Peso invisível Sou a filha que precisa ser presente,
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Peso invisível Sou a filha que precisa ser presente, a estudante que precisa saber tudo, a profissional que precisa acertar sempre, a esposa que precisa cuidar, a pessoa boa que precisa ser gentil, a dona de casa que não pode falhar. É uma dança incansável entre expectativas que nunca se esgotam, um ciclo que se repete entre paredes invisíveis. Há uma pressão silenciosa que me dobra, me torce e exige que eu seja tudo para todos, sem nunca me dar a permissão de ser apenas… eu. Não é o esforço que pesa, mas o constante peso de não poder largar. Eu só queria, por um instante, a leveza de não esperar nada de mim mesma, de não ter que carregar os olhares dos outros ou os julgamentos que me cercam. Um dia de liberdade pura e despreocupada, onde posso existir sem expectativas, onde não preciso ser perfeita, não preciso ser forte, não preciso ser mais do que sou. Apenas um dia onde posso esquecer esses papéis, onde a responsabilidade se dissolve no vento e sou apenas um ser solto no mundo, sem amarras, sem rótulos, sem pressa, livre de tudo o que pesa.