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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

⁠Tarot - No principio era o nada e o nada era tudo,
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⁠Tarot - No principio era o nada e o nada era tudo, era frio, água gelada e o meu corpo era luto. Mas do nada se fez tudo quando em versos me falaste dos teus olhos fiz um escudo mas d'um sonho não passaste. Tua voz sem sentimento no passar das horas breves, foi a dor, o sofrimento que não quero que me leves. De ti o nada me ficou como roupa sem razão e visto o nada que passou no meu corpo de solidão.

⁠Elegia da Paixão - E é como se o teu beijo tocasse no meu ventre e é como se a tua pele me vestisse de cetim
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⁠Elegia da Paixão - E é como se o teu beijo tocasse no meu ventre e é como se a tua pele me vestisse de cetim e é como se o teu olhar num sopro de repente me levasse nas asas de um desejo sem ter fim. E é como se o suor dos nossos corpos fosse um rio e é como se os nossos lábios fossem duas rosas e é como se a noite nos levasse num navio onde as nossas linguas se entrelaçam saborosas. E é como se o teu toque esculpisse o meu regaço e é como se a minha cama fosse o teu abrigo e é como se o teu cheiro fosse o meu abraço nessas noites em que não podes estar comigo. E é como se tudo, em torno, sem ti, fosse vazio e é como se em mim, esse vazio, fosse criança e é como se ao meu peito ausente, gelado e frio voltasse aquela angústia que vivi na minha infância. E é como se os teus olhos fossem dois pedintes e é como se os meus fossem dois poços de amargura e é como se a minha dor já não tivesse ouvintes nesta tórrida procura de afecto e de ternura. E é como se nas veias o sangue não corresse e é como se as viuvas pelos mortos não chorassem e é como se no peito o coração já não batesse e as andorinhas pelos Céus já não voassem. E é como se afinal os poetas não escrevessem e é como se o destino já não quisesse o fado e é como se do fado as guitarras se perdessem e os povos não tivessem o destino já marcado. E é como se o mar já não tivesse os horizontes e é como se o Céu se afundasse sem destino e é como se tivessem pela vida secado as fontes e eu voltasse aquela triste idade de menino. E é como se a morte se espalhasse pelo ar e é como se a vida fosse um pássaro na mão e é como se estes versos que escrevo por te amar fossem a mais bela Elegia da Paixão.

⁠Não Procures a Solidão - Não procures a solidão sem saber de onde ela vem
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⁠Não Procures a Solidão - Não procures a solidão sem saber de onde ela vem deixa-a ficar sossegada a solidão é dor errada no peito de quem a tem. Não procures a solidão que ela vai atras de ti solidão, vazio e nada traz a vida já cansada a solidão não está aqui. Nāo procures a solidão na saudade ou no amor na tristeza ou na loucura solidão é dor sem cura sem remédio nem pudor. Da tristeza à saudade vai a vida como é Solidão é dor parada é palavra mal-amada de um poeta já sem fé.

⁠Quadras aos Santos Populares - Santo António é padroeiro Da Lisboa d’encantar
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⁠Quadras aos Santos Populares - Santo António é padroeiro Da Lisboa d’encantar Mas São Pedro é o porteiro De quem no céu quiser entrar! Santo António milagreiro Que és um Santo tão Santinho Dá-me lá mais um dinheiro Qu’inda sou tão pobrezinho! Diz a boca do demónio Destas gentes da intriga Que outrora o Santo António Gostou d’uma rapariga! A ti deixo este meu canto Óh meu rico Santo António Não te esqueças deste pranto E arreda-me o demónio! Óh meu querido Santinho Vou fazer o teu altar Comer pão e beber vinho Pelas ruas a marchar! Óh meu lindo São João Dá-me moças pr’a dançar Deixo aqui meu coração A quem o quiser conquistar! São João os teus cabelos Tem ondas amarelas Envoltas em segredos Já não damos conta delas! São João dos Caracóis Procurava uma amada E mandava os rouxinóis Cantar uma toada! São João é do Estoril Santo António é de Lisboa O São Pedro é d’águas mil E o poeta é Pessoa! O são Pedro tem a chave Da porta desta festa Mas se o “homem” não a abre O Santo António já não presta! Arraial por toda a parte E sardinhas pelo pão O São Pedro que me aguarde Se estragar o São João! Se chover no São João O São Pedro está tramado Santo António sem perdão Vai deixá-lo entalado! Nesta mesa dos artistas Há gentes que se vejam, Poetas, músicos, fadistas, Tantos “santos” que nos beijam! Temos dias sem sentido Que nos deixam solidão Vai a quadra ao manjerico E a alegria ao coração! Lá vai o arco e o balão Pelas ruas sem ter mal Pois agora a solução É fazer um arraial!

