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Frases de Willas Fernandes

10 frases

Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou
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Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou Deixando no rasto da vela O remo que a barca remou ...

OS PASSA TEMPOS Não encontrei o certo amor Deparei-me com os passa tempos
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OS PASSA TEMPOS Não encontrei o certo amor Deparei-me com os passa tempos Não como chama que queimou Quanto mais o moinho que se fez vento. E na tríade de tal momento Nada se faz como o que pousou e voou O passa tempo, o tempo passa e ambos em um que contaminou Não vigoram em meu relento O que um dia, neste apenas clareou. Quando já farto do tédio sereno e amigo Que volta e meia volvera nestas sobras do pecado Corro atrás dos passa tempos amigos que esperam-me de braços dados Reclamam a demora de procura Talvez pela pressa que se esperam sem a ter Pois bem sabem que o coração é baldio E não satisfaz-se com único pecado findante Procura sempre o romper De noite em noites cobro-me com estes passa tempos que não se passam sem os vê Pito sob estes a nostalgia tecida Que nenhum há de fazer esquecer E nesta pobre tentativa de encontrar O que já se fora perdido Continuo a passar tempos que rememoram Na hora sublime do feito que foi meu. Dedico-me a cada um, em cada vão momento O tempo, os tempos que aquecem E me desnudo nos pecados de enfermos Dos desejos que em mim padeci. Willas.12.11.15

A LINHA DE TEU OLHAR Vi em teu olhar inquieto Um olhar aguçador
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A LINHA DE TEU OLHAR Vi em teu olhar inquieto Um olhar aguçador Este encontrou ao meu repente O mesmo olhar possuidor O ponteiro passava como eu passar Sempre, constante vivo A espera do olhar passageiro E na rima deste verso passado Pincelo o olhar que pude escrever Aquele que me cativou em sonho Em cativeiro agora se encontra Por medo de não o perder. O olhar... Penetrou-me em sã verdade Por um instante Deparei-me na linha oposta abismal Como setas do Sul ao norte Revelando-me caminhos contrários Do frio eterno e/ou calor consumal. Equilibro-me nesta linha imaginária Que duvida o medo desconhecido À espera de teu olhar Divido esta face adjacente Entre o abismo e teu ser O olhar e querer O ter ou não ter... Willas Fernandes 17.12.15.

AMO-TE EM CADA VÃO MOMENTO Amo-te em cada vão momento Feito o canto de um sabiá
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AMO-TE EM CADA VÃO MOMENTO Amo-te em cada vão momento Feito o canto de um sabiá Como a melodia que soa constante Que não para, não teme, não se acanha Amo-te mesmo na mais pura falsidade Quando digo, não mais, acabou Que em dor doendo doída Em pranto, um cisco no olhar Feroz e tranquilo O que em raiar Diz ser o que o vento soprou. Amo-te na magnitude da palavra proferida E muito mais que em palavras não pude expressar Amo-te junto às matilhas ruivando em sossego Ao escuro da noite que me chega a calar Amo-te nos abismos dos destinos Que ferem o que não quero esquecer Amo-te nas entranhas da vida Que persistem aqui em pleno sofrer Amo-te, amo-te, amo-te Amo-te na saudade que refinei A ponto de um espinho agudo formado Que perfura e transfigura o ser que tanto prezei Amei-te na poesia que fiz, Amo-te nas que em confeço declamei Nas dunas e ruínas que nem mesmo sei Nas curvas dos bares da vida Dos amores que não contentei Amo-te no ontem desconexo de teus alvoaçares Sem antes mesmo de conhecer-te Sem uma mera palavra contida No elenco de nossos prazeres Amo-te como este presente Que em delírio arde e queima, faz-me sorrir Poe-me em transe de teu beijo Mais ainda... Amo-te em vida após a morte Amarei-te na morte após a dor Te amarei em vida no céu celeste Te amarei depois que me for.

TRIVIAL Uma casa abandonada vive Segura por seus fiéis pilates
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TRIVIAL Uma casa abandonada vive Segura por seus fiéis pilates Como dizem, o melhor amigo do homem Mesmo a batidas, ao despreso e confinamento Ali esperam sem em troca um vintém A casa as sombras é libertário. Aconselha sentimento fluidor Juntas formam uma par perfeito O abrigo e a tempestade A dádiva não mais é presente O passado se foi, voou Juntas são só migalhas Que junto ao solo unificou A casa deixou endereço O cão inconsolado restou Diferindo do céu e da terra Os rumos sem fé triunfou A dor diluída vagueia O cão separado ficou A casa se transformou em areia Tudo que paira agora são restos Que o tempo não retera Dipissou.

