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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

"Eu quis procurar a paz Num desejo que formulei Escrito num muro à giz
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"Eu quis procurar a paz Num desejo que formulei Escrito num muro à giz Um pedido que eu disse Ao pedaço de estrela Que caiu num lugar deserto Antes mesmo Que o caco de luz caísse" Edson Ricardo Paiva.

Pense numa imagem Imagine uma foto antiga Coloque crianças brincando
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Pense numa imagem Imagine uma foto antiga Coloque crianças brincando Algumas das quais Você mesmo conheceu em outra vida Coloque nessa figura, algumas árvores Um pedaço de Céu, nuvens de chuva A mais pura cara da pureza E tristeza nenhuma Agora, de alguma forma Procure acelerar o que acontece E veja as árvores crescendo As crianças envelhecem Pássaros que vem e vão E nesse vão que abriste no tempo Desvendaste alguns segredos A haste que aos poucos enverga A terra que entrega a vida Que depois, cansada, um dia Ela também se entrega Entenda, que apesar de tanto Por enquanto, não viste quase nada Enquanto pensares Que nisso se resume a vida Nas ciências da terra E nasceres do Sol A semente germina E o pássaro que voa, devido à resistência do ar Nada disso justifica a vida Enquanto a gente Não forçar um pouco mais a vista Pra poder enxergar a esperança A mentira, o ódio, a ambição Ciência inexplicada Da coisa que vira outra coisa A alegria que nasce do nada E depressa No coração da pessoa, se a pessoa dança Essa linda luz colorida Que emana da melodia E perdura Além da semana de sete dias Coragem pra se levantar da cama E voltar a viver a vida De coração abarrotado de tristeza Existe uma pessoa, que se chama Fé Um Anjo que explica a vida E diz que ela pode ser boa E com um pouco de boa vontade Ela ainda pode até Ser linda de verdade E que algum espaço esquecido Lá no canto daquela figura Um dia, até ser traduzido Na mais pura e bela poesia. Edson Ricardo Paiva.

Eu quis encontrar a paz Num desenho De pedaço de Céu
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Eu quis encontrar a paz Num desenho De pedaço de Céu Que tenho guardado comigo O desejo de encontrá-la É tão antigo Que as estrelas distantes Pareciam mais perto Eu quis procurar a paz Num desejo que formulei Escrito num muro à giz Um pedido que eu disse Ao pedaço de estrela Que caiu num lugar deserto Antes mesmo Que o caco de luz caísse E deixasse um buraco lá no firmamento Eu quis encontrar Quem quisesse dividir comigo Pra poder vivê-la Pois aquilo que se procura Assim, distante Não está no começo e nem no fim Antes, não estava escrito Sobre amar a liberdade E deixar livre, pra evitar a luta Quando um pouco menos, pra mim Podia ter sido tanta coisa mais Pois a paz é coisa que existe na gente Pra quando desiste de ser encontrada E ela ainda vai estar lá Quando não restar mais nada. .Edson Ricardo Paiva.

Leves Como pétalas ao vento No mais preciso momento
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Leves Como pétalas ao vento No mais preciso momento Em que o vento leve A um suave soprar Se atreve E quando a gente o percebe Parece que está recebendo Mensagem de pensamento Advindo de uma brisa Exatamente Quando aquilo que mais precisa É que o vento só leve De volta, de leve e depressa Alguma resposta Qual fosse uma prece E contasse pra Deus Sobre sonhos e lembranças A parecerem esquecidos Mas que ainda estão guardados No meu cântaro perdido E são meus Diferindo-se, enfim Queria eu que fossem Como prantos de pássaros Que pelo vento enveredavam Adentrando pelas janelas Elas, que a tantos sorviam Mas, que mesmo assim Permaneciam como sendo Cantares de passarinhos Pois é assim Que homens iletrados Sozinhos E simples, iguais a mim Os conhecem Enquanto o pássaro, feliz De lado a lado, cruza o Céu. Por vontade de Deus, se esquecem Sem razão pra viver, ele voa Esquecidos da dor que doía Pra que a dor não lhes doa outro dia. Edson Ricardo Paiva.

Eu tive um sonho pequeno Era plena a alegria Era noite de verão naquele dia
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Eu tive um sonho pequeno Era plena a alegria Era noite de verão naquele dia Eu sonhei que uma doce Lua Brilhava no Céu, tão bela Igual que se estrela fosse Mas sonhei que era noite de inverno E que tinha sopa de ervilha Um prato de pão torrado E uma estante cor de palha Sonhei com a simplicidade Não sei quanto tempo levou Mas o instante levou O tempo que a vida leva Pois eu sei que a memória falha Mas não sei se essa vida é verdade Eu só sei que sonhar não é escolha É como um vento, que varre as folhas Então, só sonhei Que eu estava sentado à mesa E que tinha fogueira acesa E também um amor ao meu lado Eu tive um sonho bonito Eu tive um poema escrito E eu tocava um violão Cantando pra Lua, tão bela Mas não sei que Lua era aquela Nem o nome do anjo que a trouxe Mas, brilhava no Céu, tão doce Igual que se estrela fosse! Edson Ricardo Paiva.

Todo amor do mundo é liberdade Liberdade de ir, mas ficar Quando o amor escolhe a gente
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Todo amor do mundo é liberdade Liberdade de ir, mas ficar Quando o amor escolhe a gente Todo o amor do mundo é luz Mas é luz que não se apressa Essa, corre vagarosamente Essa é luz que respeita a velocidade da semente É presença que alimenta a alma Amizade que já nasce pronta, lugar ocupado Que só de em pensá-lo vazio, A alma de frio, amedronta E que estando presente essa ausência O coração silencia, o espinho da flor ainda dói Mas a gente já nem chora mais Dor de espinho não dói mais igual doía Todo amor do mundo é como uma flor Que não se há de colher simplesmente O olhar da gente escolhe somente uma flor no quintal Mas o amor é diferente Quando é o olho do amor que escolhe a gente. Edson Ricardo Paiva.

Minha casa São asas que saem de mim Que me cabem nos bolsos
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Minha casa São asas que saem de mim Que me cabem nos bolsos Mesmo que bolsos não tenha São brasas que aquecem Ventos frios que arrefecem Minha casa é palavra guardada Das coisas vazias que eu ouço Meio termo, meio-dia Meio morna Fria totalmente Não importa exatamente a forma É tudo aquilo que eu sou Mesmo Que jamais eu tenha sido tudo Pois eu tenho tudo isso em mente Minha moradia é uma semente Um nada, um pé na estrada escura É uma luz acesa que me ilumina E mesmo assim, não tendo nada Minha casa é meu abrigo Que sou só eu mesmo que vejo Porque sou só eu mesmo que sei Que o endereço dela é em mim E tem sido assim desde o começo Pra poder um dia levá-la comigo Por mais longo que seja o dia Há sempre o momento Em que o dia termina Edson Ricardo Paiva.

Sobe lá no alto Da melhor lembrança
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Sobe lá no alto Da melhor lembrança Que tiver da vida Mira-te No mais claro e cristalino espelho Busca calmamente E responde a justa verdade Pra teu coração somente Enquanto a verdade é ainda oculta Busca Como no acalmar da lua Quando a lua Encara o mar sereno Com o seu mais puro e pleno olhar Se acaso desencontrar Sobe mais no alto ainda Relembra como era linda A esperança De uma hora poder ir até lá No alto da melhor lembrança E encontrar somente Espelhos claros Pra teu coração poder se olhar Num difícil e mero olhar sincero As flores partem junto à primavera Impossível é negar-te eternamente Pois a vida não é como o mundo a vê O mundo é como a vida o vê E nenhum dos dois é dono da razão Diferente é a busca Então Se em algum momento Não consegues mais admirar-te E se vir somente Olhos vermelhos de um tristonho olhar Desça Retome o caminho E o refaça Enquanto existe em ti Ainda um traço de esperança De modo a não guardar apenas A lembrança de jardins distantes Pequenas flores que sequer colheste Percebe agora que viveste Porém Sem a graça da vida Constantemente oculta Dentro de você Que nenhum caminho te mostrou Há uma semente seca e morta Escondida no mirar O olhar que teu olhar não olha Uma flor que teu chover não molha O nome dela é alegria E que apesar de morta Morre e morre novamente Todo dia. Edson Ricardo Paiva.

