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Frase de valdenir de lima oliveira

Recôndito Somos feitos de sonhos E de uma certa magia As vezes parecemos bisonho Mas é só por não ter alegria Somos bicho do mato Metade do mundo acabado Sentindo se abandonado Como se fossem um rato As vezes me falta alegria Por isso não mostro um sorriso Fugir com você me parece preciso É a liberdade que eu mais gostaria As vezes eu sinto a loucura Querendo sempre me rondar É como quem roda um peão E sente o mundo apressar Depois me deixa cambalho Caido de cara no chão Somos o bicho da seda Que tem bico e que tem sede Somos o rio e a rede O frio, o nicho e a parede Somos a lógica do desprezo E a mágica da tristeza Que invade essa vida Em uma enorme correnteza Somos o gelo E o elo desse grão Que deixou tão amarelo O meu pobre coração Você que nem sabe E nem sente o que eu sinto E quando me olha Eu finjo que minto Pra não ter que encarar Essa vontade que tenho De te amarrar pelos cantos E segurar pelos dentes Somos um beco sem saida E um jornal sem notícias Sem normas e sem malicias Somos um boteco sem bebida Vivo esperando a coragem De um dia poder te falar O que vive preso em mim Aqui sempre a engasgar E quando eu te falo bobagem Eu sinto as horas passar Mas vem sempre a voragem Em tudo que tenho pra mostrar E me deixa sozinho outra vez Aqui sofrendo calado Com um sentimento guardado E se valendo por dez Mas nunca acaba de vez E por vezes tem me afogado.

valdenir de lima oliveira

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Pensador.com

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Afeição É começo de amor É novo dia chegando, É mais um no corredor Se apaixonando, Eu vejo ventar E venho jantar, A noite padece E carece de amar Eu abro a janela E assisto a novela, Pois a vida lá fora Ela é sempre mais bela.

A Água Bela,singela Assim ela revela
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A Água Bela,singela Assim ela revela Vida,alegria Manto e fantasia Cor,maresia Sonho e ventania É a gota da vida pingando É a rota vivida findando É a ponte perdida voltando E o passo seguinte buscando É tudo que não pode faltar É fonte que não pode secar.

Madrigal Escute essa manhã Olhe bem esse sol
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Madrigal Escute essa manhã Olhe bem esse sol Tenha toda a manha Com essa luz no chão Beba esse vinho E coma esse pão Abrace esse tempo E tudo o que há Por dentro Com essa paz, Essa glória e Esse vento Deite,role e amoleça Até que a noite apareça E te traga mil estrelas Que te afaga e adormeça.

Avenida Brasil Foi na avenida Brasil Que a história se deu,
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Avenida Brasil Foi na avenida Brasil Que a história se deu, O mundo vinha de longe Chegou ali e cresceu Tem gente de toda maneira, Tem carro em toda ladeira, Tem gringo e tem correnteza Tem bingo e muita tristeza É um choro, Um abraço, Um adeus É a lacuna e você outra vez É vida,ilusão Se perdendo na pista É fator em ação Interrompendo conquistas É uma gente com pressa Sem promessa de paz, É uma gente incapaz De um gesto de calma Sem trégua e sem alma Já entregue ao acaso Nesse árdego caos Onde a fúria é capaz Com essa força bruta Há habitar sem paz.