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Frases de valdenir de lima oliveira

174 frases

O Seu Corpo Moreno Eu não sei qual é a sua Mas eu me assumo
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O Seu Corpo Moreno Eu não sei qual é a sua Mas eu me assumo Ser todo seu O seu corpo é o meu consumo E quando estar perto do meu Ele logo se insinua Esse seu corpo moreno Que é tão esplêndido E todo esbelto E também nada pequeno Eu vejo quando estar despido E imagino ter você De uma vez por completo Quando eu te vi sair do banho Numa tarde bem gelada Aqui dentro de mim Alguma coisa veio á lanho Eu queria ser aquela água Que pingava do seu corpo E deixava os seus cabelos Com aquela camiseta Que vestia toda molhada.

Caminhos Da Escola Escondam a coca-cola Da boca desse menino
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Caminhos Da Escola Escondam a coca-cola Da boca desse menino E mostrem pra ele O caminho da escola Se ele não quiser Passar a vida inteira No sinal pedindo esmola Leia o jornal pra esse menino Pra que ele entende A verdade profana da rua Fale pra ele desse cruel destino E que amanhã Essa mesma manchete Também pode ser sua Dê pra esse menino Lápis e papel Antes que o destino Vem e te faça réu No breu malino Desse aranha céu Mostre pra esse menino Que esse mundo tá cheio De homem mal E se te pegam na rua Em vez de estar A brincar no recreio Já é chamado de marginal E o que te acontece depois Eu até receio.

Essas Mulheres Essas mulheres guerreiras Que geram vidas
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Essas Mulheres Essas mulheres guerreiras Que geram vidas Como quem giram em torno De qualquer brincadeira E por serem tão atrevidas Elas são capazes De gerar um filho por semana Uma vida inteira Essas mulheres te incendeiam Com aquele seu fogo ardente Elas se permeiam Entre o seu corpo Feito uma serpente Depois elas te desnorteiam E bagunça com a sua mente Creia você ou não Ela é a mais inteligente E com toda sua tentação Ela é a mais exigente Essas mulheres sabem das coisas Que você também devia saber Mas por elas serem tão atrevidas De você elas tiraram esse poder Com aquela sua lábia maldita Que você também devia entender Pra nunca deixar se levar Ou ser enganadas por elas Pois uma mulher erudita Na lábia há de sempre ganhar E o jogo há de sempre esconder Essas mulheres De lenço na cabeça São as mais perigosas Elas nunca pedem licença Pra que um dia a gente te esqueça Mas sempre perdem a decência Com aquele jeitinho dengosa Querendo que tu enlouqueça E pague por elas Qualquer penitência.

Eu E Você Vamos misturar A nossa loucura
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Eu E Você Vamos misturar A nossa loucura Pra ver quanto tempo A gente se atura Vamos misturar Os nossos pecados Como quem mistura o recado Na boca de qualquer criatura Vamos misturar Os nossos olhares Pra ver quem mais longe Consegue enxergar A beleza que faz o céu E a certeza que traz o mel Pra aquela nossa doçura Lembrar de um beijo seu Quero ver uma flor no jardim E nada de dor nessa vida E que o amor não seja esse fel Cruel feito armadura Quando tudo chega no fim E aflora a nossa candura Troca o não pelo sim Declarando sua despedida.

Domingo Ensolarado Faça de mim Um domingo ensolarado
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Domingo Ensolarado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Essa ordem o meu fim Acordar de manhã na bandeja Ou na mira de algum soldado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Esse não confuso do sim A se esconder no copo de cerveja E acordar de manhã do seu lado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Esse um querer sem estar afim Á se arrepender numa peleja Por tudo que se tem guardado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Esse qualquer jardim Pra que você veja E sinta também amado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Esse qualquer jasmim Á que se corteja Quando estar apaixonado Faça de mim Um domingo ensolarado E que não seja Esse qualquer latim Á dificultar o que se deseja Como um fio de linha enrolado.

Exagerado Dizem que eu sou exagerado Mas eu quero ver quem não é
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Exagerado Dizem que eu sou exagerado Mas eu quero ver quem não é Deixa ficar apaixonado Pra ver se não beija Até os seus pés Exagero é o que se sente Verdade é o que se representa Nada te faz ficar contente E a vontade só aumenta Daí é que vem o exagero Em querer te mostrar Um pouco mais As vezes parece loucura E já não dar mais Pra olhar pra trás É um certo mal que não tem cura E um bem que não acaba mais Exagerado eu sei que sou E pra sempre assim vai ser O mesmo caminho que eu vou Há de ser com você Sou exagerado pode crê E só quem sabe é quem já amou Eu sou exagerado E não tenho outra razão Pra não ser assim Parece ser engraçado Mas não se brinca com o coração Porque razão ele tem pra te amar E motivo também pra sofrer Quando um amor chega no fim E o coração é despedaçado.

Atitude Já é o que se foi Já foi o que se faz
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Atitude Já é o que se foi Já foi o que se faz Agora acabou E não tem como voltar atrás Muita gente ali dançou Tentando um dia ser feliz Mas pra isso acontecer Tem que rebolar um pouco mais E tentar fazer de uma vez O que sonho nenhum desfaz Por isso eu entrego nas mãos A chave do mundo ao destino Pra ver do que o menino é capaz E se ele tiver um bom coração Não serar jamais um cretino Todo amor ele há de doar E se precisar ele até refaz.

Acaso No acaso não me cabe Apontar o dedo ou julgar
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Acaso No acaso não me cabe Apontar o dedo ou julgar Pois quem veio pode voltar cedo Mas também pode ficar Pois o acaso nunca sabe Quem veio pra lutar E se não luta é porque acha feio Ou talvez porque morre de medo E pra não derrubar Ele pisa logo no freio Evitando deixar no chão Tudo aquilo que o arreio Um dia não conseguiu segurar Quando veio correndo E não segurou o rojão Tremendo feito vara verde E quase pifou o coração O acaso me persegue E eu finjo que não percebo Pois a vida é um reggae E o que ela der eu recebo Porque assim como a vida É sagrada É sacramentado á ela Também o ocaso.

Grão Tudo é um grão A vida, o amor
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Grão Tudo é um grão A vida, o amor E o dragão Do pão ja nem se fala Pois pra comprar sempre me falta No bolso algum tostão Tudo é um grão A paz, a flor e a compaixão O medo que aflora E com o tempo vem o perdão Aqui agora é assim Quase tudo vai embora Até o ladrão Que entrou no seu jardim Pra roubar essas amoras E saiu bem devagar Porque tudo estava no fim Tudo é um grão Até a chuva quando cai E molha bem esse chão Pela porta a gente sai E entra alguém no coração É quando se conhece o amor E não sabemos mais o que fazer Se a gente fica Ou se a gente vai E fica assim dividido Entre a razão e o prazer O tempo é um grão Que garoa no telhado Quando a gente corre pra estação E não ver ninguém do seu lado E quase morre de tédio Tão louco e desesperado Com medo de perder a ilusão Quando tudo estiver acabado E até na farmácia Não tiver mais remédio Pra curar a tua solidão Quando estiver apaixonado.

Televisão A televisão sempre veta O que os olhos
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Televisão A televisão sempre veta O que os olhos Da gente quer ver Porque está sempre alerta E toda verdade tenta esconder A televisão sempre teima Com a verdade nunca mostrar Todos os papéis ela queima E os rastros tenta apagar A televisão sempre deixa Você imaginar o que quiser E enquanto ninguém se queixar Há de aceitar o que vier E assim pra sempre vai ser Se você nada disser A televisão sempre se enjoa Quando eu não faço o jogo dela Ai é que a mentira quer voar E arrancar o couro da goela A televisão sempre deixa Uma voz calada em algum lugar Com tantas perguntas Sem respostas Bailando soltas no ar Tantas propostas Vivendo ali juntas Num faz de conta Ou deixa pra lá A televisão me envergonha E logo eu já passo mal Ela tira a alegria de quem sonha E acha tudo muito normal No final só ela quem ganha E acha que ninguém é igual.

A Vida E A Morte Porque a vida É mais curta
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A Vida E A Morte Porque a vida É mais curta Que a morte? Se as duas chegaram Juntas no mundo Uma mostrando Que viver é uma sorte E a outra querendo Provar que é mais forte Por quê a vida É mais curta Que a morte? Se as duas chegaram Juntas no mundo Uma te furta Quando vai embora Deixando por dentro Um profundo corte Por quê a morte É mais certa que a vida? E se viver é uma sorte Ela tem andado meio destraida Porque a estrada já nasceu torta E a vida uma grande iludida Por quê a morte É mais certa que a vida? E se viver é uma sorte Por quê existe a despedida? Se o amor já nasceu pobre E o coração uma grande ferida Mais cedo Ou mais tarde A sua alma descobre E não precisa estar despida Nem ser ela assim tão nobre.

