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Frases de Samia Lourena

51 frases

⁠A arte de ouvir Ouvir é uma arte, um ato de cuidado, Em cada palavra, um mundo revelado.
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⁠A arte de ouvir Ouvir é uma arte, um ato de cuidado, Em cada palavra, um mundo revelado. Quando o silêncio nos envolve o peito, Conhecemos o outro, no seu mais puro jeito. Ao ouvir mais do que a voz própria ecoar, A vida ensina a melhor forma de amar. Há muito a se aprender em cada conversa, Um universo vasto em cada alma imersa. De um gesto sutil, de um riso, um olhar, Conhecemos histórias, deixamos penetrar. Cada palavra é uma peça encaixada, Na construção de decisões mais ponderadas. Porque ouvir de muitos é ouvir a vida, É enxergar mais fundo, sem pressa, sem medida. Respeitar o que o outro traz em essência, Para que cada escolha tenha real consciência. Assim, quem ouve com o coração aberto, Sabe que o caminho se torna mais certo. É saber que as vozes são faróis de luz, Guiando a jornada que em nós se traduz.

⁠Odeio você Odeio você porque me faz sentir como se amar fosse um erro, uma ilusão.
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⁠Odeio você Odeio você porque me faz sentir como se amar fosse um erro, uma ilusão. E o medo invade, começa a consumir, enfraquece o amor, transforma em solidão. Odeio você por deixar exposto o que é meu, por me despir de certezas, por me rasgar em dor. Como se o nosso fosse um amor qualquer, como se o amor fosse prisão, fosse rancor. Odeio você, por deixar nosso amor tão vulnerável, instável, me pergunto se algum dia foi real, se foi verdade? Pois esse sentimento, embora indomável, tem a fraqueza de quem ama sem liberdade. Então odeio o que você fez, o que nos tornou, esse amor ferido, um campo de guerra. Mas odeio ainda mais o que restou, a esperança teimosa que, ainda, por você, espera.

O fim de um amor sufocado Era fogo, desejo, chama intensa, Um amor que queimava, vida imensa.
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O fim de um amor sufocado Era fogo, desejo, chama intensa, Um amor que queimava, vida imensa. Mas entre beijos, risos e olhares, Cresciam sombras, nasciam azares. Ele, com sede de vida e de estrada, Queria ser livre, alma desvairada. Ela, guardiã de um amor sem medida, Queria seu tudo, sua paz, sua vida. Ela, exigente, precisa e cruel, Ele, um vento leve, cigarro ao léu. Se amavam e riam, mas era assim, Como água e fogo, começo e fim. Veio o ciúme, a possessão sem freio, Ela o queria só seu, inteiro. E ele, imaturo, fugia da calma, Um amor em chamas, perdido na alma. A cada toque, o desejo crescia, Mas cada palavra, o amor se perdia. Ele, safado, sem rédeas nem pressa, Ela, em sua ira, cobrava promessa. Um dia a chama, que ardia infinita, Foi sufocada, calada e aflita. O amor ainda ali, mas preso e cansado, Como um pássaro em gaiola, enfim sufocado. Agora restam saudade e lamento, Memórias de um amor perdido ao vento. Eles se completam, mas já sem saída, São pedaços de amor, de outra vida. E assim seguem, cada qual no seu cais, Ele ainda solto, ela buscando paz. Um amor que ardia, mas não soube durar, Um fogo que um dia não pôde queimar.

⁠Entre a insegurança e o amor Na penumbra da casa, ela espera em vão, Ligações não atendidas, mensagens não respondidas. Olhos no celular, coração em aflição. Ele, caçador de emoções, perdido na rua,
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⁠Entre a insegurança e o amor Na penumbra da casa, ela espera em vão, Ligações não atendidas, mensagens não respondidas. Olhos no celular, coração em aflição. Ele, caçador de emoções, perdido na rua, Aventuras e sombras, sua mente insensata vagueia. O amor é profundo, mas a dúvida corrói, Ciúmes que crescem, como ervas daninhas, Enquanto ele busca, a adrenalina o atrai, Ela se pergunta: "Vale a pena essa traição dos sonhos que eu tenho pra nós?" Nos sussurros da noite, ecos de incerteza, O tédio que chama, sua cruel natureza. Ela se sente presa, entre o querer e o medo, Um coração apaixonado, mas em constante enredo. Ele volta, sempre com promessas vazias, Olhares furtivos, repletos de agonias. Ela sonha com um lar, onde a confiança é real, Mas a imaturidade dele transforma tudo em carnaval. Amor não é só chama; é também proteção, E no labirinto das dúvidas, ela busca uma direção. Se ao menos ele visse, que a verdadeira aventura, É ficar, é amar, e enfrentar a vida com ternura. Mas ele é vento, que não se pode segurar, E ela, um porto, que não pode esperar. Entre insegurança e paixão, um dilema triste, Um amor que se perde, onde a certeza não existe.

Amor na praia ⁠ À beira do mar, onde o mundo se apaga, Um casal se encontra, em paz se embriaga.
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Amor na praia ⁠ À beira do mar, onde o mundo se apaga, Um casal se encontra, em paz se embriaga. Com pés na areia e o vinho ao alcance, Selam o instante num eterno enlace. Eles trocam olhares, faíscas e sonhos, Com sorrisos leves, carinhos risonhos. Entre tragos suaves e goles de vinho, Se perdem, famintos, no mesmo caminho. A brisa sussurra promessas no ar, O toque é macio, no vai e vem do mar. Ele oferece o peito, ela, o seu riso, Cada gesto um pedaço de paraíso. Planos murmurados, segredos trocados, O futuro é vasto, como o céu estrelado. Cada palavra, um pedaço de chão, Onde constroem, juntos, a própria canção. No toque das mãos, no calor do abraço, Se devoram inteiros, num doce cansaço. E ali, onde a onda se encontra com a areia, Selam o amor, como quem nunca anseia. Na praia deserta, ele é dono ela é musa, Bebem do desejo, a noite confusa. Entre o vinho e o cigarro, no seu vai e vem, Amam-se, livres, como ninguém.

⁠Ela quebrou as amarras, um dia, E sentiu o vento a lhe beijar a face. Antes presa em correntes frias,
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⁠Ela quebrou as amarras, um dia, E sentiu o vento a lhe beijar a face. Antes presa em correntes frias, Agora livre, sem medo ou disfarce. Caminhou por caminhos tortuosos, Fez da dor, força, da lágrima, flor. Transformou grilhões em sonhos gloriosos, E no peito acendeu o seu próprio amor. Sua voz antes calada, ecoa forte, No peito a coragem, no olhar a luz. Ela molda o destino, não teme a sorte, Pois seu voo é livre, seu espírito conduz. Mulher que um dia viveu aprisionada, Hoje dança ao som do seu próprio querer. Quebrou as amarras, é dona de nada, Senão de si mesma, de todo o poder.

⁠Nasceu entre espinhos, sem direito a flor, A infância marcada por sombras de dor. Silêncios forçados, medo sem cor,
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⁠Nasceu entre espinhos, sem direito a flor, A infância marcada por sombras de dor. Silêncios forçados, medo sem cor, Crescia calada, sem mostrar o clamor. O mundo era duro, as feridas sem fim, Mas ela aprendeu a lutar por si. Nos olhos, guardava o que não pôde dizer, E na alma, um desejo imenso de viver. Passou por abismos, cruzou vendavais, Superou o peso de antigos ais. Transformou o escuro em lição, não em cruz, Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz. Hoje caminha de cabeça erguida, Com passos de força, é dona da vida. A vitória é dela, a honra também, Sem buscar lamentos, sem olhar além. Não há mais correntes, não há mais prisão, Ela escreve sua história com o próprio coração. E em cada vitória, um sorriso a brilhar, Uma mulher que soube, enfim, se libertar.