⁠Périplo - Uma lágrima correu na face da solidão
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⁠Périplo - Uma lágrima correu na face da solidão uma esperança se perdeu no galopar de um coração. E há um canto no sangue há um silêncio na voz há um grito cortante no mais fundo de nós. E o que fica de chorar é loucura que não somos é não ter o que entregar à demência do que fomos. E é mentira ter piedade há um tempo para o corpo da Morte à Eternidade vai a pausa de estar morto. Há em nós silêncios de água há vulcões em noites breves há palavras cor de mágoas que o destino nos escreve. Nossos olhos debruados demarcados na lonjura são dois campos macerados de uma trágica planura. A hora passa devagar, vazia, despojada, e passa longa, a chorar, numa ultima jornada. Somos praia ao Luar terra ferida sem nortada vai-se o sonho de sonhar fica a triste madrugada. Mas um dia voltaremos ao cais d'onde partimos será aí que nos esquecemos da mania de existirmos.

⁠Incompreensão: Destino Envenenado - Na loucura de um sentir inconsciente sempre quis amar e ser amado
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⁠Incompreensão: Destino Envenenado - Na loucura de um sentir inconsciente sempre quis amar e ser amado amar tudo e toda a gente que caminhasse junto a mim, a meu lado. Porém, poucos houve que me entenderam nem eu mesmo me entendi e só aqueles que morreram ficaram mais perto de mim. Julguei que aos outros aninhava alem do mau feitio, dentro do peito, hoje sinto que a todos rejeitava por nunca entenderem o meu jeito. O meu jeito de poeta miseravel escravo de um sentir sem porto prisioneiro das palavras, ser instavel, desejando a paz eterna de estar morto. E diziam, não podes ser assim, tens que aprender a viver a vida! Mas o que sabiam eles do que ocorria em mim?! Pensariam que eu gostava de viver de Alma perdida?! Ah se eu pudesse matar este sentir que me cavalga o pensamento, se eu pudesse afastar, resistir à solidão, ao sofrimento ... Não posso! Não sei nem tenho como! Tábua fria onde me deito e meu corpo é velado, essência dos poetas qu'inda tomo destino que Deus me deu envenenado.

⁠Destino Derradeiro - Venho aqui dizer-vos que o destino é o destino
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⁠Destino Derradeiro - Venho aqui dizer-vos que o destino é o destino e que ao destino ninguém foge! Que do destino somos servos na vida peregrinos e fugir-lhe ninguém pode! Venho aqui em solidão dizer que a vida é breve e que o tempo é passageiro! Venho aqui sem pretensão pedir memória breve p'ró destino derradeiro!

⁠Agosto - E já se foi Agosto! Um dia e outro dia
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⁠Agosto - E já se foi Agosto! Um dia e outro dia horas de loucura lembrança e desgosto d'um amor que se perdia. Só ficou este silêncio o silêncio de Setembro que o mês de Outubro 'inda trazia. Dois loucos calados na casa de ninguém vestidos de negro em corpos fechados das mortes que fui em memória de quem?!... Dois mortos calados na casa de ninguém!

⁠Cheguei ao Fundo - Cheguei ao fundo das ilusões que não tenho.
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⁠Cheguei ao Fundo - Cheguei ao fundo das ilusões que não tenho. Das esperanças que perdi dos olhos que não viram das loucuras que senti! Cheguei ao fundo ... Cheguei ao fundo das palavras que esqueci. Das coisas que vivi dos sonhos que partiram das vezes que menti! Cheguei ao fundo ... Cheguei ao fundo dos amores que não tive. Dos que tive e que não quis dos que quis e que partiram da vida que vivi! Cheguei ao fundo ...

