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Frase de EdsonRicardoPaiva

Eu peço à vida Que todas as minhas certezas Venham sempre abençoadas Pela dúvida que as obscurece Mesmo que em nada mudem Pra que eu não me iluda também E que possa prosseguir Vivendo de morrer Como tantas vezes fiz Com a fleuma da alma ativa Que viu secarem mil jardins E que era amigo de uma flor em cada um Pra que a vida me guarde E que eu não me sinta jamais De posse de verdade alguma Pois é isso que torna os tolos Incapazes de rir à toa Naquela hora boa Em que a gente tropeça E que eu nunca me esqueça Que flores se vão E as quedas vem Quanto à sabedoria Por enquanto eu não a tenha Pra que assim Eu possa me perder completamente Pois gosto de ficar Pra bem distante do que eu vejo Quando me vejo Diante da insanidade tamanha Encontrada no falso equilíbrio Travestido de força ... e certeza A beleza da vida É sabê-las inexistentes Mas a graça maior da vida É vê-las mundo afora Nas caras dos que as tem nos bolsos e as trazem nas falas. É por isso que eu peço à vida Pra que me afaste desse subterfúgio E me traga a certeza De todas as minhas dúvidas e minhas fraquezas Quando a mentira jurada Se torna verdade com o passar dos anos À vida eu não peço mais nada Peço aos olhos luz Como num prisma Pra que enxerguem a alegria Mesmo que pouca E que ao final do dia Decantada ela seja Mesmo que não mudem nada E sejam rudes Rudes, qual poesia que ora faço Contrastando esse mundo suave Ao qual não pertenço E que cada olho a veja de uma forma Apartando aquilo que são normas daquilo que eu chamo bom senso. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva