Frase de EdsonRicardoPaiva
As verdades. Eis-me aqui outra vez Permanece uma pergunta E esta vida, o que me custa? A resposta imprecisa Nem vasta, nem concisa e nem bonita Basta ser aquela Que o coração queira ouvir Quando a alma acredita Será bela eternamente Verdades são mais profundas O mundo anda meio sem tempo Sem crédito e nem provas E tem sido assim Desde que o tempo Descobriu que move o mundo E nenhuma nova luz brilhou E o céu se abriu Para a nuvem que passou bem perto Mas, que por não saber que era nuvem Não choveu É pra isso que servem os sonhos Pra sonhar saber Ilusões, decerto O que lhes custa a vida E o tempo de espera gasto Atroz e nefasto Não era meu e nem era vosso Nosso algoz Sem tempo prescrito Para exceções ou balões de festa A velha pedra de moinho, desgastada Pelo bico de um pequeno passarinho Nobre viajante do tempo Rico andarilho do espaço Há somente os excessos O atraso se apressa Há a ferrugem que se expressa Em corroer estradas e os trilhos do expresso de 2002 A solidão do pobre rei Sem direito a admirar A ninguém que não seja rei. São cobranças da vida Que a gente ignora, ocupados Contando as horas Sem tempo pro abraço indolente A velha idade Cidades inteiras felizes Pois nada muda Deslizes de terra e conduta Tudo de acordo com os planos Verdades são mais profundas Pra que sabê--las, se em nada ajuda? E assim passaram-se os anos Na vida, medida justa Tanto faz o que não nos custa Só nos basta esquecer É pra isso que existe o tempo Que a tudo ajusta. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde