livro de Matheus. Existem lugares onde se caminha Deixa marcas, escreve histórias
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O livro de Matheus. Existem lugares onde se caminha Deixa marcas, escreve histórias Planta flores que o lugar não tinha Ruas pelas quais Nunca mais vai passar E quando a gente olhar pro céu Talvez perceba que há coisas suaves Tão breves, que se vão na brisa Existe um tipo de tempo Invisível para os relógios É o lugar onde essas coisas são guardadas E te mandam lembranças Elas vem Pelo postal da vida Sobre o qual A ciência não sabe nada Não existe mentira que altere o trajeto Marcas de pegadas Que por menos se enxergue Não podem ser apagadas Nem há paz que as negue Segredos ocultos atrás do muro Num lugar que sepulta-se medos Todos eles, da família das verdades Chega a ser triste e bonito Ver seus nomes escritos nas lápides Existem sons que se fazem ouvir E silêncios retumbantes Livros que se quis ler E páginas viradas Que a vida escreveu E não foi sem querer Aromas, que de tão sutis A memória desconhece Não são todos caminhos Que fogem à Roma A graça da vida É não saber que lugar é esse Respostas que se acerta Tentando fugir à pergunta Existe um lugar Que não se chama vida Pra onde correm todas as mágoas É lá que essas coisas se juntam E onde não podem ser escondidas. Edson Ricardo Paiva.

Eu tento entender O sentido de as portas se fecharem No momento em que cortinas se levantam
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Eu tento entender O sentido de as portas se fecharem No momento em que cortinas se levantam Eu tento dar sentido às minhas preces Minha oração sem ruido Dirigido em direção à torre Onde quando era menino Tinha um sino que me entristecia Eu tento entender O que se passava no meu coração Naqueles dias Porque não havia ainda a porta certa Mas a melodia dos sinos Eram como lindas portas Que se achavam sempre abertas E na tarde havia luzes coloridas Flutuando como borboletas Quando eu me lembro De ter me sentido triste naqueles dias Rebuscando estrelas de madrugada Sem buscar o sentido da vida Sonhando voos inexistentes Num tempo em que se percebe Que não há razão para a pressa Nem proteção, quando portas se fecham Pois, de alguma forma A alma viaja no tempo E sobe na torre do sino E atravessa transparentes cortinas Tudo isso ao mesmo tempo Como luzes coloridas Invisíveis pra essa vida Breves insetos Borboletas atrevidas Quietas Qual se fossem setas envenenadas Alma que não se vê, nem se viu Mas quando também não se ouve O ruido dos sinos morre A janela se fecha também lá na torre Ficou tudo na tarde passada Muda, sombria E é só nesse dia Que se escuta à porta a batida Mas a alma já está de partida Sem um ultimo olhar Despedidas E o sentido da vida é nada. Edson Ricardo Paiva

A água cristalina O copo A colina que se vê de longe
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A água cristalina O copo A colina que se vê de longe O topo A alegria de existirem A gente as vê Mas o olhar atravessa São respostas Goste a gente ou não São só palavras A água, por cristalina que seja Não lhe sabe a essência Conhece-lhe o gosto quem prova E surgem só novas perguntas Não há cor E seu rosto é inexistente Abstrata como a dor Quem a sabe presente Não nos cabe vê-las Nem se podem tocá-las Quem as sente É tocado por elas A vista lá do alto da colina Só conhece quem subiu E não se pode estar No topo de todas elas ao mesmo tempo Mas o tempo é sempre eterno Pra quem sempre espera Mesmo que a dor as devore E que a água se transforme em chuva Brilhante como as estrelas E que todas as estrelas chorem Mesmo que todas as pessoas Enxerguem a chuva E não neguem que sejam boas Apesar de tanta transparência Ninguém sabe a essência Do que não é dado saber Apesar Da eternidade da espera Não se sabe nada sobre a eternidade. Edson Ricardo Paiva.

