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Frase de Willas Fernandes

AMO-TE EM CADA VÃO MOMENTO Amo-te em cada vão momento Feito o canto de um sabiá Como a melodia que soa constante Que não para, não teme, não se acanha Amo-te mesmo na mais pura falsidade Quando digo, não mais, acabou Que em dor doendo doída Em pranto, um cisco no olhar Feroz e tranquilo O que em raiar Diz ser o que o vento soprou. Amo-te na magnitude da palavra proferida E muito mais que em palavras não pude expressar Amo-te junto às matilhas ruivando em sossego Ao escuro da noite que me chega a calar Amo-te nos abismos dos destinos Que ferem o que não quero esquecer Amo-te nas entranhas da vida Que persistem aqui em pleno sofrer Amo-te, amo-te, amo-te Amo-te na saudade que refinei A ponto de um espinho agudo formado Que perfura e transfigura o ser que tanto prezei Amei-te na poesia que fiz, Amo-te nas que em confeço declamei Nas dunas e ruínas que nem mesmo sei Nas curvas dos bares da vida Dos amores que não contentei Amo-te no ontem desconexo de teus alvoaçares Sem antes mesmo de conhecer-te Sem uma mera palavra contida No elenco de nossos prazeres Amo-te como este presente Que em delírio arde e queima, faz-me sorrir Poe-me em transe de teu beijo Mais ainda... Amo-te em vida após a morte Amarei-te na morte após a dor Te amarei em vida no céu celeste Te amarei depois que me for.

Willas Fernandes

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Pensador.com

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Uma pétala Uma pétala escreve nesta área As sobras que a maré levou Deixando no rasto da vela O remo que a barca remou ...

VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades
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VÁCUO Vivem uns por letra Outros porém, de som e tonalidades Há sempre aqueles que padecem na melodia Que ora, entortessen a realidade. Desconhecem a rima perfeita que não se apaga, pois é visto que outroras alguém que amou O que já sonhado acalentou, Não mais em euvorado murmurou Desvenda, prevalece, espera A gosto sempre estár. Por tempos.... Minam nesses sons bem agradados Por hipocrisia da sã realidade Por onde passos são plantados e mal plantados Adveras menos alento Afogam o gosto puro e refinado Que aos jovens não foram contemplados. Para fins não há de entender O que em letra tento escrever Apenas um vazio deste vácuo Deixado pelo autor. willas 21.11 15

CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é
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CONVÍVIO DOS MORTOS Quero tudo que não me foi, Tudo talvez o que não mais é A despedida da antiga e errônea dor Da pobre esperança sensata constituída em fé. Quero abraçar esta noite nebulosa como última, aquela que não se veem a chegar A que possui dois córregos de um mesmo rio separados, Que sem escolha trilharei... Ao certo, onde será o que se esperam? Quero junto a ti nesta sossegada paz Ir além do conhecido, do eterno Do místico ao surreal, Do terço à boêmia. Quero esse sentimento mentiroso e egoísta Devastador! Que o que em outrora, de um lado da moeda, consolador! Quero estar com olhos de enfermos e desfalecidos diante de tuas faces e momento, Ver-te de baixo Para que nao o veja, O olhar negro, abetumado, abioso, Pois bem sei que o lugar que virgílhas Em mero relance antigas idas, Não encontrarás o recinto que cobriu-me Como o soprar da ultima vela. Não quero enxergar o que os os lhos inibem As neblinas que não se dissipam, Omite ao olhar a certa cegueira Sob tão cedo catatumbas bem mal cuidadas, Que não tiveram a verdadeira despedida Desta face de teus cabelos E do medo que se prega. Em suspiros que sussurram, se proliferam E nao se passam, se propaga Contaminam este convívio dos mortos, Inquieto, constante, devaço, tenebroso Infecta os vivos que temem, não deixam a de temer... E nestas caminhadas noturnas que rogam Suplicam ao tempo que não permitira esquecer O vácuo deste solo sem saída Que o menor ser procura romper, Quero encontrar este endereço baldio Que se fez morada e não flui Que vaga e não dilui Neste imenso cemitério que não mórbido Se tem o que não foi, O que apenas se constitui. Willas Fernandes. 17.12.15.

NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama
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NA DOR LIDA Somente na dor lida Na dor que não se clama Mas, a que dói o que passou O já passado me profana O por quê de tal despedida Que não vê a hora que a chama Mas, que vai e não se volta O que um dia em vida exclama Mais um dos arrebatados sou Que chora sem querer Chora porque chora Aquilo não há mais de ver E em lamentações se faz em prece Aquilo que deseja a ter A soberana e feliz paz Que só no Reino de Deus há de conter... A saudade martiriza essa dor doida Que dói e feri sem querer Deste amor que não mais será recíproco O meu amor que só em mim há de ter E nesta solidão infinda que me persegui agora E que não há caminhos certos Guardo essas felicidades doidas Deste pequeno vel Que me cobriste por perto E é na dor desta felicidade Que chega a lembrar os meus pesares Que rezarei por ti mais uma vez Até meu momento certo De tua tranquilidade. Willas Fernandes. 03.12.15 Feito em homenagem a ORLANDINA COSTA FERREIRA.