É Você É você que vem só Todo dia aqui me ver
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É Você É você que vem só Todo dia aqui me ver Dar um nó em minha vida E me faz enlouquecer É você que eu nem vejo Pois é feito fumaça E quase virando pó Eu me atolo no seu beijo Mas é só em pensamento Feito pé a se atolar no brejo Me fazendo até pensar Dia e noite em casamento É de você que eu tenho dó Por ser assim uma mulher de aço E ter no peito um coração de jiló À me prender no seu abraço E a nunca dar um ponto sem nó Você me rodopia E me faz perder a noção do tempo Me faz crê na utopia Acendendo em mim um lamento Quando cruzou o meu horizonte Com luzes de néon raiando o dia Enfeitiçado era a água da fonte E enfeitado ficou a nossa moradia Você me amarrou pela boca E me levou pra sua vida Quis arrancar o meu couro E usou o seu corpo no meu Como se fosse água fervida Você roubou o meu olhar E me fez correr apressado Da boca saia faíscas E do coração Um amar sem pecado Mas uma corrente Amarrava os meus pés E uma paixão em mim Atracava feito serpente O amor é como um robô Que sonha correr desimbestado E você que saia na frente Pra ver do que ele é capaz Pois todo amor assim E quase feito um complô Ele já quer correr pro jardim E de lá te trazer uma flor Com um lindo sorriso nos dentes Carente precisando de amor O amor pode sempre esperar E devagar a gente chega lá Eu continuo onde estou E você é quem vive a me espiar Com aqueles olhos de lã Que faz o meu corpo arrepiar.

Permissão Que seja permitido viver Com a mesma força
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Permissão Que seja permitido viver Com a mesma força Que nos leva a morrer Com aquela mesma Intensidade do vento Com que cada folha cai no chão E é levada á um caminho A se percorrer Que não seja como uma força A se martelar em vão Porque eu tenho fome E não posso esperar Essa multidão Quero viver bem mais Do que eu preciso Pra te mostrar melhor O que é se viver com paixão Que seja permitido cantar O canto de qualquer ilusão Pra quando o meu sonho acordar Dispertar também o meu coração Que seja permitido voar Com as asas da imaginação E aonde quer que eu vá Que tenha sempre na fé uma mão Pra que ela nos sirva de escada Quando o meu peito se abrir E o coração dar risada Que seja permitida a loucura Quando for maior Que a nossa criação Pois a mesma luz Que clareia o destino Prevê também a nossa perdição Que seja permitido o amor De qualquer jeito Por qualquer pessoa E que ele seja livre Como o desabrochar de uma flor Em qualquer lugar Ou caminho onde eu for Que seja permitido correr E correr bem mais Do que se possa aguentar E quando sentir qualquer dor Que seja proibido parar E jamais saber o que é sofrer Que seja permitida amizade Por uma pessoa que se ama Que sonha e não é por vaidade Um dia leva-la pra cama Que seja permitida a verdade Em tudo que se esconde na fama Pois nem toda droga Vem da cidade E nem todo pé se atola na lama Que seja permitido dizer Com a mesma boca Cheia de dente E que não queira bancar a louca Pra morder o seu rosto E aquele couro dormente Quando o seu gosto Virar serpente E o mês de agosto Gerar semente Que seja permitido beijar E não compreender a sua mente Por que uma parte em mim É desgosto E a outra parte é contente Você pode até mudar de posto Mas jamais de continente E que seja comum o oposto Se for pra te ver sorridente.

Vida Nova Manhã clara de coragem Vida mansa na bagagem
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Vida Nova Manhã clara de coragem Vida mansa na bagagem Levo a paz, o amor e o mar E o que mais alguém me dar Já comprei até a passagem E já sei pra onde eu vou Já aluguei o meu lugar E sei muito bem quem sou Agora vida nova eu vou viver Cultivar novos amigos E respirar um novo ar Não é que estou tentando Me esconder É só porque não dar mais E se eu ficar aqui vou sofrer É um vida beirando o abismo Com muita festa na garagem Eu não sou plateia pra egoismo E pra mim isso é sacanagem Quem quiser pode vir também É só dar meia volta E me acompanhar Depois a gente volta Pra pegar o que sobrar E assim como tão curta É a nossa vida É tão pouco também O que a gente tem Daqui pra frente é vida nova E muita coisa a se sonhar É como a noiva a se casar E uma lua de mel A te esperar Daqui pra frente É sol e chuva Pouco sal E muita uva Mão que abre E te aperta Sem te parecer letal Pra não precisar de luva Não que eu seja um imortal Mas enquanto for possível Eu prefiro evitar essa curva Que fecha os meus dias Como quem fecham Os meus olhos E não se dar conta dessa covardia Que fazem os meus sonhos Ficar turvo Numa insana maestria Deixando eles caolhos.

Uns Braços Há uns braços Querendo mais
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Uns Braços Há uns braços Querendo mais Que alguns abraços Pedindo corda em vez de laço Pra atracar um coração Que vive agora em pedaços Há uns braços remando Sempre contra a maré E uma boca implorando O beijo daquela mulher Há um delírio no seu olhar Se alimentando com as mãos Em vez de colher Há um colírio tentando cegar Os olhos dessa ilusão E tudo que é sonho da gente Tentando pra sempre tolher Há uns braços Querendo tocar o céu E se lambuzar no seu peito de mel Mas muitas vezes parece de aço E quer abusar de mim Um gosto estranho de fel Há uns braços Decretando o meu fim Sentado num banco á direita Julgado como se fosse um réu Trocando o não pelo sim Á me condenar nessa seita E deixando perdido ao léu.

A Ponte Por cima daquela ponte Muita gente tem passado
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A Ponte Por cima daquela ponte Muita gente tem passado Eu só não sei o que se passa Pra tanta gente ela ter suportado Não é pelo peso da roupa Quando a mulher vai pra fonte Nem pela barriga cheia Do menino que come a sopa E depois enche os bolsos Com pedrinhas lá do monte É pelo peso lá da cúpula Que nos obriga e nos ocupa Deixa a mente encabulada E por quase nada faz intriga Quando esses pés pisam na ponte Eu não sei porque ela não desaba Talvez porque ela seja tão forte Ou esse mundo nunca acaba Não sei se chama isso de sorte Ou de grande sina macabra Que nos faz berrar até a morte Como se fosse uma cabra Por tudo isso eu já não sei Como essa ponte suporta Tantos pés á inibir essa lei Como quem chuta uma porta Com tanta força amarrada Presa á nossa revolta Com tantos pés na enxurrada Implorando quem solta.

Forasteiro Chegou na cidade Um estranho forasteiro
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Forasteiro Chegou na cidade Um estranho forasteiro Ninguém sabe de onde ele veio E qual seria a sua idade Ele tinha um sotaque rasteiro E no seu olhar uma certa maldade Parecia esconder de todos Uma grande verdade E veio cantar de galo Logo no meu terreiro Chegou na cidade Meio assim de repente Parecia que cometeu Alguma atrocidade E veio pra cá Esconder a sua mente Forasteiro de cara amarrada E coração valente Diga logo quem é você, camarada Ou vá procurar outro batente Eu não te conheço Nem você é meu parente Você ver tudo ali Mas nada que ver é meu Eu ainda sou o mesmo começo De uma estrada que se perdeu E se na sua vida aventureira Cada passo é um tropeço Vá buscar em outro lugar O que a sorte te escondeu Pra que faça dela um bom lugar E um outro recomeço.

Subserviência O que a gente faz O que a gente pensa
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Subserviência O que a gente faz O que a gente pensa Quando o sonho traz E a gente dispensa E o que fazer depois Pra durmir em paz Quando o arrependimento chegar E sem pedir licença Se acomodar entre nos dois O que a gente vai cantar Quando a missa começar Se até o padre foi se embora Porque cansou de comungar Ele pegou logo a sua estrada E foi tentar sorte em outro lugar Porque cansou De casar aos outros E não lhe sobrava nem risadas O que a gente faz Ou deixa de viver É problema de quem nasce E um dia tem que morrer Talvez você É que não conhece o seu lugar Pois esquece no fogo o seu doce E do meu vem se lambuzar.

A Minha Metáfora Eu uso a minha metáfora Pra gritar o que tá errado
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A Minha Metáfora Eu uso a minha metáfora Pra gritar o que tá errado Pelos olhos de quem chora Com um suspiro quase berrado Pelo atraso da hora Nesse caminho cruzado, E quando te disseram vão embora Partiram sem olhar pro lado Eu vi que chegou a minha hora Quando os meus pés se viram atolado, Mas eu vi que tu chegou agora E alguém já te esperava de cá Como se não houvesse demora E uma força te arrastasse pra lá.

Rota De Colisão Você é a visão mais certa De tudo que continua errado
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Rota De Colisão Você é a visão mais certa De tudo que continua errado Eu percebo isso quando a minha mão você aperta, É como se o destino fosse uma linha E junto à você eu nascesse amarrado, Você é a visão mais maluca Que me deixa maluco também Como quem caduca E não sabe de fato o que vem Preso nessa arapuca De lucidez covarde que tem Você é a visão mais cega De tudo que não quer enxergar É flor que não espera quem rega Porque acha que a chuva É quem pode molhar, Sua visão nunca ver reta É sempre perdida numa curva Sua luta é me confrontar Como se a estrada fosse sempre turva, E visão nenhuma pudesse enxergar Você é a ilusão perdida Onde ninguém pode mais encontrar É o olhar da despedida Como se nunca mais fosse voltar É casca da mesma ferida E só quem guarda sabe e sente É que sempre pode chorar.

O Jogo Da Serpente Eu quero te esperar É da próxima vez lá na frente
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O Jogo Da Serpente Eu quero te esperar É da próxima vez lá na frente Quando a sua corrente quebrar E tudo que é bicho Também virar gente, Que as vezes é preciso chorar Pro sorriso nascer de repente Então eu vou te contar Pra saber o que a gente sente, Quando somos deixados pra trás É como se atirassem pra nos matar E a mira não fosse tão rente Apagando o rastro lá atrás Pra nunca ninguém notar Que a gente não vive contente, Mas um dia eu ainda espero por paz De quem veio só pra somar Com atitudes coerente E que a luta também é por amar Pra acabar esse jogo de serpente Que não te dão voz E nunca te deixa voar.

Enigma Por que será que todo assassino um dia acaba virando evangélico? E se Deus é a salvação para quem mata,
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Enigma Por que será que todo assassino um dia acaba virando evangélico? E se Deus é a salvação para quem mata, Qual será então a solução para quem morre? Se quem mais conhece de dor é a família que perde e nem por isso mudam de religião, Porque simplesmente acreditam num mesmo Deus, Aquele que diz salvar a vida de quem tira, Mas nunca quis trazer de volta a vida de quem vai.

Ditadura Eu fiquei preso na sua ditadura Que na terra insistiu em voltar
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Ditadura Eu fiquei preso na sua ditadura Que na terra insistiu em voltar Arrancando os olhos de qualquer criatura Que a boca insistisse em falar, Como se não houvesse ternura E nunca aprendesse a amar, Agora eu sobrevivo com a minha loucura E já não dar mais pra alguém me calar Eu não vejo mais flores no campo Nem gente cantando alegre nos bares, Na boca agora tem um grampo Calando a voz desses rapazes, Mas a minha voz não se cala Enquanto nesse mundo Ainda houver cartazes, Onde possa colar Calando a boca de quem me atrasa Eu vou subir a rampa do morro E olhar na cara desses capatazes, Que apesar de tudo querem me esfolar vivo, Como se eu tivesse medo E fosse cair no choro Eu não vejo mais você Do mesmo jeito que eu via antes Você atrasou o meu viver Nessa terra de gigantes Me obrigou a querer morrer Com a sua tromba de elefante Quis lutar e aparecer Agora engula os seus desplante.

Efeitos Poéticos Tá na hora da minha poesia Começar dar nome aos boi
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Efeitos Poéticos Tá na hora da minha poesia Começar dar nome aos boi Poder tocar na sua valentia E saber até que ponto mais ela dói, Na mesma circunstância que a tua rebeldia E no mesmo teor que ela corrói Tá na hora da minha poesia Começar dançar diferente Nem tudo é só alegria E nem sempre o que é bom É o que te faz contente Tá na hora da minha poesia Tocar nas dores do mundo Mexer na tua revelia E naquele corte profundo Pra depois ser anestesia Que congela sua dor lá no fundo Tá na hora da minha poesia Pegar a estrada ir embora Fazer versos pra Bia Porque de amor ela ainda chora Quando arrancaram a sua alegria E no seu lugar há tristeza agora.