As verdades. Eis-me aqui outra vez Permanece uma pergunta
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As verdades. Eis-me aqui outra vez Permanece uma pergunta E esta vida, o que me custa? A resposta imprecisa Nem vasta, nem concisa e nem bonita Basta ser aquela Que o coração queira ouvir Quando a alma acredita Será bela eternamente Verdades são mais profundas O mundo anda meio sem tempo Sem crédito e nem provas E tem sido assim Desde que o tempo Descobriu que move o mundo E nenhuma nova luz brilhou E o céu se abriu Para a nuvem que passou bem perto Mas, que por não saber que era nuvem Não choveu É pra isso que servem os sonhos Pra sonhar saber Ilusões, decerto O que lhes custa a vida E o tempo de espera gasto Atroz e nefasto Não era meu e nem era vosso Nosso algoz Sem tempo prescrito Para exceções ou balões de festa A velha pedra de moinho, desgastada Pelo bico de um pequeno passarinho Nobre viajante do tempo Rico andarilho do espaço Há somente os excessos O atraso se apressa Há a ferrugem que se expressa Em corroer estradas e os trilhos do expresso de 2002 A solidão do pobre rei Sem direito a admirar A ninguém que não seja rei. São cobranças da vida Que a gente ignora, ocupados Contando as horas Sem tempo pro abraço indolente A velha idade Cidades inteiras felizes Pois nada muda Deslizes de terra e conduta Tudo de acordo com os planos Verdades são mais profundas Pra que sabê--las, se em nada ajuda? E assim passaram-se os anos Na vida, medida justa Tanto faz o que não nos custa Só nos basta esquecer É pra isso que existe o tempo Que a tudo ajusta. Edson Ricardo Paiva.

Quando pensamos em vida A nossa melhor comparação Deveria ser a de saltar
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Quando pensamos em vida A nossa melhor comparação Deveria ser a de saltar Saltar, como em crianças Apesar de toda insistência De tentar vencer a vida Ela não é luta E nem concorrência É momento, é riso, é vivência Tem dias que é vento Outras vezes é uma brisa Pode ser também Um jardim muito bonito Mas as flores envelhecem Exceto na lembrança Onde permanecerão guardadas A vida é uma estada espiritual Não se leva nada Não se guarda o viço Ganha quem der mais risadas Mas a gente tem que aprender a rir Sem desejo de vitória Antes, simples compartilhamento Pra levar o amor nos olhos Pra poder permanecer Nos olhos de quem nos amou E quando lembrar-se de saltar Faça isso com a alegria da canção E salte bem alto E guarde esse momento Pois a vida tem a duração de um salto O tempo presente é abstrato E o passado voou como o vento. Edson Ricardo Paiva.

Triste quem não tem pra onde voltar Pobre de quem foi Caçar estrelas
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Triste quem não tem pra onde voltar Pobre de quem foi Caçar estrelas Coitado de quem se iludiu E que seguiu na direção Do primeiro arco-íris Que surgiu depois da tempestade Tenho pena, muita pena De todo aquele que não causa mais Uma saudade apenas Mesmo que diminuta, pequena Me apiedo de todo coração Que não tem paz Depois da estrela, arco-íris A queda Meus olhos se enchem de aflição Por todo aquele que vive E que não causa nenhuma afeição Em ninguém Deve haver lá no céu Uma alma plena de luz E que tenha em mãos Um livro, um papel, uma pena E a dura missão de recensear Essas sombras vagantes Viventes de alma escura Que não sentiram pena de ninguém Além de si mesmo apenas E viveram sua vida pequena Como se ela tivesse que ser eterna Enfermas Sempre vencer e ganhar e ser o melhor Custe o que custar Esse era seu lema Seu meio a superar quaisquer problemas Mas o tempo corre A vida passa As quedas vem Sem ninguém pra estender a mão Que pena! Edson Ricardo Paiva.

Quem será que sou eu? Aquele que sai na janela E olha o Sol e olha estrelas
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Quem será que sou eu? Aquele que sai na janela E olha o Sol e olha estrelas Conversa com elas Mas não as conhece Pois não sabe os seus nomes Talvez todos nós Sejamos aqueles que não conhecem Nem a nós mesmos Pessoas comuns Bons sorrisos à janela E sabemos que não é preciso Sabermos nem ao menos Os nomes dos passantes Apenas alguns E mesmo que não sejam Os homens que eram antes Não faz mal O ser humano é sempre igual Na sua mais profunda essência Apesar de terem se passado Alguns milênios Basta olhar pros lados Resta saber o escrito no verso Somos todos passantes Pontos acima e abaixo e ao lado E nos denominamos Como alguém que questiona Pela enésima vez E pela enésima nona, talvez Sem atentar para o fato De não se ter atido à resposta Mas gosta de estar à janela E cumprimentar os passantes Conversar com estrelas E nem ao menos saber os seus nomes Sem prestar atenção na vida Vivemos Tanto faz Assim como era antes Alguns ainda estão à venda Desde que o mundo é mundo E como tudo na vida Outros não . Edson Ricardo Paiva.

Eu peço à vida Que todas as minhas certezas Venham sempre abençoadas
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Eu peço à vida Que todas as minhas certezas Venham sempre abençoadas Pela dúvida que as obscurece Mesmo que em nada mudem Pra que eu não me iluda também E que possa prosseguir Vivendo de morrer Como tantas vezes fiz Com a fleuma da alma ativa Que viu secarem mil jardins E que era amigo de uma flor em cada um Pra que a vida me guarde E que eu não me sinta jamais De posse de verdade alguma Pois é isso que torna os tolos Incapazes de rir à toa Naquela hora boa Em que a gente tropeça E que eu nunca me esqueça Que flores se vão E as quedas vem Quanto à sabedoria Por enquanto eu não a tenha Pra que assim Eu possa me perder completamente Pois gosto de ficar Pra bem distante do que eu vejo Quando me vejo Diante da insanidade tamanha Encontrada no falso equilíbrio Travestido de força ... e certeza A beleza da vida É sabê-las inexistentes Mas a graça maior da vida É vê-las mundo afora Nas caras dos que as tem nos bolsos e as trazem nas falas. É por isso que eu peço à vida Pra que me afaste desse subterfúgio E me traga a certeza De todas as minhas dúvidas e minhas fraquezas Quando a mentira jurada Se torna verdade com o passar dos anos À vida eu não peço mais nada Peço aos olhos luz Como num prisma Pra que enxerguem a alegria Mesmo que pouca E que ao final do dia Decantada ela seja Mesmo que não mudem nada E sejam rudes Rudes, qual poesia que ora faço Contrastando esse mundo suave Ao qual não pertenço E que cada olho a veja de uma forma Apartando aquilo que são normas daquilo que eu chamo bom senso. Edson Ricardo Paiva.

