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Frases de Zorictha Cardoso

20 frases

⁠Se eu pudesse chamar a minha dor pelo nome se eu pudesse chamar a minha dor pelo nome ela não se chamaria tristeza
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⁠Se eu pudesse chamar a minha dor pelo nome se eu pudesse chamar a minha dor pelo nome ela não se chamaria tristeza nem luto nem perda teria um nome mais íntimo mais sujo mais rasgado talvez se chamasse fome — de algo que nunca veio ou ausência — de uma parte de mim que não nasceu comigo mas me foi tirada ou talvez ela se chamasse ninguém porque é assim que ela me faz sentir invisível até pra mim mesma ela tem rosto? tem dias em que sim tem olhos escuros como os meus e fala com a minha voz quando estou sozinha no quarto ela não grita ela sussurra com a calma de quem sabe que não vai embora se eu pudesse dar-lhe um nome talvez eu pudesse pedir que partisse ou ao menos sentasse comigo sem me despedaçar mais mas por enquanto ela continua sem nome vivendo em mim como parte do meu próprio sangue e talvez o primeiro passo não seja expulsá-la mas reconhecê-la e dizer: eu sei que você está aqui. e por mais que me doa, eu estou aqui também.

Criaram uma lenda sobre mim dizem que sou forte dizem que sou luz
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Criaram uma lenda sobre mim dizem que sou forte dizem que sou luz dizem que aguento tudo mas esqueceram de perguntar se eu queria ser muralha se eu tinha escolha se eu ainda tinha chão me vestiram com a armadura da expectativa e agora exigem que eu lute mesmo quando não tenho forças pra levantar ninguém quer ver a minha dor porque ela mancha o que projetaram em mim porque quebra a ilusão de que sou imbatível mas hoje eu não consigo fingir não tenho mais sorriso de reserva nem palavra bonita pra aliviar os outros não quero consolo quero silêncio estou a ruir por dentro os pedaços de mim já não se encaixam e tudo o que era esperança virou pó não me peçam coragem não me peçam pressa não me peçam nada só respeitem o vazio que ficou e me deixem reaprender quem sou sem essa dor

⁠Talvez a morte fosse mais gentil há um limite que ninguém vê um lugar depois do cansaço
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⁠Talvez a morte fosse mais gentil há um limite que ninguém vê um lugar depois do cansaço onde a alma não pede socorro apenas silêncio não é desejo de fim é desejo de paz de não acordar com o peito em ruínas com a alma sangrando quieta talvez a morte fosse mais gentil do que essa vida que me obriga a fingir que ainda tenho chão quando tudo em mim afunda cansada de me reconstruir sobre os escombros da esperança de dizer que estou bem quando nem sei onde estou já não me reconheço no espelho sou só vestígios restos de uma mulher que sonhava e agora apenas resiste não quero palavras bonitas nem fé emprestada quero que entendam que viver assim dói mais do que desaparecer e que talvez só talvez seria mais fácil fechar os olhos de uma vez do que continuar morrendo aos poucos todos os dias

A morte que respiro viva há dias em que viver é um ato de violência contra mim
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A morte que respiro viva há dias em que viver é um ato de violência contra mim em que o corpo caminha mas a alma não vem junto e o mundo espera que eu sorria com a boca mesmo quando meu coração grita com os olhos não é que eu queira morrer é que já morri tantas vezes em silêncio que a morte parece mais honesta do que esta vida fingida as pessoas dizem: “tudo passa” mas há dores que não passam elas assentam-se, fazem casa e chamam de lar o que sobrou de mim e eu finjo com uma habilidade que ninguém duvida porque desapontar é pior do que desaparecer mas só eu sei o peso de fingir luz quando só há breu de sorrir com cacos nos lábios de carregar o próprio túmulo dentro do peito não peço salvação não quero promessas só queria poder existir sem ter que mentir que ainda estou viva por dentro

Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu
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Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu mas que ecoa em mim como um trovão de dentro para fora ninguém viu o dia em que morri um pouco de olhos abertos sem despedida sem barulho a vida me negou com o olhar vazio com mãos que não se estendem com promessas que nunca se disseram e agora eu ando com essa ausência nos braços como quem embala o que não nasceu como quem carrega um nome sem rosto como quem grita sem som eu não quero explicações nem conselhos eu só quero que essa dor não precise se esconder em mim

⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê.
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⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê. É um vazio tão profundo que não sei como descrever. Só sei que está aqui — me atravessando em silêncio. Esperei com amor, com fé, com cada parte do meu ser. Esperei como quem acredita em milagre, como quem sente antes mesmo de existir. Me entreguei por inteiro, corpo e alma, a um sonho que crescia — mesmo sem forma. E quando a resposta veio… não foi grito, nem tragédia. Foi apenas o não. Silencioso, seco, cortante. E ali, eu me perdi um pouco. Ninguém viu meu luto. Ninguém me abraçou por algo que “nunca aconteceu”. Mas dentro de mim, eu vivi. Eu sonhei. Eu amei. Hoje carrego uma dor muda, como quem enterra uma parte de si sem ter onde chorar. E mesmo assim… mesmo assim… há um pedaço de mim que ainda espera. Que ainda ama o que não chegou. Se um dia você me vir sorrindo, saiba que há um mar calmo por fora, mas que por dentro… ainda há ondas que não sabem descansar. Com amor, de mim — por mim.

⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas
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⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas com palavras brandas com olhos molhados de sentir por mim Houve quem segurou o meu silêncio como quem segura um vaso quebrado sem tentar consertar apenas cuidando dos cacos com amor Não me faltou um ninho de acolhimento tentando me lembrar que a vida ainda pulsa mesmo quando não se ouve o som e eu sei — sei que fui amada sei que fui cuidada sei que tudo o que podia ser feito por mim, foi Mas a dor… essa dor morava num cômodo que ninguém podia entrar Era um espaço escuro que mesmo cercado de luz continuava fechado por dentro O amor deles não falhou mas não curou Porque há dores que não querem cura — só querem existir até ficarem pequenas o bastante pra caberem num poema

O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio —
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O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio — é cheio demais de tudo o que não aconteceu Um lugar onde a esperança dormia e acordou sozinha, sem motivo sem futuro Não sei mais em que parte do corpo se guarda o que nunca se teve mas eu guardo como quem protege cinzas quentes como quem segura vento nas mãos Não foi uma perda foi uma ausência que chegou tarde demais pra ser evitada e cedo demais pra ser entendida e eu sigo com esse silêncio barulhento com essa dor sem nome pedindo a mim mesma pra sobreviver mais um dia

Eu queria pedir-lhe algo, algo que eu tenho a certeza que nunca pedi a ninguém: por favor insista antes de simplesmente desistir, eu sei que já dei mais que mil motivos para desistires mas insista pelo menos só mais essa vez. Mande-me mensagem quando estiveres à espera que eu man…
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Eu queria pedir-lhe algo, algo que eu tenho a certeza que nunca pedi a ninguém: por favor insista antes de simplesmente desistir, eu sei que já dei mais que mil motivos para desistires mas insista pelo menos só mais essa vez. Mande-me mensagem quando estiveres à espera que eu mande. Diga o quanto gostas de mim mesmo que estiver de mal comigo, expressa o sentimento até quando eu não merecer. Quer ter ciúmes ? Força, eu te provarei quantas vezes forem necessárias que sou fiel somente a ti. Tu queres ficar em silêncio depois de um dia mau? Ok sem problemas mas fica em silêncio do meu lado mas não fiques em silêncio comigo, ai juntinhos vamos ver Tv até que os seus ânimos melhorem. Olha, eu tenho muito de mim para te oferecer não tenho agido de modo mais certo mas eu só te peço mais uma coisa seja do tamanho das tuas promessas, que a sua força de insistir seja tanta quanto a força que você usou para me conquistar. Eu não sei se posso sobreviver a mais uma decepção desenfreada, por isso estou de aqui a suplicar. Eu investirei tudo que tenho em ti, em nós. Mesmo com o coração partido eu procurei forças para reconstruir... por você, graças a você porque eu não quis dar-te metades de mim. Essa é a altura de não te esqueceres disso, nós merecemos ser Feliz e vou dar tudo o que tenho para te deixar certo de que eu não quero mais nada além de ti.

