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Frase de EdsonRicardoPaiva

A razão da vida São as diferenças Vivemos distraídos Em prol de quem pensa igual O grande mal da vida da gente É que morremos sem ter conhecido A opinião de quem pensa diferente Ou que tenha outra crença Ou que se mostre propensa A discordar da gente Vivemos querendo agradar E querendo ser agradados Muita gente vive sem viver Pois os Universos mais imensos que existiam Não estavam além da estratosfera Nem nos livros No olhar desperto ou na alma deserta Não estavam depois do horizonte que o olhar alcança Estavam em tudo isso E estavam em quem sempre esteve perto Sempre estiveram no compromisso que assumimos Muito antes de ter nascido Pois a vida é um grande aprendizado Mas pouco se aprende Quando as palavras só concordam Pois palavras são só palavras Não dizem nada Não tem medo e nem coragem São só coisas inventadas, muitas vezes para inverdades A grande marca que se deixa, são sempre atitudes Para aprender com a vida É preciso chegar lá no fim Satisfeitos com nossa casa Em paz com as pessoas E agradecidos pela mesa e a comida Um sorriso no coração Vale também uma oração, com palavras boas E o aprendizado adquirido Nas verdades que não eram nossas Pois qualquer um que disser para a própria consciência Que cometeu mais acertos do que erros Viveu errado Mente E não tem consciência Pra bem viver a vida É preciso chegar lá na hora da morte E sentir-se feliz, porque vai ver a Deus Ao invés de sentir-se assustado e com medo Pois não existem segredos Que pra sempre permaneçam ocultos O segredo era a mente tranquila Um coração sincero E a certeza de ter aprendido alguma coisa Com quem tivesse dentro de si outro Universo Diferente do nosso Pois a vida não é uma festa Em que a gente vai embora com a mesma roupa que chegou Infeliz quem busca ouvir apenas Opiniões que sejam belas e iguais às suas Chegaram na vida sem nada No final, partiram dela, nuas. Tudo um dia se desmonta Exceto as contas, que serão prestadas. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva