Frase de Samia Lourena
Exílio da amargura Há um peso nas pessoas que arrastam o próprio céu para o chão, um cinza constante que cobre qualquer raio de sol, não importa o quanto ele brilhe, não importa a beleza do dia. São aquelas almas que amarram as mãos da alegria, que bloqueiam a porta do riso e a trancam por dentro, sempre com olhos vazios e palavras pesadas, que destilam o azedo sobre tudo que tocam. Como é cansativo estar perto de quem nunca vê a flor e se perde nas pedras, nas sombras, nos galhos secos, quem respira o mundo com desdém e despeito, e transforma cada instante em um lamento. Há uma exaustão em suportar o eterno suspiro de quem se sente vazio, de quem planta desgraças e colhe ingratidão, de quem rejeita a leveza como se fosse uma afronta e abraça a escuridão como velha amiga. Eu me afasto, pois há um limite para o peso que se pode carregar quando a alma quer leveza e se recusa a afundar. Prefiro voar longe dos que se recusam a ver o céu e me exilar na paz de uma mente aberta, onde a vida se reflete sem filtros amargos, e o belo encontra, enfim, espaço para existir.
No pensador.ai desde