“Amiga de Infância” (Um poema para minha amiga Sandreanny) ⁠Amiga de uma vida, minha Sandreanny,
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“Amiga de Infância” (Um poema para minha amiga Sandreanny) ⁠Amiga de uma vida, minha Sandreanny, Crescemos juntas na inocência do brincar, Entre risos e segredos, correndo pela infância, Filha da amiga da minha mãe, e minha irmã a se tornar. Tão meiga, com palavras que curam, Sempre pronta a dar o conselho certo, Empresta não só o cartão, mas o coração, E, quando preciso, me dá aquele abraço quieto. Guerreira e forte, tua vida é inspiração, Trabalhadora, sábia, de alma tão leve, Com você, até as broncas são singelas, E, se o coração pesa, você sempre chora junto. Nossa amizade floresceu em brincadeiras, Mas é na vida adulta que vejo tua grandeza brilhar, Sandreanny, com coração bom e sorriso que aquece, Ser tua amiga é ter o melhor da vida pra compartilhar.

Só eu e o tempo ⁠É só silêncio ao redor, um vazio sem fim, O mundo caminha, mas não me leva a mim.
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Só eu e o tempo ⁠É só silêncio ao redor, um vazio sem fim, O mundo caminha, mas não me leva a mim. Sinto a distância entre mim e o lugar, Como se não houvesse onde repousar. Família é palavra que soa distante, Um laço invisível, mas nunca constante. Olho ao redor, não encontro ninguém, Sou sombra de mim, perdida em alguém. Os rostos que passam não sabem quem sou, Vago entre os dias, sem porto, sem flor. A casa não é casa, o chão não é meu, E o que eu procuro? Nunca apareceu. No fundo, eu sei, é só eu e eu, Sem laços que prendam, sem mão que acolheu. A vida é um ciclo que segue, sem par, E no fim das contas, sou eu a cuidar. É a angústia de ser sem nunca pertencer, De existir no espaço e, ao mesmo tempo, perder. Mas há uma certeza que aprendi a aceitar: No final da estrada, sou só eu a me abraçar.

“Sobrinhos” Pequenas almas de nossas almas, Que carregam risos e toda calma.
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“Sobrinhos” Pequenas almas de nossas almas, Que carregam risos e toda calma. São luz que brilha em cada olhar, Vida que faz o mundo girar. Meus sobrinhos, pedaços de mim, Com pedidos que chegam sem ter fim. Birras que vêm sem razão ou porquê, Mas um só sorriso me faz ceder. São presentes da vida, pura alegria, Brincadeiras que enchem de fantasia. Cada toque é amor, um afago sutil, Que aquece o coração, num gesto infantil. Por eles, eu daria a alma sem pensar, Pois são meu tudo, meu lugar de amar. Pequenas estrelas que brilham sem fim, Parte de mim, tão perto de mim. E no calor de seus braços pequenos, Encontro sentido, amor sereno. Porque, no fundo, é isso que são: A chama que aquece o meu coração.

“Meu amor calmo” Amar você é navegar em águas serenas, Um mar de calmaria, sem pressa, sem cenas.
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“Meu amor calmo” Amar você é navegar em águas serenas, Um mar de calmaria, sem pressa, sem cenas. Seu amor é pacato, tranquilo, sensato, Um porto seguro, onde descanso de fato. Você é cheio de sonhos, visão de futuro, Fluente em palavras, inglês tão seguro. Carinhoso e atento, me faz sorrir, Mas quando é manhoso, só quer me atrair. Briga com deboche, me tira do sério, E ainda assim, você é o meu mistério. Marcas do passado te deixam parado, Preso em memórias, num tempo guardado. Mas o seu amor é descanso e rotina, Com você, a vida é simples, fina. Uma massagem certa, a comida servida, E vez ou outra, o cigarro na vida. Com você, tudo é leve, tudo é paz, Sem grandes loucuras, mas amor que me traz A certeza tranquila de ser e estar, Na calma dos dias, a gente a amar.

⁠Eu só queria ficar Não era sobre pressa, nem sobre chegar logo ao fim.
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⁠Eu só queria ficar Não era sobre pressa, nem sobre chegar logo ao fim. Era sobre estar, sentir, respirar junto. Enquanto você corria, eu só queria que o tempo parasse ali, na pele, no toque, nos olhos que quase não se encontraram. Eu queria profundidade, calma, aquele silêncio confortável onde o corpo fala sem precisar gritar. Mas veio o turbilhão, rápido, intenso, e me deixou aqui com o coração cheio de vontade e o peito meio vazio. Por que tanta pressa, se o que eu queria mesmo era só ficar um pouco mais no momento?

⁠No silêncio que eu queria Queria menos pressa, mais toque.
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⁠No silêncio que eu queria Queria menos pressa, mais toque. Menos euforia, mais presença. Enquanto o momento corria veloz, meu corpo pedia calma, um espaço onde o tempo não pesa, onde o sentir é leve, profundo, sem mapa, sem hora pra acabar. Eu queria te olhar sem pressa, sentir tua pele sem o ruído da urgência, me perder no detalhe, e não apenas no clímax. Mas fiquei aqui, entre o vazio e o desejo não dito, me perguntando por que o amor, às vezes, corre tanto… quando eu só queria que ele parasse um pouco e respirasse comigo.

⁠A ilusão das princesas Nos contos de fadas, dizem, há um "felizes para sempre"
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⁠A ilusão das princesas Nos contos de fadas, dizem, há um "felizes para sempre" cravado em ouro nas páginas, como se o tempo parasse, como se a felicidade fosse estática. Mas a vida não é isso. Ela é um mar inquieto, onde as ondas beijam a areia e, sem aviso, recuam, levando pedaços do instante. A ficção nos oferece castelos, promessas de eternidade, um refúgio onde nada muda, onde os finais são feitos de vidro e não se quebram. Aqui fora, a areia se molda sob cada novo passo, as ondas desenham o que o vento apaga, e a felicidade é um sopro, leve, fugaz, real. Aceite: a vida é movimento. É hoje, não amanhã. É a gargalhada que explode entre lágrimas, o instante roubado à rotina, o suspiro no meio do caos. Não existe "para sempre". E está tudo bem. Seja feliz agora, pois o agora é tudo o que a vida te oferece.

⁠O Idioma dos vencedores O sorriso é mais que um gesto, é a bandeira dos que superam.
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⁠O Idioma dos vencedores O sorriso é mais que um gesto, é a bandeira dos que superam. Ele carrega em si a força silenciosa dos que enfrentaram a tempestade e encontraram, no meio do caos, a paz de quem não carrega mágoas. O sorriso é o idioma dos que caem, mas levantam, com feridas que ensinam, não com dores que aprisionam. É a marca dos que transformam cicatrizes em histórias, não em prisões. Ele fala de coragem, não de ausência de lágrimas. Mostra que vencer não é passar ileso, mas seguir, mesmo partido, refeito pelo tempo e pela fé. O sorriso é o idioma dos vencedores, a luz que surge entre os escombros de uma alma despedaçada, o caminho da reconciliação consigo mesmos. Sorrir é vencer, é abraçar o presente, é dizer à vida: “Eu continuo aqui.”

⁠Noite de quarta-feira A casa está silenciosa, mas dentro de mim há um universo.
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⁠Noite de quarta-feira A casa está silenciosa, mas dentro de mim há um universo. O tempo se espalha devagar e meus pensamentos correm livres. Nenhuma voz além da minha, nenhuma presença além do que sinto. E não há vazio, porque eu me basto. Deixo minha mente viajar sem pressa, revisito sonhos antigos, desenho planos no escuro, sorrio para o que ainda não aconteceu. Como é bom estar aqui, inteira em minha própria companhia. Sem precisar de ninguém para preencher espaços, porque não há espaços vazios em mim. Na solidão que escolhi, descubro que não há ausência, nem falta. Apenas eu. E isso é suficiente.

