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Frase de Willas Fernandes

NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama Mas, a que dói o que passou O já passado me profana O por quê de tal despedida Que não vê a hora que a chama Mas, que vai e não se volta O que um dia em vida exclama Mais um dos arrebatados sou Que chora sem querer Chora porque chora Aquilo não há mais de ver E em lamentações se faz em prece Aquilo que deseja a ter A soberana e feliz paz Que só no Reino de Deus há de conter... A saudade martiriza essa dor doida Que dói e feri sem querer Deste amor que não mais será recíproco O meu amor que só em mim há de ter E nesta solidão infinda que me persegui agora E que não há caminhos certos Guardo essas felicidades doidas Deste pequeno vel Que me cobriste por perto E é na dor desta felicidade Que chega a lembrar os meus pesares Que rezarei por ti mais uma vez Até meu momento certo De tua tranquilidade. Willas Fernandes. 03.12.15 Feito em homenagem a ORLANDINA COSTA FERREIRA.

Willas Fernandes

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Pensador.com

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Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou
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Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou Deixando no rasto da vela O remo que a barca remou ...

VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades
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VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades Há sempre aqueles que padecem na melodia Que ora, entortessen a realidade. Desconhecem a rima perfeita que não se apaga, pois é visto que outroras alguém que amou O que já sonhado acalentou, Não mais em euvorado murmurou Desvenda, prevalece, espera A gosto sempre estár. Por tempos.... Minam nesses sons bem agradados Por hipocrisia da sã realidade Por onde passos são plantados e mal plantados Adveras menos alento Afogam o gosto puro e refinado Que aos jovens não foram contemplados. Para fins não há de entender O que em letra tento escrever Apenas um vazio deste vácuo Deixado pelo autor. willas 21.11 15

CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é
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CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é A despedida da antiga e errônea dor Da pobre esperança sensata constituída em fé. Quero abraçar esta noite nebulosa como última, aquela que não se veem a chegar A que possui dois córregos de um mesmo rio separados, Que sem escolha trilharei... Ao certo, onde será o que se esperam? Quero junto a ti nesta sossegada paz Ir além do conhecido, do eterno Do místico ao surreal, Do terço à boêmia. Quero esse sentimento mentiroso e egoísta Devastador! Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador! Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento, Ver-te de baixo Para que nao o veja, O olhar negro, abetumado, abioso, Pois bem sei que o lugar que virgílhas Em mero relance antigas idas, Não encontrarás o recinto que cobriu-me Como o soprar da ultima vela. Não quero enxergar o que os os lhos inibem As neblinas que não se dissipam, Omite ao olhar a certa cegueira Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas, Que não tiveram a verdadeira despedida Desta face de teus cabelos E do medo que se prega. Em suspiros que sussurram, se proliferam E nao se passam, se propaga Contaminam este convívio dos mortos, Inquieto, constante, devaço, tenebroso Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer... E nestas caminhadas noturnas que rogam Suplicam ao tempo que não permitira esquecer O vácuo deste solo sem saída Que o menor ser procura romper, Quero encontrar este endereço baldio Que se fez morada e não flui Que vaga e não dilui Neste imenso cemitério que não mórbido Se tem o que não foi, O que apenas se constitui. Willas Fernandes. 17.12.15.

DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala,
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DIZEI-ME Dizei-me como afogo essa doença Essa dor que não cala, Como ferramenta imperfeita Que até o ser menos racial se depara Dizei-me em pensamentos, em escritos, em retratos e artefatos Dezei-me em curvas linhas incertas de versos profanos ou o inverso do verso. Em sussurro e no mais sã amargo sabor Em língua áspera, crespa Da dor lida. (Sentirdor) Dizei-me... De fuga em corrida incessante Das dobras de labirintos de desencontros Da certeza de incertezas que espera não ter Nas Mil vidas de amor, Em mil e um pecados sem perdão Nas cem feridas que só ferem Em cem ou sem escolha de opção? Um vazio deste vácuo autor De pálpebras tristonhas e sem som Vaga este rio do sofredor Que padece neste chão E quando em outroras Ouvir minha solene trombeta do sofrer Desça sob nós, aqui cantando Que em flor e espinho pus-me a lhe dizer Guarda este versos que escrevi chorando Como alívio a minha doce saudades E relembre dos momentos findos que passamos juntos De meu sorriso e da feroz realidade. Sinta estes ares em ti, como em mim há sempre de ser A felicidade que passamos juntos Aquelas que nunca hei de esquecer E quando chegares a ti Meus.inquietos versos de dor Beija-os em alma e espírito Que pre-escrevi quando você me deixou A saudades... O sentimento que conforta a dor A lembrança que acalenta a tempestade Faz dos olhos o suporte de abrigo De dor da perda calada Que hoje prevalece no meu leito sem cor. Willas. 02.12.15