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Frase de Zorictha Cardoso

⁠Minha querida, Escrevo-te do futuro. De um lugar onde o teu choro já não ecoa nas paredes de um quarto vazio. De um tempo em que já não precisas de esconder as lágrimas no travesseiro ou de engolir a dor entre uma dúvida e outra. Escrevo-te com o coração cheio — não apenas porque estás à espera de alcançar objetivos, mas porque finalmente estás em paz contigo mesma. Lembro-me de ti... sentada sozinha num quarto frio, com o telefone na mão, à espera de uma mensagem que nunca chegou. Lembro-me do peso do silêncio, do corpo dorido pelo cansaço mental, da alma cansada de tentar ser forte. Lembro-me da dúvida que te corroía: "E se eu estiver a lutar sozinha por um sonho que não é partilhado?" Sim, estavas. Mas sabes o que é mais bonito nisso tudo? Não desististe.Mesmo quando ele te virou as costas, mesmo quando te disse que não te amava, mesmo quando te fez sentir pequena... tu escolheste continuar. Escolheste a ti. Escolheste o teu sonho. Sei que doeu. Sei que foi como rasgar a pele por dentro. Que houve noites em que te sentiste usada, abandonada, descartável. Que viste a tua juventude passar ao lado enquanto te prendias a promessas que nunca foram reais. Mas sabes que mais? Tu és feita de uma força que nem sabias que tinhas. Hoje, olho para ti com um orgulho imenso. Porque tiveste a coragem de largar tudo — para seguires a tua verdade. Para ouvires aquela vozinha dentro de ti que dizia: "Vai. Mesmo sozinha. Mesmo com medo. Vai." E foste. Agora estás aqui. À espera de uma nova vida. Não apenas dos sonhos que já alcançaste é porque cresceste dentro de ti, mas a tua nova vida - como mulher inteira, dona de si, curada por dentro, mesmo que ainda tenha cicatrizes. Agradeço-te. Porque se não fosses tu, com a tua coragem silenciosa, eu não estaria aqui. Não conheceria esta paz. Não estaria a viver este milagre. Tu não foste fraca. Foste gigante. E agora, finalmente, chegou o tempo de viveres a tua vitória. Com amor eterno, A mulher que és hoje.

Zorictha Cardoso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio —
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O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio — é cheio demais de tudo o que não aconteceu Um lugar onde a esperança dormia e acordou sozinha, sem motivo sem futuro Não sei mais em que parte do corpo se guarda o que nunca se teve mas eu guardo como quem protege cinzas quentes como quem segura vento nas mãos Não foi uma perda foi uma ausência que chegou tarde demais pra ser evitada e cedo demais pra ser entendida e eu sigo com esse silêncio barulhento com essa dor sem nome pedindo a mim mesma pra sobreviver mais um dia

⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas
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⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas com palavras brandas com olhos molhados de sentir por mim Houve quem segurou o meu silêncio como quem segura um vaso quebrado sem tentar consertar apenas cuidando dos cacos com amor Não me faltou um ninho de acolhimento tentando me lembrar que a vida ainda pulsa mesmo quando não se ouve o som e eu sei — sei que fui amada sei que fui cuidada sei que tudo o que podia ser feito por mim, foi Mas a dor… essa dor morava num cômodo que ninguém podia entrar Era um espaço escuro que mesmo cercado de luz continuava fechado por dentro O amor deles não falhou mas não curou Porque há dores que não querem cura — só querem existir até ficarem pequenas o bastante pra caberem num poema

⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê.
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⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê. É um vazio tão profundo que não sei como descrever. Só sei que está aqui — me atravessando em silêncio. Esperei com amor, com fé, com cada parte do meu ser. Esperei como quem acredita em milagre, como quem sente antes mesmo de existir. Me entreguei por inteiro, corpo e alma, a um sonho que crescia — mesmo sem forma. E quando a resposta veio… não foi grito, nem tragédia. Foi apenas o não. Silencioso, seco, cortante. E ali, eu me perdi um pouco. Ninguém viu meu luto. Ninguém me abraçou por algo que “nunca aconteceu”. Mas dentro de mim, eu vivi. Eu sonhei. Eu amei. Hoje carrego uma dor muda, como quem enterra uma parte de si sem ter onde chorar. E mesmo assim… mesmo assim… há um pedaço de mim que ainda espera. Que ainda ama o que não chegou. Se um dia você me vir sorrindo, saiba que há um mar calmo por fora, mas que por dentro… ainda há ondas que não sabem descansar. Com amor, de mim — por mim.

Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu
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Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu mas que ecoa em mim como um trovão de dentro para fora ninguém viu o dia em que morri um pouco de olhos abertos sem despedida sem barulho a vida me negou com o olhar vazio com mãos que não se estendem com promessas que nunca se disseram e agora eu ando com essa ausência nos braços como quem embala o que não nasceu como quem carrega um nome sem rosto como quem grita sem som eu não quero explicações nem conselhos eu só quero que essa dor não precise se esconder em mim