Frase de Zorictha Cardoso
A morte que respiro viva há dias em que viver é um ato de violência contra mim em que o corpo caminha mas a alma não vem junto e o mundo espera que eu sorria com a boca mesmo quando meu coração grita com os olhos não é que eu queira morrer é que já morri tantas vezes em silêncio que a morte parece mais honesta do que esta vida fingida as pessoas dizem: “tudo passa” mas há dores que não passam elas assentam-se, fazem casa e chamam de lar o que sobrou de mim e eu finjo com uma habilidade que ninguém duvida porque desapontar é pior do que desaparecer mas só eu sei o peso de fingir luz quando só há breu de sorrir com cacos nos lábios de carregar o próprio túmulo dentro do peito não peço salvação não quero promessas só queria poder existir sem ter que mentir que ainda estou viva por dentro
No pensador.ai desde