Frase de EdsonRicardoPaiva
Eu tento entender O sentido de as portas se fecharem No momento em que cortinas se levantam Eu tento dar sentido às minhas preces Minha oração sem ruido Dirigido em direção à torre Onde quando era menino Tinha um sino que me entristecia Eu tento entender O que se passava no meu coração Naqueles dias Porque não havia ainda a porta certa Mas a melodia dos sinos Eram como lindas portas Que se achavam sempre abertas E na tarde havia luzes coloridas Flutuando como borboletas Quando eu me lembro De ter me sentido triste naqueles dias Rebuscando estrelas de madrugada Sem buscar o sentido da vida Sonhando voos inexistentes Num tempo em que se percebe Que não há razão para a pressa Nem proteção, quando portas se fecham Pois, de alguma forma A alma viaja no tempo E sobe na torre do sino E atravessa transparentes cortinas Tudo isso ao mesmo tempo Como luzes coloridas Invisíveis pra essa vida Breves insetos Borboletas atrevidas Quietas Qual se fossem setas envenenadas Alma que não se vê, nem se viu Mas quando também não se ouve O ruido dos sinos morre A janela se fecha também lá na torre Ficou tudo na tarde passada Muda, sombria E é só nesse dia Que se escuta à porta a batida Mas a alma já está de partida Sem um ultimo olhar Despedidas E o sentido da vida é nada. Edson Ricardo Paiva
No pensador.ai desde