⁠Flor amarela Ela nasceu pequena, frágil, um ponto amarelinho em meio ao verde,
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⁠Flor amarela Ela nasceu pequena, frágil, um ponto amarelinho em meio ao verde, sem saber que, um dia, teria força para afastar quem não sabia receber amor. Tão simples, tão delicada, mas cheia de força para enfrentar o sol impiedoso, a chuva que chega sem aviso, e até mesmo mãos que não sabem segurar sem ferir. Por dois dias, ela ocupou a mesa, envolvida em gestos de afeto, mas seus tons amarelos foram recebidos como afronta. Havia quem não soubesse enxergar beleza, quem temesse o toque leve da ternura, quem não suportasse a simplicidade do cuidado. A flor amarela, sem dizer nada, revelou tudo. Fez fugir aquele que não sabia ficar. E talvez esse seja o seu maior poder: não apenas embelezar um jardim, mas também separar o que floresce do que nunca poderá brotar.

⁠⁠Ser confiável Ser amado é sentir o calor do afeto, é receber olhares que iluminam,
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⁠⁠Ser confiável Ser amado é sentir o calor do afeto, é receber olhares que iluminam, é ser lembrado em dias bons e celebrado em momentos felizes. Mas o amor, às vezes, vem com exigências, com expectativas que mudam ao sabor das emoções. Ser confiável é diferente. É ser a rocha onde alguém pode pisar sem medo, é ser a palavra que não se desfaz com o vento, é ser o silêncio que não trai segredos. Ser confiável é ser porto seguro quando as marés se revoltam, quando o amor hesita, se confunde ou se esvai. O amado pode ser esquecido quando o encanto se apaga, mas o confiável é procurado quando tudo desmorona. O amor pode ser um fogo intenso, mas a confiança é a terra firme que permanece. Entre ser amado e ser confiável, prefiro ser aquele cuja presença traz paz, cuja ausência se sente na incerteza, cujo nome se pronuncia com certeza, porque ser confiável é um laço que não depende de emoção, mas de verdade.

⁠Areia nos olhos As despedidas têm gosto de vento seco, um sopro que arrasta o que foi sem pedir licença.
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⁠Areia nos olhos As despedidas têm gosto de vento seco, um sopro que arrasta o que foi sem pedir licença. O fim se veste de silêncio, um manto pesado que cobre os restos do que um dia chamou de lar o peito. Amar é deserto, vasto e sem mapa, onde os temores brotam como espinhos, cravando-se na sola dos pés descalços. Cada passo é um salto cego, uma ponte estreita, oscilante, tecida de fios que não vemos. De olhos vendados, tateamos o ar, o coração apertado entre o querer e o temer. Será chão firme o próximo instante? Ou o abismo, lama, esperando para engolir o que sobrou de nós? Os fins nos despem, nos deixam diante do espelho quebrado das promessas. E ainda assim, no meio da areia e da dúvida, o amor insiste, miragem teimosa, um oásis que nunca sabemos se é real.

⁠Fúria Hoje sou vento de tempestade, um grito sufocado na escuridão.
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⁠Fúria Hoje sou vento de tempestade, um grito sufocado na escuridão. O sangue ferve em minha carne, feito lava queimada no chão. Trago no peito um nó impossível, um peso que o tempo não leva. Mágoa afunda como âncora fria, e a raiva, feroz, me envenena. Queria rasgar o silêncio com fogo, destruir as mentiras e a dor, mas só me resta o gosto amargo do que se quebrou sem remorso, sem cor. O passado grita em ecos distantes, um nome que já não posso tocar. A saudade me afoga sem trégua, me mata sem me deixar sangrar. E no fim, sou só cinzas e vento, um vulto perdido na escuridão. Com ódio, com raiva, com tudo, mas sem ter de volta meu coração.

