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Frase de valdenir de lima oliveira

Odisséia Um pé na estrada E o outro de tocaia Esperando que a madrugada Lhe sirva de gandaia A fé me levanta E me serve de escada Eu deixo o ferro O escudo e a espada E da sacada ainda posso ver Insanas mulheradas Descendo de míni saía O céu escureceu E tantas estrelas eu vi brilhar Mas o destino era sempre breu E só o amor pôde me guiar Eu te dei mil abraços E também beijos roubados Depois cortei um dobrado Quando eu resistir E me vestir de palhaço A minha vida sempre foi Um samba de lata E só o amor me convida Pra correr e cair Nos braços dessa mulata A minha sina sempre foi Correr, cair e levantar Fumar um cachimbo e rezar E depois me embrenhar pela Mata Mais longe quis andar e sumir Nas curvas que o vento faz Por ai E quando a saudade apertava Eu te mandava lembranças Por um sinal de fumaça Aonde eu vou não tem caminho É eu quem faço a minha trilha E é sempre feita com carinho Pra receber as maravilhas É muito pouco o que eu sei É quase nada eu ja nem lembro Se um dia eu já fui rei Foi no fim lá de Dezembro Quando a estrada ainda era calma E a alma ainda era tudo Pra vida a gente batia palmas E de dor não se falava no mundo A vida cobrava tão pouco da gente E a amizade era tão natural Só quem viveu É quem sabe, quem sente Que o peso da luta era tão normal A gente deitava Ali nas calçadas Contando as estrelas E ouvindo piadas E quem por ali passava Achava muito engraçado E acabava do nosso lado Contando histórias E dando risadas Pois o mundo era ali E o medo eu não via Não tinha moto Não tinha halli Não tinha os bêbados Á nos iludir Não tinha grito Não tinha berro Não tinha choro Não tinha vela Não tinha agouro Não tinha remela Não tinha cachorro Não tinha gamela Não tinha pato Não tinha prato Não tinha prata Não tinha ouro Não tinha rato Não tinha besouro Nem carrapato Nem tinha touro Não tinha lata Não tinha leite Não tinha nata Não tinha azeite Não tinha pão Não tinha queijo Não tinha cão Não tinha beijo Não tinha você Não tinha desejo Não tinha sofrer E não tinha morrer.

valdenir de lima oliveira

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Afeição É começo de amor É novo dia chegando,
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Afeição É começo de amor É novo dia chegando, É mais um no corredor Se apaixonando, Eu vejo ventar E venho jantar, A noite padece E carece de amar Eu abro a janela E assisto a novela, Pois a vida lá fora Ela é sempre mais bela.

A Água Bela,singela Assim ela revela
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A Água Bela,singela Assim ela revela Vida,alegria Manto e fantasia Cor,maresia Sonho e ventania É a gota da vida pingando É a rota vivida findando É a ponte perdida voltando E o passo seguinte buscando É tudo que não pode faltar É fonte que não pode secar.

Madrigal Escute essa manhã Olhe bem esse sol
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Madrigal Escute essa manhã Olhe bem esse sol Tenha toda a manha Com essa luz no chão Beba esse vinho E coma esse pão Abrace esse tempo E tudo o que há Por dentro Com essa paz, Essa glória e Esse vento Deite,role e amoleça Até que a noite apareça E te traga mil estrelas Que te afaga e adormeça.

Avenida Brasil Foi na avenida Brasil Que a história se deu,
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Avenida Brasil Foi na avenida Brasil Que a história se deu, O mundo vinha de longe Chegou ali e cresceu Tem gente de toda maneira, Tem carro em toda ladeira, Tem gringo e tem correnteza Tem bingo e muita tristeza É um choro, Um abraço, Um adeus É a lacuna e você outra vez É vida,ilusão Se perdendo na pista É fator em ação Interrompendo conquistas É uma gente com pressa Sem promessa de paz, É uma gente incapaz De um gesto de calma Sem trégua e sem alma Já entregue ao acaso Nesse árdego caos Onde a fúria é capaz Com essa força bruta Há habitar sem paz.