EM CADA RUÍNA Em cada ruína já tecida Um garotinho sem um trocado fizera parecer
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EM CADA RUÍNA Em cada ruína já tecida Um garotinho sem um trocado fizera parecer Que costumava andar sem rumo e descalço Para da terra se sentir vivo. Dela crescer Foram vários espinhos Que o furaram E vários cortes que sangrou Dos solos ruins e os bem cuidados Que aquele menino já pisou Não se cansa nem descansa De trilhar este rio de eixos Mesmo sabendo que irá se ferir No mar das incertezas de enfermos E quando não menos, em cada sã relance de ruínas Que vaga, sonda e prevalece O garoto descalço que não conhece Abraça o mundo que o entristece Volta e meia o tempo que enfraquece A força de ventos fortes que devastam As dores não são ilusões que aqui padecem Deste rio de descompassos. Feito um psicólogo, um livro fechado. A barca do Porto, ou o ubar que vem e vai Vivo este momento de menino, um desdém Um fim de outono que não me satisfaz.

DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala,
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DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala, Como ferramenta imperfeita Que até o ser menos racial se depara Dizei-me em pensamentos, em escritos, em retratos e artefatos Dezei-me em curvas linhas incertas de versos profanos ou o inverso do verso. Em sussurro e no mais sã amargo sabor Em língua áspera, crespa Da dor lida. (Sentirdor) Dizei-me... De fuga em corrida incessante Das dobras de labirintos de desencontros Da certeza de incertezas que espera não ter Nas Mil vidas de amor, Em mil e um pecados sem perdão Nas cem feridas que só ferem Em cem ou sem escolha de opção? Um vazio deste vácuo autor De pálpebras tristonhas e sem som Vaga este rio do sofredor Que padece neste chão E quando em outroras Ouvir minha solene trombeta do sofrer Desça sob nós, aqui cantando Que em flor e espinho pus-me a lhe dizer Guarda este versos que escrevi chorando Como alívio a minha doce saudades E relembre dos momentos findos que passamos juntos De meu sorriso e da feroz realidade. Sinta estes ares em ti, como em mim há sempre de ser A felicidade que passamos juntos Aquelas que nunca hei de esquecer E quando chegares a ti Meus.inquietos versos de dor Beija-os em alma e espírito Que pre-escrevi quando você me deixou A saudades... O sentimento que conforta a dor A lembrança que acalenta a tempestade Faz dos olhos o suporte de abrigo De dor da perda calada Que hoje prevalece no meu leito sem cor. Willas. 02.12.15

NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama
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NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama Mas, a que dói o que passou O já passado me profana O por quê de tal despedida Que não vê a hora que a chama Mas, que vai e não se volta O que um dia em vida exclama Mais um dos arrebatados sou Que chora sem querer Chora porque chora Aquilo não há mais de ver E em lamentações se faz em prece Aquilo que deseja a ter A soberana e feliz paz Que só no Reino de Deus há de conter... A saudade martiriza essa dor doida Que dói e feri sem querer Deste amor que não mais será recíproco O meu amor que só em mim há de ter E nesta solidão infinda que me persegui agora E que não há caminhos certos Guardo essas felicidades doidas Deste pequeno vel Que me cobriste por perto E é na dor desta felicidade Que chega a lembrar os meus pesares Que rezarei por ti mais uma vez Até meu momento certo De tua tranquilidade. Willas Fernandes. 03.12.15 Feito em homenagem a ORLANDINA COSTA FERREIRA.

CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é
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CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é A despedida da antiga e errônea dor Da pobre esperança sensata constituída em fé. Quero abraçar esta noite nebulosa como última, aquela que não se veem a chegar A que possui dois córregos de um mesmo rio separados, Que sem escolha trilharei... Ao certo, onde será o que se esperam? Quero junto a ti nesta sossegada paz Ir além do conhecido, do eterno Do místico ao surreal, Do terço à boêmia. Quero esse sentimento mentiroso e egoísta Devastador! Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador! Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento, Ver-te de baixo Para que nao o veja, O olhar negro, abetumado, abioso, Pois bem sei que o lugar que virgílhas Em mero relance antigas idas, Não encontrarás o recinto que cobriu-me Como o soprar da ultima vela. Não quero enxergar o que os os lhos inibem As neblinas que não se dissipam, Omite ao olhar a certa cegueira Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas, Que não tiveram a verdadeira despedida Desta face de teus cabelos E do medo que se prega. Em suspiros que sussurram, se proliferam E nao se passam, se propaga Contaminam este convívio dos mortos, Inquieto, constante, devaço, tenebroso Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer... E nestas caminhadas noturnas que rogam Suplicam ao tempo que não permitira esquecer O vácuo deste solo sem saída Que o menor ser procura romper, Quero encontrar este endereço baldio Que se fez morada e não flui Que vaga e não dilui Neste imenso cemitério que não mórbido Se tem o que não foi, O que apenas se constitui. Willas Fernandes. 17.12.15.

VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades
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VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades Há sempre aqueles que padecem na melodia Que ora, entortessen a realidade. Desconhecem a rima perfeita que não se apaga, pois é visto que outroras alguém que amou O que já sonhado acalentou, Não mais em euvorado murmurou Desvenda, prevalece, espera A gosto sempre estár. Por tempos.... Minam nesses sons bem agradados Por hipocrisia da sã realidade Por onde passos são plantados e mal plantados Adveras menos alento Afogam o gosto puro e refinado Que aos jovens não foram contemplados. Para fins não há de entender O que em letra tento escrever Apenas um vazio deste vácuo Deixado pelo autor. willas 21.11 15