Frase de Willas Fernandes
Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou Deixando no rasto da vela O remo que a barca remou ...
No pensador.ai desde
Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou Deixando no rasto da vela O remo que a barca remou ...
No pensador.ai desde
VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades
VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades Há sempre aqueles que padecem na melodia Que ora, entortessen a realidade. Desconhecem a rima perfeita que não se apaga, pois é visto que outroras alguém que amou O que já sonhado acalentou, Não mais em euvorado murmurou Desvenda, prevalece, espera A gosto sempre estár. Por tempos.... Minam nesses sons bem agradados Por hipocrisia da sã realidade Por onde passos são plantados e mal plantados Adveras menos alento Afogam o gosto puro e refinado Que aos jovens não foram contemplados. Para fins não há de entender O que em letra tento escrever Apenas um vazio deste vácuo Deixado pelo autor. willas 21.11 15
CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é
CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é A despedida da antiga e errônea dor Da pobre esperança sensata constituída em fé. Quero abraçar esta noite nebulosa como última, aquela que não se veem a chegar A que possui dois córregos de um mesmo rio separados, Que sem escolha trilharei... Ao certo, onde será o que se esperam? Quero junto a ti nesta sossegada paz Ir além do conhecido, do eterno Do místico ao surreal, Do terço à boêmia. Quero esse sentimento mentiroso e egoísta Devastador! Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador! Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento, Ver-te de baixo Para que nao o veja, O olhar negro, abetumado, abioso, Pois bem sei que o lugar que virgílhas Em mero relance antigas idas, Não encontrarás o recinto que cobriu-me Como o soprar da ultima vela. Não quero enxergar o que os os lhos inibem As neblinas que não se dissipam, Omite ao olhar a certa cegueira Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas, Que não tiveram a verdadeira despedida Desta face de teus cabelos E do medo que se prega. Em suspiros que sussurram, se proliferam E nao se passam, se propaga Contaminam este convívio dos mortos, Inquieto, constante, devaço, tenebroso Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer... E nestas caminhadas noturnas que rogam Suplicam ao tempo que não permitira esquecer O vácuo deste solo sem saída Que o menor ser procura romper, Quero encontrar este endereço baldio Que se fez morada e não flui Que vaga e não dilui Neste imenso cemitério que não mórbido Se tem o que não foi, O que apenas se constitui. Willas Fernandes. 17.12.15.
NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama
NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama Mas, a que dói o que passou O já passado me profana O por quê de tal despedida Que não vê a hora que a chama Mas, que vai e não se volta O que um dia em vida exclama Mais um dos arrebatados sou Que chora sem querer Chora porque chora Aquilo não há mais de ver E em lamentações se faz em prece Aquilo que deseja a ter A soberana e feliz paz Que só no Reino de Deus há de conter... A saudade martiriza essa dor doida Que dói e feri sem querer Deste amor que não mais será recíproco O meu amor que só em mim há de ter E nesta solidão infinda que me persegui agora E que não há caminhos certos Guardo essas felicidades doidas Deste pequeno vel Que me cobriste por perto E é na dor desta felicidade Que chega a lembrar os meus pesares Que rezarei por ti mais uma vez Até meu momento certo De tua tranquilidade. Willas Fernandes. 03.12.15 Feito em homenagem a ORLANDINA COSTA FERREIRA.
DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala,
DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala, Como ferramenta imperfeita Que até o ser menos racial se depara Dizei-me em pensamentos, em escritos, em retratos e artefatos Dezei-me em curvas linhas incertas de versos profanos ou o inverso do verso. Em sussurro e no mais sã amargo sabor Em língua áspera, crespa Da dor lida. (Sentirdor) Dizei-me... De fuga em corrida incessante Das dobras de labirintos de desencontros Da certeza de incertezas que espera não ter Nas Mil vidas de amor, Em mil e um pecados sem perdão Nas cem feridas que só ferem Em cem ou sem escolha de opção? Um vazio deste vácuo autor De pálpebras tristonhas e sem som Vaga este rio do sofredor Que padece neste chão E quando em outroras Ouvir minha solene trombeta do sofrer Desça sob nós, aqui cantando Que em flor e espinho pus-me a lhe dizer Guarda este versos que escrevi chorando Como alívio a minha doce saudades E relembre dos momentos findos que passamos juntos De meu sorriso e da feroz realidade. Sinta estes ares em ti, como em mim há sempre de ser A felicidade que passamos juntos Aquelas que nunca hei de esquecer E quando chegares a ti Meus.inquietos versos de dor Beija-os em alma e espírito Que pre-escrevi quando você me deixou A saudades... O sentimento que conforta a dor A lembrança que acalenta a tempestade Faz dos olhos o suporte de abrigo De dor da perda calada Que hoje prevalece no meu leito sem cor. Willas. 02.12.15