Um dia O não encontrou-se com o sim Às margens de um rio
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Um dia O não encontrou-se com o sim Às margens de um rio Um deles vinha de barco O outro desceu do arco-íris Mas pisaram o chão no mesmo instante E sentiram arrepios Se olharam de frente Se opuseram Não se permitiram partir Não se deram passagem E nem as mãos E durante algum tempo Somente se olharam Sem trocar palavra Não ficaram amigos Nem brigaram Não sorriram Nem se apaixonaram Naquele instante O mundo parou Em alguns lugares choveu Onde era frio, congelou Onde era quente evaporou-se Sem tocar o chão Na escuridão ninguém viu No lugar onde era dia A claridade ocultou Se afastaram sem despedida E nunca mais se viram Até hoje ninguém sabe dizer Qual foi mesmo qualquer diferença Que esse encontro teve na vida de ambos Afinal, choveu Mas a chuva nem sequer molhou Desde então, esse encontro Sonambulando norteia O caminho de muita gente Que vagueia pela vida E nem percebe que está perdida. Edson Ricardo Paiva.

Bom dia Amigo passarinho Que, talvez esteja
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Bom dia Amigo passarinho Que, talvez esteja Entregue à própria sorte Bom dia, amiguinho Bom dia Pra todo mundo Que qual passarinho Não vive pela lei da mais valia E que mesmo assim Reina em seu reino Sem nenhuma garantia Bom dia A todo passarinho que não tem ninguém Que vive cada manhã Assim que ela vem Porque sabe que o canto é em coro E que o choro é sozinho Bom dia pássaro sem casa Cujas asas Não lhe pertencem também Voando de cara pro vento A vida inteira Não se ocupa em pensar Se a vida Ela é boa ou não é A vida é só voo O voar é momento Que se vive à toa À luz da lua Um luar de leoa Um pássaro qualquer Sem ramo, semente, sem chão Diferente de gente Porque gente pensa Pensamento ecoa E gente diz que pensamento voa O pássaro jamais Nem pensar ele quis Não faz questão E se gente não voa Inventa ventania E mente Passarinho, não. Edson Ricardo Paiva.

Errante Da a raiz à semente Se a semente à raiz
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Errante Da a raiz à semente Se a semente à raiz O caminho é igual Não semelhante Quando o tempo é o juiz Por nenhum instante Ele se fez ausente Evidente Que evidência Teus olhos ocultam Cega a mente Desejoso orgulho Ego orbitante Cegamente Organizadamente Um nome em dourado Atestando Emoldurado ignorante Desconhece Ao ciclo da semente Que segue a corrente Com simplicidade O caráter se revela Quando a última porta For fechada atrás de si Jamais, somente Quando alguém o vir Não pelo preço Tendo o engodo Um ornamento Adereço Não me esqueço Que eu A mim mesmo Vejo o tempo todo E não faço A semente termina Na semente Água turva Se decanta Cristalina O céu desaba O lugar onde é o começo Invariavelmente Onde tudo se acaba. Edson Ricardo Paiva.

O que vem a ser a vida Senão um pedaço de massa de pão
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O que vem a ser a vida Senão um pedaço de massa de pão Que o tempo convida Não a dividi-la Mas dá-la de graça Com a mesma graça recebida O que vem a ser a vida Senão breve sopro Que anima essa massa E que passa depressa Tão depressa despedaça na palma da mão Que o olhar arredio Não tem tempo ou espaço Pra dizer com certeza Se a viu. Enquanto isso Ela passa. Edson Ricardo Paiva.

Todos os caminhos Todos eles levam pra lugar nenhum E em nenhum lugar existe
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Todos os caminhos Todos eles levam pra lugar nenhum E em nenhum lugar existe Uma estrada que te leve Uma estrada leve Que te leve à infância Nem por breve instante Nem que fosse só Pra sentar-se novamente só No espaldar lá da varanda E olhar de novo o não passar da banda Nem que fosse só pra olhar o trem O trem do tempo O trem que vem lá da distância O trem que vem do nada E leva ao nada Nada nunca vai levar A gente a trilhar de trás pra frente A velha estrada Que nos leve novamente à infância. Edson Ricardo Paiva.

Que tua luz Não te venha de dentro Não te seja um alento
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Que tua luz Não te venha de dentro Não te seja um alento Que não seja um sonho possível Que tua luz Se puder Nem ao menos visível ela seja Veja Que o destino da luz Há de ser eternamente A escuridão Que tua luz seja clareza Traduzida em pensamentos Gestos Coração sempre sincero E que você seja um só E pra sempre sendo um só Seja um sonho impossível Conjugado no imperfeito Porque Quando um dia No pretérito estiver Tua luz ilumine melhor Por não ser esse tipo de luz Que se passa e que é veloz Mas que fique Depois que tudo mais Tiver ido e passado Mais depressa que a luz. Edson Ricardo Paiva.

Um dia eu percebi Que o momento mais bonito De toda uma existência
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Um dia eu percebi Que o momento mais bonito De toda uma existência Ele fica guardado Pra sempre na gente Se era frio ou se era Sol Não fica Isso é indiferente Se os bolsos vazios Pra alma sincera tanto faz Tem espera Que dura uma eternidade Mas a dúvida Não supera o tempo de uma vida E meu coração Pela primeira vez Saia a andar pelas ruas À procura do frio E de frio ele se preencheu Numa noite da infância E de retalhos de papel Era o balão mais bonito E mais alto no céu Isso posto, eu digo Sobre todos os contrários Avessos Sobre o conselho que mais valeu No silêncio sombrio A palavra ecoa Entre um reflexo no espelho E o melhor poema Você não viu e nem leu No final A mais singela oração Não foi a única que Deus ouviu Mas a essa eu senti Que depressa Deus agradeceu. Edson Ricardo Paiva.

"Para algumas pessoas Deus concede limitações e dificuldades como um meio de crescimento através das provações da vida. Para outras Deus permitiu que tivessem inimigos, para que compreendessem que não somos seres à parte na criação e para os que precisam de muito sofrimento pra e…
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"Para algumas pessoas Deus concede limitações e dificuldades como um meio de crescimento através das provações da vida. Para outras Deus permitiu que tivessem inimigos, para que compreendessem que não somos seres à parte na criação e para os que precisam de muito sofrimento pra evoluir, Deus deu a língua" Edson Ricardo Paiva

"Estive observando que as pessoas em idade bastante avançada perdem o interesse por interagir com outras pessoas e a vida parece perder a graça. Elas passam a se comportar exatamente como os bebês recém nascidos, que também não demonstram o mínimo interesse por ninguém que esteja…
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"Estive observando que as pessoas em idade bastante avançada perdem o interesse por interagir com outras pessoas e a vida parece perder a graça. Elas passam a se comportar exatamente como os bebês recém nascidos, que também não demonstram o mínimo interesse por ninguém que esteja à sua volta. Talvez seja preciso percorrer uma longa estrada para finalmente descobrir aquilo que nasceu sabendo" Edson Ricardo Paiva.

Luz do Sol que se vai E a que veio As verdades da vida
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Luz do Sol que se vai E a que veio As verdades da vida São imagens disformes Peças finas, delicadas Desbotadas, distorcidas Cristalinas e reais A que vieram? Vieram De um translúcido quebra cabeças O berço rude do universo Um peso de papel E uma tormenta pra se atravessar A opinião diversa Ausência de atitude Mais nada, além do tempo e do lugar A fala do engano Se finge calada E abrange a todas as cadeiras Da fileira lá da frente. É se afastar do tempo Um mantra, uma oração pungente Um pensamento na hora certa Pode ser que seja o último Olhar atento ao destino Pode ser que dois Num primeiro momento bate palmas Pra depois, então, dançar Um sorriso canino em primeiro plano Um só momento e a tudo desmancha Não basta segurar um mar nas mãos O mundo descontenta E o medo aflige E exige a lágrima também Pra abrir teus olhos Puros e exigentes Sempre A mínima simplicidade Ausente O maior enigma da vida É o que revela a verdade Guardada em segredo ainda É uma caixa que já foi aberta Tanto barulho ela fez Que quando era a da vez Ela passou despercebida A cara calcinada à luz do Sol Tanto a que foi Quanto a que veio E que passou e que se foi No meio Entre o começo e o fim. Edson Ricardo Paiva.

No dia em que eu houver De deixar ao mundo algo de mim Pretendo deixar meu pior.
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No dia em que eu houver De deixar ao mundo algo de mim Pretendo deixar meu pior. Desatar meus liames Esquecer-me De tantas mágoas e tristezas E tudo que houver de nefasto E tudo que houve de nefando O melhor do lado ruim da vida A tudo eu hei de abandonar aqui Quando, enfim, eu tiver que partir Pois é pra isso que serve a vida Ela existe, pra que a gente viva aqui A toda essa carga negativa Que encaramos, que enfrentamos Enquanto gente viva Convivendo com gente assim A carga é bastante pesada Pra no fim, não levar-se nada Eu rogo ao infinito que leve O que houver de leve em mim Pois o mundo empenhou-se tanto Em tirar-me tudo Eu deixo ao mundo meu pranto Que é tudo que eu tinha O que havia de bom Não foi de interesse No mais, minha alma é bem leve E de nada ela serve pro mundo. Edson Ricardo Paiva.