O LADO INCRÍVEL DA VIDA. O incrível da vida é a possibilidade
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O LADO INCRÍVEL DA VIDA. O incrível da vida é a possibilidade de aquilo que é bom e feliz e inesquecível estar distante, muito distante distante de ser distante distante de estar distante distante de ser inexistente O incrível da vida é que ela pode ser incrível e boa e feliz com bem pouco Pra falar a verdade A única coisa mais incrível que a felicidade que pode existir na vida é a capacidade humanamente latente em trocar um par de sapatos bons e confortáveis por um outro que não lhe caiba e que machuque os pés Pra ver seus pés mais bonitos por fora embora eles doam, sem que ninguém saiba Sim, é incrível a nossa aversão pela infância enquanto crianças Contrastando à dor da saudade quando a vemos à distância e no final aversão e saudade são dores que são guardadas na mesma caixa O tempo a consome, sem fazer nenhum barulho e se ainda havia algum orgulho a terra come Incrível a nossa maneira de tratar mal a quem nos ama E de nos sentir cansados da companhia daqueles que um dia terão sido nossos melhores amigos É incrível ver tanta gente que não aprendeu as lições mais simples da vida Pois quando aquele vento bom soprava o rosto não percebiam que pouco durava e nem a maneira que ele escoa por entre os dedos não atentavam para o fato de os pássaros voarem Voarem como a vida Voarem como o tempo Escoarem como o vento por entre os dedos pois pássaros se vão, como sempre se foram e você não percebeu que pássaros são momentos pois o incrível da vida são momentos Que se podem prolongar Eternizar... ou não O incrível da vida É que palavras como VONTADE e VERDADE Apesar de serem amigas e quase irmãs, de tão parecidas Raramente andam de mãos dadas Assim como a vida sempre separa e sempre há de separar amigos e irmãos O incrível da vida é ver a vida lançar esses desafios É ver o tempo tecer uma trama e o quanto as pessoas desfiam o tecido da própria vida pela vida afora Pra mais tarde, simplesmente perceberem que jamais se amaram de coração pois o coração não ama e, sim, a alma Incrível ver que a alma ama ser infeliz Porque tanta gente vive e nem percebe ou mesmo se esquece que tem uma alma Incrível ver como Deus nos fala alto E no entanto conseguimos Ser incautos ... incautos o suficiente Pra nem ao menos perceber Que era com a gente que Deus falava e dava o teto e mandava chuva e nada nunca era bom e nem satisfatório Incrível perceber que se fala em flores e espinhos e aromas e palavrórios Mas que bem poucos percebem Que a dor causada pelo espinho é curta e é pra sempre lembrada E que a dor causada pelo ausência da beleza e do perfume essas ficam pro resto da vida, pela simples mágica de um toque mas que poucos lhe percebem a existência que será para sempre esquecida O incrível da vida é viver e não lembrar de nada nem de mágica, nem de toque, alma, Deus ou infância e tanta gente segue em busca da promessa apesar de não crer na própria crença Creem que Deus lhes prometeu tudo isso e não atentam para o fato de que Deus já lhes havia cumprido esse compromisso assim como lhes havia concedido o velho par de sapatos. O incrível da vida é que normalmente a vida pode ser incrível mas que raramente ela é. Edson Ricardo Paiva.

De vez em quando Ainda dá tempo Escreva mais uma página
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De vez em quando Ainda dá tempo Escreva mais uma página Que seja diferente De tudo que se imagina Pois vai ser Você pensa saber viver Mas ainda não é capaz De fazer melhor do que a vida Pode lançar Um último olhar de gratidão À página arrancada Na voz interior O destino presente Semana passada Está feito E tem sido assim O pretérito imperfeito Te desaconselha A gente não precisa crer Mas é tão bom acreditar! Cedo entardece nas nossas vidas Enquanto se avermelha esse horizonte À luz do final do dia Tem sido bem diferente E de tão diferente Tem parecido ser Tão igual, de repente E é assim que será pra sempre. Edson Ricardo Paiva.

Que a alegria do mundo venha E que tenha o aroma Do vinho mais puro
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Que a alegria do mundo venha E que tenha o aroma Do vinho mais puro E a cor da luz do Sol Se essa branca luz A taça atravessa Mesmo que o mundo a beba E permaneça escuro e cego e não perceba-lhe o cromo Amor, aroma, o odor, a presença E desconheça a dor que me causa a sua ausência Eu só peço à alegria que o faça E se ela tiver tempo pra fazê-lo Lhe lanço ainda, outro apelo ...enfim: Se possível e por favor Eu lhe peço que venha linda E que tenha pressa De depressa juntar-se a mim. Edson Ricardo Paiva.