⁠Eu não desisti de te amar, eu aprendi a me amar. Descobri que o amor por mim mesma é a chave para viver plenamente, sem depender de algo ou alguém para me sentir inteira. E foi aí que entendi: o verdadeiro amor não vem de fora, mas de dentro, e só assim posso amar o outro de ma…
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⁠Eu não desisti de te amar, eu aprendi a me amar. Descobri que o amor por mim mesma é a chave para viver plenamente, sem depender de algo ou alguém para me sentir inteira. E foi aí que entendi: o verdadeiro amor não vem de fora, mas de dentro, e só assim posso amar o outro de maneira genuína e livre.

⁠Talvez o maior erro tenha sido esse: me perdi no amor que te dei, me perdi na entrega sem limites. Fui tão generosa com você que esqueci de ser generosa comigo mesma. Esqueci que, por mais que eu tivesse o mundo para oferecer, também precisaria de um pouco desse mundo para mim.…
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⁠Talvez o maior erro tenha sido esse: me perdi no amor que te dei, me perdi na entrega sem limites. Fui tão generosa com você que esqueci de ser generosa comigo mesma. Esqueci que, por mais que eu tivesse o mundo para oferecer, também precisaria de um pouco desse mundo para mim. A empatia me fez te dar tudo aquilo que eu gostaria de receber, mas a culpa não foi tua. A culpa foi minha, que construí castelos de areia, sem bases firmes, sem perceber que eu mesma precisava de um chão seguro. Tu, com o teu jeito, sempre foste tu. Fui eu quem criei as expectativas, fui eu quem coloquei sobre ti o peso de uma imagem que não era tua. Portanto, quem errou fui eu, por não perceber que o amor verdadeiro começa dentro de mim.

⁠Minha querida, Escrevo-te do futuro. De um lugar onde o teu choro já não ecoa nas paredes de um quarto vazio. De um tempo em que já não precisas de esconder as lágrimas no travesseiro ou de engolir a dor entre uma dúvida e outra. Escrevo-te com o coração cheio — não apenas por…
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⁠Minha querida, Escrevo-te do futuro. De um lugar onde o teu choro já não ecoa nas paredes de um quarto vazio. De um tempo em que já não precisas de esconder as lágrimas no travesseiro ou de engolir a dor entre uma dúvida e outra. Escrevo-te com o coração cheio — não apenas porque estás à espera de alcançar objetivos, mas porque finalmente estás em paz contigo mesma. Lembro-me de ti... sentada sozinha num quarto frio, com o telefone na mão, à espera de uma mensagem que nunca chegou. Lembro-me do peso do silêncio, do corpo dorido pelo cansaço mental, da alma cansada de tentar ser forte. Lembro-me da dúvida que te corroía: "E se eu estiver a lutar sozinha por um sonho que não é partilhado?" Sim, estavas. Mas sabes o que é mais bonito nisso tudo? Não desististe.Mesmo quando ele te virou as costas, mesmo quando te disse que não te amava, mesmo quando te fez sentir pequena... tu escolheste continuar. Escolheste a ti. Escolheste o teu sonho. Sei que doeu. Sei que foi como rasgar a pele por dentro. Que houve noites em que te sentiste usada, abandonada, descartável. Que viste a tua juventude passar ao lado enquanto te prendias a promessas que nunca foram reais. Mas sabes que mais? Tu és feita de uma força que nem sabias que tinhas. Hoje, olho para ti com um orgulho imenso. Porque tiveste a coragem de largar tudo — para seguires a tua verdade. Para ouvires aquela vozinha dentro de ti que dizia: "Vai. Mesmo sozinha. Mesmo com medo. Vai." E foste. Agora estás aqui. À espera de uma nova vida. Não apenas dos sonhos que já alcançaste é porque cresceste dentro de ti, mas a tua nova vida - como mulher inteira, dona de si, curada por dentro, mesmo que ainda tenha cicatrizes. Agradeço-te. Porque se não fosses tu, com a tua coragem silenciosa, eu não estaria aqui. Não conheceria esta paz. Não estaria a viver este milagre. Tu não foste fraca. Foste gigante. E agora, finalmente, chegou o tempo de viveres a tua vitória. Com amor eterno, A mulher que és hoje.