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Frases de valdenir de lima oliveira

174 frases

Simplicidade Eu preciso de tão pouco pra viver Só uma vida com bons amigos
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Simplicidade Eu preciso de tão pouco pra viver Só uma vida com bons amigos E água pra tomar banho e beber Um sorriso eu preciso também Mas que ele seja sincero Pra mim não ter que esconder A simplicidade é o que me faz feliz E a felicidade me mantém de pé A tristeza está por um triz Pois sempre que ela chega perto Eu mando ela ir embora E pra bem longe eu faço correr.

A Tribo Quando essa tribo chegar E entrar pela porta da frente
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A Tribo Quando essa tribo chegar E entrar pela porta da frente Cantando o que mais gostar Como se fosse gente Vai fazer o velho corpo cansado Alegre voltar a dançar E até essa gente amaldiçoada Vai ficar tão contente E até a madrugada Vai querer balançar Quando essa tribo chegar Tudo vai ser diferente O sol e a lua juntos vão brilhar Como se fossem parente.

Traços Com o lápis no papel E o pé no chinelo
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Traços Com o lápis no papel E o pé no chinelo Eu desenho o céu de azul E também de amarelo Com a caneta Eu desenho o sossego Desenho o passado E também o morcego Desenho o presente E pressinto o futuro Um recinto fechado Fechando teu ego Com a caneta Eu derrubo a marreta Construo a cadeira E tranco a cadeia Desenho um índio na sua aldeia Dançando tango e fazendo careta Com a caneta Eu escrevo o seu nome E com lápis seu sobrenome Com a borracha Eu apago o passado E escrevo outra história Com você do meu lado.

O Silêncio De Um Menino Lá vai o menino correndo Contente apressado pra missa
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O Silêncio De Um Menino Lá vai o menino correndo Contente apressado pra missa Com o seu cabelo cortado Molhado e suado camisa A missa já vai começar E hoje por ser domingo Tão pouco ele tem pra falar Já cansado de tanto aclamar Hoje é o teu silêncio Que vão escutar E de cabeça baixa Todos vão ficar Quando o silêncio te possuir E toda verdade Ele insistir em falar Até a hipocrisia Deixará de existir E toda anistia mudará de lugar Pois o silêncio de um menino Conta uma verdade inteira Mesmo que ele seja traquino E pule da ribanceira Porque quando Um menino se calar Maiores verdades Ele traz no olhar E até o teto da igreja Há de desabar Quando testemunhos ali Se pronunciarem O jarro, o Santo e o sino Até o escarro, e o canto Se espantarar com o menino A vela, a flor e as donzelas Vão sumir com a dor e as mazelas Porque já sabem rezar E dizerem amém ao destino.

Recôndito Somos feitos de sonhos E de uma certa magia
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Recôndito Somos feitos de sonhos E de uma certa magia As vezes parecemos bisonho Mas é só por não ter alegria Somos bicho do mato Metade do mundo acabado Sentindo se abandonado Como se fossem um rato As vezes me falta alegria Por isso não mostro um sorriso Fugir com você me parece preciso É a liberdade que eu mais gostaria As vezes eu sinto a loucura Querendo sempre me rondar É como quem roda um peão E sente o mundo apressar Depois me deixa cambalho Caido de cara no chão Somos o bicho da seda Que tem bico e que tem sede Somos o rio e a rede O frio, o nicho e a parede Somos a lógica do desprezo E a mágica da tristeza Que invade essa vida Em uma enorme correnteza Somos o gelo E o elo desse grão Que deixou tão amarelo O meu pobre coração Você que nem sabe E nem sente o que eu sinto E quando me olha Eu finjo que minto Pra não ter que encarar Essa vontade que tenho De te amarrar pelos cantos E segurar pelos dentes Somos um beco sem saida E um jornal sem notícias Sem normas e sem malicias Somos um boteco sem bebida Vivo esperando a coragem De um dia poder te falar O que vive preso em mim Aqui sempre a engasgar E quando eu te falo bobagem Eu sinto as horas passar Mas vem sempre a voragem Em tudo que tenho pra mostrar E me deixa sozinho outra vez Aqui sofrendo calado Com um sentimento guardado E se valendo por dez Mas nunca acaba de vez E por vezes tem me afogado.

Façanha A mulher canta Porque não sabe
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Façanha A mulher canta Porque não sabe Outra maneira De afastar O que te espanta A mulher dança Porque não sabe Ficar sozinha Parada no canto Numa tardezinha Ouvindo tristeza E curtindo lembranças E quando ela pula E faz piruetas É pra esconder a gula E destrair o capeta E quando o baile acaba Toda sujeira ela varre Algumas pro lado de fora E outras pra debaixo do tapete A mulher quando ama É porque já cansou De matar e morrer Por uma só pessoa É porque já casou E isso só não bastou Quis fazer diferente Acendendo outra chama.

As Pedras Eu converso com as pedras E só elas me entende
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As Pedras Eu converso com as pedras E só elas me entende As vezes parece loucura Mas o papo se estende E eu me perco na doçura De um grande gesto bonito Porque pedra quando fala É tão alto e profundo Que chega a tocar o infinito As pedras são grandes amigas E grandes guerreiras também Elas guardam lembranças antigas E são sempre pisadas por alguém As pedras são heroínas E guardiãs de grandes segredos Dos mais loucos desejos Ás águas mais cristalinas As pedras escondem mistérios Que a vida não sabe explicar Porque existe matar E esses tais de cemitérios As pedras sabem amar E também o valor do perdão Porque vem do coração O que sempre sabem falar As pedras tem sempre emoção E sabem tão bem escutar Mesmo que o desatino é chorar E de sempre perder a noção Elas tem sempre razão E grandes sentimentos Pois entendem de tudo E conhece cada tormento Desde as dores do mundo Em meio a multidão Aos amores profundos Em meio à ilusão Quando a maré vem E o barco se afunda Quando a brisa levanta E o sorriso se fecha Quando se atira um flecha E o cupido se espanta Quando feliz é quem vive E não só o que canta Quando não é primavera E as flores se enganam Quando os aromas se emanam E já não é o que espera Quando o pó virar tédio E o amor virar ódio Quando o pavor virar sódio E o suor virar remédio.

Martírio Bomba, tiro e guerra Tudo isso vê na tv
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Martírio Bomba, tiro e guerra Tudo isso vê na tv Sei que é parte de uma nova era Mas é tão difícil de crê Que a vida assim se desfaz Por tão pouco ou quase nada Mas o que se pode fazer Se é destino deixar tudo pra trás E a maldade é o que te faz morrer Eu vejo o lado de fora E também o lado de dentro O que acontece agora E o que vêm lá do centro De onde a carniça é maior E a piedade é cada vez menor De onde se lavam com sangue As mãos em vez de suor De onde se grita olha a paz E o outro já diz olha a faca Alguns lutam e refaz E o outro chuta e te empaca A garganta ali ja vive rouca De tanto gritar socorro E os velhos pés descalços Já andam tão cansados De tanto correr pra o morro.

O Sol Embriagado Hoje o sol embriagado Não mostrou seu olhar na terra
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O Sol Embriagado Hoje o sol embriagado Não mostrou seu olhar na terra Preferiu se esconder Entre os montes daquela serra Pra não ter que explicar O seu olhar envergonhado Quando abrirmos a porta E também a janela Hoje o sol fez barulho Como nunca se ouviu Quando caiu na bebedeira E o seu olhar não se abriu Parecia que alguém Teria feito tudo isso Por prazer ou capricho E por um enorme feitiço O sol dormiu o dia inteiro E de ressaca escureceu E todo o mundo permaneceu No breu confuso do terreiro Sem entender ali quase nada Porque ele se escondeu Alguns correram pra rua Pra saber o que aconteceu Se foi o dia que virou noite Ou foi o sol que morreu.

Odisséia Um pé na estrada E o outro de tocaia
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Odisséia Um pé na estrada E o outro de tocaia Esperando que a madrugada Lhe sirva de gandaia A fé me levanta E me serve de escada Eu deixo o ferro O escudo e a espada E da sacada ainda posso ver Insanas mulheradas Descendo de míni saía O céu escureceu E tantas estrelas eu vi brilhar Mas o destino era sempre breu E só o amor pôde me guiar Eu te dei mil abraços E também beijos roubados Depois cortei um dobrado Quando eu resistir E me vestir de palhaço A minha vida sempre foi Um samba de lata E só o amor me convida Pra correr e cair Nos braços dessa mulata A minha sina sempre foi Correr, cair e levantar Fumar um cachimbo e rezar E depois me embrenhar pela Mata Mais longe quis andar e sumir Nas curvas que o vento faz Por ai E quando a saudade apertava Eu te mandava lembranças Por um sinal de fumaça Aonde eu vou não tem caminho É eu quem faço a minha trilha E é sempre feita com carinho Pra receber as maravilhas É muito pouco o que eu sei É quase nada eu ja nem lembro Se um dia eu já fui rei Foi no fim lá de Dezembro Quando a estrada ainda era calma E a alma ainda era tudo Pra vida a gente batia palmas E de dor não se falava no mundo A vida cobrava tão pouco da gente E a amizade era tão natural Só quem viveu É quem sabe, quem sente Que o peso da luta era tão normal A gente deitava Ali nas calçadas Contando as estrelas E ouvindo piadas E quem por ali passava Achava muito engraçado E acabava do nosso lado Contando histórias E dando risadas Pois o mundo era ali E o medo eu não via Não tinha moto Não tinha halli Não tinha os bêbados Á nos iludir Não tinha grito Não tinha berro Não tinha choro Não tinha vela Não tinha agouro Não tinha remela Não tinha cachorro Não tinha gamela Não tinha pato Não tinha prato Não tinha prata Não tinha ouro Não tinha rato Não tinha besouro Nem carrapato Nem tinha touro Não tinha lata Não tinha leite Não tinha nata Não tinha azeite Não tinha pão Não tinha queijo Não tinha cão Não tinha beijo Não tinha você Não tinha desejo Não tinha sofrer E não tinha morrer.

Eterna Paixão Pelo sim, Pelo não
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Eterna Paixão Pelo sim, Pelo não Estou com você E não abro mão Haja o que houver Eu posso até sofrer Mas guardarei Você No meu coração Como quem guarda No jarro uma flor E mesmo que o espinho Te causa alguma dor ela sempre serar A sua eterna paixão E há sempre a espera De um novo botão Que brote o amor A ternura e o perdão E que sirva de alimento A toda e qualquer ilusão Desde a alma de um pecador Até a calma de um pescador Quando o breu da noite chegar E o brilho do sol acordar Menina, moça e rapaz Tão cedo irão despertar O sorriso é um enorme portão Que brilha em faísca na multidão O amor é a chave Para abrir qualquer porta Em todo sentido Em qualquer direção.

Ócio Pra um sol bem quente Eu uso um chapéu
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Ócio Pra um sol bem quente Eu uso um chapéu Pra minha dor de dente Eu olho pro céu Pra meus amigos Eu mando lembranças Pra meu bem querer Um pote de mel Eu faço da vida Uma linda resenha E exponho tudo Aqui no papel Eu mostro a beleza Do teu sorriso E encontro a certeza Do meu paraíso Amar tudo ali É muito mais que preciso É quase sagrado por ser precioso E se é pra correr apressado Eu já nem saio do lugar Minha vida é andar devagar E sempre cheguei lá do outro lado Onde a luta começa E a glória termina Onde implora a menina E te faz promessa Onde o campo é minado E a virtude regressa.

Os Olhos Da Noite A noite me consome Como o vicio e o cigarro
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Os Olhos Da Noite A noite me consome Como o vicio e o cigarro Eu me perco nessa fome Preso dentro do carro A noite me paralisa E só o medo parece fazer sentido A vida parece tão curta e mais lisa E meu coração tão duro e partido Os olhos da noite me cega E também me apavora Quando a menina chora E o menino escorrega Os olhos da noite me contam Segredos que a vida te esconde E as coisas que elas aprontam Só o breu da noite responde.

Dissabor Cada um tem sua história Pra contar
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Dissabor Cada um tem sua história Pra contar E seus motivos Pra sorrir ou chorar Cada um sabe da dor Onde sente E seus motivos Pra lutar e seguir em frente Cada um veste o medo A que lhes foi dado Como a certeza da morte Que um dia foi marcada Cada um sabe da fome Que por vezes tem passado E quando chega a madrugada Parece que ela some Não sei se é de tanto frio Ou é de tanto ter guardada Cada um sabe o limite Da sua fúria E até que ponto vai A sua lamúria E quando a loucura acabar E a tua lucidez Despertar de vez O teu limite vai acabar E a nossa amizade também Pois você foi sim muito além E por vezes tem me machucado Em todos queria por um fim E como eu não era ninguém Pensou até em ter me matado Mas eu sou um sobrevivente E quero matar o passado Que insiste em fazer presente Aqui preso dentro de mim.

Eterno Amor Hoje o teu silêncio, Gritou mais alto no meu coração
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Eterno Amor Hoje o teu silêncio, Gritou mais alto no meu coração E foi tanta dor e emoção Ao lembrar de você,do nosso amor E da nossa União Hoje o teu silêncio, Gritou mais alto no meu coração E foi tanta dor e saudade Ao lembrar de você, do seu calor E da nossa amizade Mas tanta força tem a minha fé Que apesar de tudo Eu me considero Um cara sortudo Pois ainda me restou alegrias E razões que me mantém de pé Hoje o teu silêncio, Bateu mais forte Aqui no meu peito E ao lembrar de você Eu sentir bem fundo Essa tua ausência Desde o meu lado esquerdo Até meu lado direito Pois sem você nessa vida Me falta um pedaço E isso é quase um defeito Hoje a tua presença Se fez Real no meu pensamento E foi minha sentença Não ter um ideal Em seu lugar Só dor e tormento Pois a tua lembrança Estará sempre viva E por toda a minha vida Há de me acompanhar Desde a pista de dança Até o cantar de uma diva Pois lembrar de você É um sonho real Vou cultivar pra sempre Esse meu sentimento Porque me faz tão bem E é tão natural Lembrar de você É como ler um bom livro E jamais se esquecer É viajar no tempo Dessa nossa história Chamada de amor Entre eu e você.

À Primeira Vista Já eram meio dia E eu quase sem alegria
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À Primeira Vista Já eram meio dia E eu quase sem alegria Foi quando eu te encontrei E você me deu um sorriso Aquilo alegrou a minha vida E fez eu ganhar o meu dia Foi quando eu acreditei Que de fato o amor existe E me fez um bem danado Pois amar e ficar apaixonado Fez o meu dia deixar de ser triste Não sei se foi o acaso Ou o destino quem deu a pista Eu só sei que foi amor E foi amor à primeira vista Desde então eu não te esqueço E a cada dia eu só enlouqueço É como querer ir pra lua E saber que é difícil esta conquista E mesmo assim eu te procuro Em cada rua, em cada canto E mesmo difícil eu não desisto Eu vou do fim até o começo Pois não há mundo escuro Sem pedra nem tropeço Porque amar é um encanto E você coisa de Cristo.

Monumento Com seus olhos de Luz E a sua boca de vidro
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Monumento Com seus olhos de Luz E a sua boca de vidro Com seu corpo macio E a sua pele morena Você me conduz E me causa arrepio E faz minha vida Ficar mais serena Com seus olhos de mar E a sua boca de amar Eu me perco na fome E na vontade de beijar Os seus olhos são a brisa E o seu corpo um encarte Você é uma obra de arte Num estilo Monalisa O seu corpo é a margem Tudo ali à seu tempo É uma linha imaginária De qualquer pensamento A sua boca é um oceano Que desagua em mim Todo sentimento Cada dia, cada ano Colorindo a vida e toda paisagem E com sua beleza Se faz monumento O seu corpo é uma fonte De fortaleza e prazer E toda água ali eu quero Pra tomar banho e beber E todo bem ali eu espero Que te próspera e faça viver E que tenha um monte de amigos Que sejam a ponte entre eu e você Que estejam firmes e fortes na luta E nunca deixarão Essa ponte descer.

Felizes Para Sempre Nos eramos todos felizes Felizes até não saber
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Felizes Para Sempre Nos eramos todos felizes Felizes até não saber E tudo o que tinha á sua volta Achava tudo tão pouco Mas um dia a vida fez tudo perder Foi quando começou a sua revolta E agora se comporta como louco E até a sua alma Já quer vender Felizes para sempre A gente já nasce assim Mas nunca fica contente E nunca agradece o teu sim Viver é felicidade E isso já basta pra mim Vaidade é pura loucura De quem procura outro fim Felicidade a gente faz E não espera alguém trazer Pois todo mundo é capaz De inventar o próprio prazer Felicidade é a nossa herança Por tudo que se vive, Que se pede, que se alcança Tá na luta da manhã Que sobrevive na lembrança Tá na gruta Tá na aba E nos olhos da criança E quando tudo acaba Felicidade ainda tá lá No espaço do recruta E no compasso dessa dança Felicidade tá veia Tá na ceia,tá no sangue Ela tá no corpo da sereia E quando vem É sempre em gangue Felicidade tá no ar Dançando salsa e merengue Felicidade quer também Qualquer um sem perrengues É quer alguém Que também saiba amar Felicidade é qualquer coisa Basta só a gente acreditar E tudo que é ruim Cabe a gente transformar Em sonhos bons e tão reais É só a gente permitir Dias melhores e legais Por aqui vão surgirem Basta você se decidir E abraçar todos que vierem Como se chegassem hoje E amanhã fossem partir.

Os Olhos Da Cigana Minha vida é uma ciranda Sempre escrava de quem manda
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Os Olhos Da Cigana Minha vida é uma ciranda Sempre escrava de quem manda Me crava no peito uma espada Aqueles olhos da cigana Pois de boba não tem nada E aquela boca não me engana Minha vida é uma ciranda E sempre estar na corda bamba Sempre escrava de quem manda E quando eu pulo nesse fogo É como parte de um jogo No lugar que não tem samba Minha vida é uma ciranda Uma cidade enfurecida Me dar voz de prisão E faz eu beber formicida Sempre escrava de quem manda Esses olhos da cigana Que são como duas espadas No meu pobre coração.

Ancestral Chegou veloz como o vento Assim meio que de repente
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Ancestral Chegou veloz como o vento Assim meio que de repente Atracou na garupa do passado E disse, toca pra teu presente Ele tinha a cara de assustado E também de um homem valente Chegou assustando a primavera E os olhos triste daquela boneca Deixando de lado Toda e qualquer quimera Atracado á minha soneca É quando tudo parece um fardo E o meu canto já se encerra Chegou como nunca se viu E partiu como nunca chegou Atracado á meu paladar macio E o seu corpo não me agasalhou Chegou como uma barata tonta Como se estivesse no cio Por capricho ela só apronta E o seu olhar logo me abandonou Chegou, Como a imensidade do mar E foi embora na velocidade De um vôo Atracado á intensidade do ar E por ruindade Aqui nos deixou Chegou como se quisesse mais E rezou como se estivesse em paz Cantou quando queria xingar E se enfezou Quando quis se vingar Chegou pelas beiradas Assim como quem vem só espiar Fingindo não querer nada Mas o seu olhar é de arrepiar Sua boca parece uma escada Onde a minha já quer se atracar.

A Resposta De Um Silêncio O silêncio me ensinou Ter respostas pra tudo
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A Resposta De Um Silêncio O silêncio me ensinou Ter respostas pra tudo Desde o milênio que passou À essa geração sem estudo Não se constrói uma nação Só com braços no ar E pernas no chão É preciso que haja Um pouco mais de cintura Se quiser alcançar E chegar à sua altura É preciso que haja Um pouco mais de perdão E sobretudo Um pouco mais de doçura Liberdade é fundamental Pois é ela quem faz O nosso corpo dançar E esconder a nossa loucura É preciso que saiba Que todo mundo é igual E sobretudo que haja Um pouco mais de compaixão Pois é ela quem traz esse amor Que invade o seu coração Como a notícia que dar no jornal E a beleza que traz uma flor.

Dom Todo mundo Tem um dom
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Dom Todo mundo Tem um dom E sempre da voz Pra aquele que não tem som Todo mundo Tem um dom E há de pintar Essa vida de verde Em vez de marrom Todo mundo Tem um dom E isso não é nada comum Não é estranho E nem pra ter medo Pois ele é só mais um Á apontar o dedo Mas no fundo também Acha isso tão bom Todo mundo Tem um dom E com ele há de ir mais além Destacando-se na multidão Feito uma mulher Que se encantou por alguém Quando ela chega Te acenando a mão E com a boca pintada de batom.

Intuição Intuição vive assim Dentro de mim a cantar
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Intuição Intuição vive assim Dentro de mim a cantar Como quem esquece o sim E o passo não sai do lugar É como se alguém Já nascesse no fim E um anjo descesse do alem Pra me libertar Intuição vive assim Dentro de mim a rezar Como quem reza pra mim Encontrar os caminhos do mar Intuição vive assim Esperando o dia raiar Antes que o destino te leve Pra cantar em outro lugar Intuição vive assim Dentro das minhas loucuras Onde a inspiração faz assim Me deixando lá nas alturas Intuição vive assim Dentro de mim a correr É como se faltasse um pedaço E no vazio ele viesse pra preencher Devagar e sem fazer barulho Como se tentasse esconder No fundo ele é sempre sozinho Jogado em qualquer borralho Como se ali fosse o seu ninho Deitado numa cesta de alho Como se quisesse esquecer Que pouca intuição assim É como se fosse migalhas Pra quem vive na perdição E não soube usar a navalha Apontando pra qualquer direção O corte cego que vem da muralha E por vezes aqui assim Sempre atrapalha Intuição vive deitado E o destino é sempre no chão Com os pés amarrados Como se fosse uma calha A passar por ali Toda água da chuva Pra molhar a terra E matar a sede do sertão Intuição é liberdade É vida nova pode crê Ela preza a igualdade E isso em mim já pode ver Ela alimenta felicidade E em cada passo alguém me acha Sempre em dia com a verdade Pois cada passo é como marcha Que se desfila na cidade.

Eu Gosto Muito De Você Eu gosto de você Mais do que alguém possa gostar
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Eu Gosto Muito De Você Eu gosto de você Mais do que alguém possa gostar E eu penso sempre em te ver Pra tudo isso poder te falar Eu gosto de você E não seria eu se não fosse assim Pois outra maneira de gostar Aqui não vai ter E se não for desse jeito Não conheço outra razão Pra não ser o meu fim Se eu esconder essa paixão E só em segredo te amar Eu gosto de você Como quem gosta E não sabe de que É como alguém que chora E não sabe por que Quando eu venho lá de fora E o meu desejo quer repousar Mas só em teu peito ele encosta Como quem sabe vestir Mas só uma roupa gosta de usar Eu gosto de você Como quem gosta E não sabe pra que É como quem conta uma história Mas um bom livro Não sabe escrever Que possa expressar O meu sentimento Guardado em segredo Dentro de mim E a cada dia vivendo a crescer É como olhar adiante E não ver nada de estranho É como acender um farol E tudo que era perto Agora é distante Como o sol atrás das montanhas A me olhar com um sorriso incerto Parecendo ser de estanho Com um lindo corpo Que me assanha E um desejo que me aperta Eu gosto de você E gosto mais ainda Quando estar perto de mim Com esse seu jeito sincero De falar e não se esconder Pois sabe ser fatal E tudo que diz pode escrever Você me faz ser normal Um verdadeiro aprendiz Você é tão legal Tudo que eu sempre quis Já não quero te perder Você é tão natural Eu gosto tanto de você Que já não dar mais pra medir É coisa que não dar pra esconder E pra um coração só iludir Você me completa E faz eu ser quem eu sou Você é o meu guia Meu sinal de alerta E essa sua alegria Me faz enxergar O caminho onde vou Aqui ou em qualquer outro lugar Se com você eu estou Já sinto no peito o amor flutuar.