⁠A queda é a resposta A queda nem sempre é castigo, às vezes, é resposta. O eco dos erros volta, sussurrando em meio à poeira,
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⁠A queda é a resposta A queda nem sempre é castigo, às vezes, é resposta. O eco dos erros volta, sussurrando em meio à poeira, contando segredos que as bocas negam. Alguns passos tropeçaram não porque o caminho era torto, mas porque o orgulho era alto demais para olhar onde pisavam. Nem toda lágrima lava a culpa, nem todo lamento pede perdão. Há quem chore não por arrependimento, mas por ter sido pego pelo peso da própria ingratidão. Aquele que está no chão não caiu por acaso. Alguns desceram degrau por degrau, erguendo muros de descaso, plantando ausências e escolhendo silêncios onde cabiam abraços. No chão, há histórias que não se contam apenas com olhares de pena. Cada queda carrega o peso das escolhas, um rastro de palavras não ditas, de gestos que ferem mais que facas. Não é o acaso que dita a profundidade de onde alguém se encontra. São as suas próprias mãos que se fecham, seus próprios passos que se desviaram, Seu coração que esqueceu de agradecer, de ver, de sentir. As marcas no corpo e na alma não são apenas cicatrizes, são lembretes de que a ingratidão é um abismo que se abre devagar, engolindo quem não percebe o valor do que tinha, do que perdeu. Não se deixe levar pela aparência de quem parece pequeno demais. A queda não é um acidente, é um espelho. E nele, muitas vezes, o que se reflete é o que faltou: gratidão, cuidado, um olhar que soubesse enxergar além do próprio umbigo. Então, antes de estender a mão, pergunte-se: quem realmente merece ser levantado? Não se deixe enganar pela cara de coitadinho. Nem toda dor redime, nem todo pranto merece compaixão. A queda nem sempre é injusta. Às vezes, é apenas a resposta!

Espinhos Oferecer flores a quem é feito de espinhos é como regar o deserto com a esperança de um oásis.
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Espinhos Oferecer flores a quem é feito de espinhos é como regar o deserto com a esperança de um oásis. As pétalas caem, murcham, antes mesmo de tocar o chão, e o que resta são apenas os vestígios de uma intenção vazia. Os espinhos não pedem para ser suavizados, eles existem para demarcar territórios, para proteger o que já nasceu árido, para lembrar que nem tudo se deixa tocar. Talvez a gentileza não seja sempre a resposta, talvez algumas existências só queiram ser o que são: fortes, ásperas, impenetráveis. E não há mal nisso. Não insistas em transformar o que já se definiu. Não carregues o peso de mudar o que não te pertence. Às vezes, a maior sabedoria está em reconhecer que algumas terras nunca foram feitas para florescer.

⁠O homem de gelo Ele caminha pelo mundo sem sentir o vento, sem notar o toque suave da vida sobre a pele.
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⁠O homem de gelo Ele caminha pelo mundo sem sentir o vento, sem notar o toque suave da vida sobre a pele. Os dias passam como sombras, as noites são apenas ausências de luz. Ela estende as mãos, um gesto simples, um olhar cheio de sol, mas ele as recolhe, como se fossem punhais, como se carinho fosse ameaça, como se amor fosse fraqueza. Ele acredita que ser forte é ser pedra, que ser homem é não precisar de nada, que doçura é invenção dos fracos, e romantismo, bobagem sem propósito. Mas sua alma está trincada, como vidro exposto ao frio do tempo. Não sabe que a força real não está na dureza, mas na coragem de se deixar tocar. Ele não entende que o amor não é um inimigo, que o cuidado não diminui, apenas preenche, que um gesto de afeto não exige retribuição, mas pede espaço para existir. Porque ninguém nasce de gelo, ninguém foi moldado para o vazio. O que ele chama de força é apenas escudo, o que ele chama de fraqueza é só um nome que deram ao medo. Frieza se trata com calor, insensibilidade se cura com toque, a solidão não se impõe, se dissolve, quando alguém insiste em ficar.

Pés descalços, alma livre ⁠Pés descalços tocam a terra, o frio da manhã, o calor do meio-dia,
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Pés descalços, alma livre ⁠Pés descalços tocam a terra, o frio da manhã, o calor do meio-dia, o áspero, o macio, o real. Andar assim é ouvir a vida sussurrar, é não temer o que tem no chão, nem o olhar dos outros. Minha mãe dizia: liberdade não é ausência de julgamento, é caminhar sem se importar com ele. O mundo observa, mas o vento não carrega pesos, só aqueles que seguramos dentro de nós. Ser livre é deixar que falem, é pisar firme sem pedir licença, é sentir o chão e saber: eu sou.