Eu Procuro urgentemente Um coração sincero
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Eu Procuro urgentemente Um coração sincero Pra guardar lá dentro este poema Que escrevi na folha de papel Da folha de papel Eu fiz um avião O vento veio e o carregou Saiu em busca De amor inteiro E não de meio amor Alguém que me faça sentir Vontade de lembrar Das coisas que falamos ontem Alguém pra eu poder Pensar o dia inteiro Ser dono da saudade que ela sente E a causa do sorriso em seus olhares Procuro um coração que também voe Eu busco urgentemente A alma inteira e boa e verdadeira Que queira de verdade Ser a alma companheira Dessa metade de alma Que, feita de papel Flutua ao léu Pra andar de mãos dadas na rua Escrever seu nome junto ao meu Em algum lugar lá do céu Pra nunca mais viver à toa Procuro alguém Que nada e nem ninguém Jamais a separe de mim Alguém que queira alguém assim Desse jeito que escrevi Pois o poema O vento há tempos que o levou Mas eu ainda estou aqui. Edson Ricardo Paiva.

Andando pra sempre sozinho E agindo pra sempre Como se eu fosse sempre
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Andando pra sempre sozinho E agindo pra sempre Como se eu fosse sempre Muito mais que um Obedecendo a lei que determina Que o dia termina pra sempre E que indeterminadamente Sempre há de nascer mais um E se juntar pra sempre o hoje Com todos os outros Que nasceram antes de anteontem Não tenho nenhum Eu venho de lugar distante Que fica adiante de onde nasce a Lua Mas como sempre o mundo gira A Lua queimou numa pira Perdida na esquina que vira Desce a rua e chega Em frente à colina Onde a noite termina e sempre nasce o Sol Mas esse Sol também se despede E o tempo concede mais um dia E mais um e mais um E eu Andando pra sempre sozinho E agindo pra sempre Como se fosse eu pra sempre Sempre mais que um. Edson Ricardo Paiva.

A que se esconde atrás da luz. Toda luz se esconde Atrás da luminosidade
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A que se esconde atrás da luz. Toda luz se esconde Atrás da luminosidade E não se sabe ao certo Se é perto de meio-dia Metade de meia-noite O calor na metade O morno é meia verdade A chuva de vida a cair No meio-fio da calçada O calor gelado de deserto Enxerga ao longe na escuridão Se olhar de perto, é nada O ser sozinho em cada um Esta é a única verdade Escondida noutra frase Qual como se fosse a sua causa Foi quase sem perceber E que por não saber Era verdade A linha de aço era tão linda mas chega uma hora Em que tanto faz Aparadas as arestas Pouca coisa resta E o pouco que restou Não presta Pois faço melhor ainda Quando existe um pequeno espaço Pra guardar a minha paz miúda Indifere, se alegre ou triste É paz, nada muda Diante disso Me fere só quando existe E se estou na mesma dimensão Que a gente está, quando olha. O Céu à minha frente É bem distante das estrelas A folha não escolhe cair Mas, se escolheu ser folha, ela cai Independe do lugar Onde está, quando olha Nada muda num momento O espinho da flor dói minuto A beleza da flor, pela eternidade As estrelas sempre estarão no céu E o vento sempre há de varrer as folhas Porém, não basta chover Não é sempre que a chuva molha Os caminhos da vida são vastos Não é toda escuridão Que se encontra escondida Do outro lado da luz Tudo varia conforme O lugar que se está, quando a olha. Edson Ricardo Paiva

