Frase de Samia Lourena
O silêncio do eu te amo II Há um silêncio que pesa, um intervalo vazio onde antes cabia o mundo, onde antes repousavam as palavras doces como um abrigo onde o coração se aquietava. O “eu te amo” era certeza, era solo, ditas sem hesitação, no toque mais leve, nas despedidas sem drama, na rotina de existir, como quem respira sem pensar. Agora, apenas o silêncio se estende, imenso e frio, como uma noite sem estrelas, e o vazio, antes inimaginável, se instala na ausência daquela voz que já foi casa. Por um tempo, o peito espera, teimoso, acreditando que o som familiar voltará, que a falta é breve, que logo se ouvirá o eco de um amor ainda em espera. Mas os dias passam, o eco não vem, e a vida, em sua crueza, ensina que os "eu te amo" também morrem em silêncio, que o tempo desbota até o que parecia eterno. E aceitamos, a contragosto, o vazio deixado, a voz que se cala e não retorna mais, como uma despedida que nunca foi dita e permanece, sussurrada, na alma.
No pensador.ai desde