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Frase de Zorictha Cardoso

⁠Talvez a morte fosse mais gentil há um limite que ninguém vê um lugar depois do cansaço onde a alma não pede socorro apenas silêncio não é desejo de fim é desejo de paz de não acordar com o peito em ruínas com a alma sangrando quieta talvez a morte fosse mais gentil do que essa vida que me obriga a fingir que ainda tenho chão quando tudo em mim afunda cansada de me reconstruir sobre os escombros da esperança de dizer que estou bem quando nem sei onde estou já não me reconheço no espelho sou só vestígios restos de uma mulher que sonhava e agora apenas resiste não quero palavras bonitas nem fé emprestada quero que entendam que viver assim dói mais do que desaparecer e que talvez só talvez seria mais fácil fechar os olhos de uma vez do que continuar morrendo aos poucos todos os dias

Zorictha Cardoso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Zorictha Cardoso

O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio —
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O peso das coisas que não vieram Há um espaço em mim que não é vazio — é cheio demais de tudo o que não aconteceu Um lugar onde a esperança dormia e acordou sozinha, sem motivo sem futuro Não sei mais em que parte do corpo se guarda o que nunca se teve mas eu guardo como quem protege cinzas quentes como quem segura vento nas mãos Não foi uma perda foi uma ausência que chegou tarde demais pra ser evitada e cedo demais pra ser entendida e eu sigo com esse silêncio barulhento com essa dor sem nome pedindo a mim mesma pra sobreviver mais um dia

⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas
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⁠Cercada de amor, sozinha na dor Eles estiveram lá com mãos estendidas com palavras brandas com olhos molhados de sentir por mim Houve quem segurou o meu silêncio como quem segura um vaso quebrado sem tentar consertar apenas cuidando dos cacos com amor Não me faltou um ninho de acolhimento tentando me lembrar que a vida ainda pulsa mesmo quando não se ouve o som e eu sei — sei que fui amada sei que fui cuidada sei que tudo o que podia ser feito por mim, foi Mas a dor… essa dor morava num cômodo que ninguém podia entrar Era um espaço escuro que mesmo cercado de luz continuava fechado por dentro O amor deles não falhou mas não curou Porque há dores que não querem cura — só querem existir até ficarem pequenas o bastante pra caberem num poema

⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê.
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⁠Hoje eu precisava escrever, mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto. Há uma dor em mim que ninguém vê. É um vazio tão profundo que não sei como descrever. Só sei que está aqui — me atravessando em silêncio. Esperei com amor, com fé, com cada parte do meu ser. Esperei como quem acredita em milagre, como quem sente antes mesmo de existir. Me entreguei por inteiro, corpo e alma, a um sonho que crescia — mesmo sem forma. E quando a resposta veio… não foi grito, nem tragédia. Foi apenas o não. Silencioso, seco, cortante. E ali, eu me perdi um pouco. Ninguém viu meu luto. Ninguém me abraçou por algo que “nunca aconteceu”. Mas dentro de mim, eu vivi. Eu sonhei. Eu amei. Hoje carrego uma dor muda, como quem enterra uma parte de si sem ter onde chorar. E mesmo assim… mesmo assim… há um pedaço de mim que ainda espera. Que ainda ama o que não chegou. Se um dia você me vir sorrindo, saiba que há um mar calmo por fora, mas que por dentro… ainda há ondas que não sabem descansar. Com amor, de mim — por mim.

Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu
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Silêncio dentro há um não que ninguém ouviu mas que ecoa em mim como um trovão de dentro para fora ninguém viu o dia em que morri um pouco de olhos abertos sem despedida sem barulho a vida me negou com o olhar vazio com mãos que não se estendem com promessas que nunca se disseram e agora eu ando com essa ausência nos braços como quem embala o que não nasceu como quem carrega um nome sem rosto como quem grita sem som eu não quero explicações nem conselhos eu só quero que essa dor não precise se esconder em mim