A razão da vida São as diferenças Vivemos distraídos
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A razão da vida São as diferenças Vivemos distraídos Em prol de quem pensa igual O grande mal da vida da gente É que morremos sem ter conhecido A opinião de quem pensa diferente Ou que tenha outra crença Ou que se mostre propensa A discordar da gente Vivemos querendo agradar E querendo ser agradados Muita gente vive sem viver Pois os Universos mais imensos que existiam Não estavam além da estratosfera Nem nos livros No olhar desperto ou na alma deserta Não estavam depois do horizonte que o olhar alcança Estavam em tudo isso E estavam em quem sempre esteve perto Sempre estiveram no compromisso que assumimos Muito antes de ter nascido Pois a vida é um grande aprendizado Mas pouco se aprende Quando as palavras só concordam Pois palavras são só palavras Não dizem nada Não tem medo e nem coragem São só coisas inventadas, muitas vezes para inverdades A grande marca que se deixa, são sempre atitudes Para aprender com a vida É preciso chegar lá no fim Satisfeitos com nossa casa Em paz com as pessoas E agradecidos pela mesa e a comida Um sorriso no coração Vale também uma oração, com palavras boas E o aprendizado adquirido Nas verdades que não eram nossas Pois qualquer um que disser para a própria consciência Que cometeu mais acertos do que erros Viveu errado Mente E não tem consciência Pra bem viver a vida É preciso chegar lá na hora da morte E sentir-se feliz, porque vai ver a Deus Ao invés de sentir-se assustado e com medo Pois não existem segredos Que pra sempre permaneçam ocultos O segredo era a mente tranquila Um coração sincero E a certeza de ter aprendido alguma coisa Com quem tivesse dentro de si outro Universo Diferente do nosso Pois a vida não é uma festa Em que a gente vai embora com a mesma roupa que chegou Infeliz quem busca ouvir apenas Opiniões que sejam belas e iguais às suas Chegaram na vida sem nada No final, partiram dela, nuas. Tudo um dia se desmonta Exceto as contas, que serão prestadas. Edson Ricardo Paiva.

Um dia a água corre Noutro dia ela evapora Ela chove
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Um dia a água corre Noutro dia ela evapora Ela chove E quando ela chove, Molha o mundo Agora, molhado O mundo olha a vida Desconfiado de que o mundo morre E percebe que morre Quando isso acontece O mais profundo sentimento Que ao mundo ocorre É que a vida é momento E que é preciso viver a vida Só isso Voltas inteiras Volta e meia, morre o mundo Morreu de palavras pequenas Água, vapor, ambição, chuva, mundo Hora, tempo, dor, segundos Vosso, nosso, teu e meu Poeira de vida apenas Sem motivo ou inspiração Inexiste ação divina A passar pelo prisma São só coisas da vida, aos olhares do mundo Uma coisa triste, embora viva Mundano, infecundo, molhado, Imensamente pequeno e perdido Por vezes, iluminado Mas somente o lado sem luz E depois o mundo morre Morto o mundo E a gente, para o Universo É morta a poesia Pára Evapora Eram só versos mundanos Sem causa divina Nada muda E depois de apenas uma pausa Lá se vai a vida E depois de apenas uma vida Lá se foi a causa Tão bonita e tão plena ela era ...enquanto era escrita. E nem lida ela foi. Edson Ricardo Paiva.

Quando a gente era criança Existia uma lenda Sobre um pote de ouro escondido
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Quando a gente era criança Existia uma lenda Sobre um pote de ouro escondido E que nem todo mundo o encontra Havia um segredo Eram coisas que se queria Sem saber bem ao certo o que era E talvez estivessem por perto Quando o certo Era antes responder pra si Que, se a gente conquistasse Todo o ouro que existe no mundo Pra que será que ele servia? A vida, uma estrada bem larga Felicidade, uma senda Enquanto isso A gente ia sentado Nas janelas do trem da vida Pesquisando em mapas e fotografias E perdia as mais belas paisagens O tempo apressado, pediu pra passar E eu deixei O tesouro não era um pote Nem bau, nem nada assim O segredo da vida, é a vida Que se encontra espalhada No caminho a ser percorrido Pra poder ser vivida Um pouquinho a cada dia E todo dia ela muda O tesouro da vida é um sorriso Um resto de melodia É saudade que gruda Então, se é possível sorrir, ainda Faça isso em cada dificuldade O pote de ouro da vida Não era uma lenda A mentira escondida, era sobre o valor Das coisas que o dinheiro compra Há tesouros diferentes De vida pra vida E se tornam semelhantes Na medida em que você percebe Que os tesouros de maior valor na vida Vem de graça, na graça da vida E eles não estão à venda. Edson Ricardo Paiva.