⁠Lágrima Contida - Num encontro ou num olhar procuramos em alguém
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⁠Lágrima Contida - Num encontro ou num olhar procuramos em alguém um amor que saiba amar sem mentira nem desdem. Ilusão que só nos prende às amarras da loucura da tristeza que se estende ao amor que não tem cura. E há um grito que magoa quando alguém nos faz doer há um lirio que destoa pelos campos a morrer. E uma lágrima contida corre a face da solidão basta a esperança estar perdida p'ra sofrer um coração.

⁠Contra o Tempo - E a vida foi passando o destino foi correndo,
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⁠Contra o Tempo - E a vida foi passando o destino foi correndo, minhas dores crescendo, com elas amei, com elas sofri. Minha ângustia ficou meus sonhos morreram, tudo passou, só eu não morri! E tudo me deram sem principio nem começo sem virtude nem fim ... Pelas noites bebi medo, bebi sonhos e magia, desecanto, dor e solidão. Perdão Senhor! Perdão!

⁠Lassidão - Na rota de um destino que vivi numa intensa e trágica planura
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⁠Lassidão - Na rota de um destino que vivi numa intensa e trágica planura meus olhos rasos de lonjura são dois versos de um poema que perdi. Numa perpétua e árdua procura numa busca impossivel de acabar fiz dos versos um apelo de loucura que o silêncio nunca soube em mim calar. Mas longos, revoltosos, violentos foram os punhais que me espetaram sete facas apontadas, meu tormento, foi só isso que os poemas me deixaram. E na dolência das noites tenebrosas foi meu corpo uma tocha incendiada foi minh'Alma criança apaixonada nas mãos de uma infância dolorosa!

⁠Na Exactidão da Partida - É como se antes de nascer a dor me conhecesse
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⁠Na Exactidão da Partida - É como se antes de nascer a dor me conhecesse e a poesia me escolhesse no momento de viver. É como se antes de viver a loucura me vestisse e a morte me seguisse como um galgo a correr. É como se antes de correr este mundo me evadisse e a noite me despisse vivendo nú sem saber. E ao lado da saudade passo a passo fui vivendo pela vida fui sofrendo à deriva, sem vontade. Na verdade quis a morte quis à vida pôr um fim quis voltar p'ra onde vim em procura d'outra sorte. Mas fiz da vida uma cadeia da minha casa um jazigo do meu caminho fui mendigo e tanta gente na plateia. Vou-me embora sem esperar abandono toda a gente solto a corda que me prende aqui não é o meu lugar.

⁠Celeste Rodrigues - Chegaste e eras vida ... Chegaste - eras ar- ternura,
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⁠Celeste Rodrigues - Chegaste e eras vida ... Chegaste - eras ar- ternura, gestos e palavras que a própria vida te dava por loucura! Chegaste e eras tempo ... Chegaste - eras areia - praia, ondas e marés e o próprio vento bordava a tua saia. Chegaste e eras xaile ... Chegaste - eras Sol - calor, a mantilha dos poetas eras musica e baile um poema ao amor. Chegaste e eras fado ... Chegaste - eras verso - tão só, guitarra e lamento caminho destinado a dar corpo à voz. Resta-nos ser o que Tu és esse fado a que te davas ter nos versos tanta fé ser um campo de rosas bravas.

⁠Tenho Sede - Tenho sede de viver como as dores que me abraçam
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⁠Tenho Sede - Tenho sede de viver como as dores que me abraçam como as mãos que se entrelaçam tenho sede de te ver! Tenho sede de esquecer aquela hora em que partiste aquela hora em que não viste que por ti me ia perder! Tenho sede de saber as coisas que viveste os poemas que escreveste por quem andas a sofrer! E esta sede de amor que me deixa perdida é uma sede sentida que me adormece na dor! Minha sede do Fado minha sede sem calma no cansaço da Alma meu destino marcado! Tenho sede podes crer podes crer na minha sede e quem há que nunca a teve esta sede de viver!

⁠Para Natália Correia - Eras Poeta e esta gente não entendia!
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⁠Para Natália Correia - Eras Poeta e esta gente não entendia! Eras noite mas a Lua, por inveja, não te queria, e o dia, com medo, de ti, também fugia! Eras vida e até a morte te procurava... Mas a tua dimensão não era a vida nem a morte mas sim a solidão! Porque ninguém te entendia ... Eras tu, aurora dos poetas, eterna madrugada que antecede os dias puros... Eras poeta e esta gente não entendia, não te queria, nem te via. Por isso, em teus versos, teu olhar, sofria... E ninguém entendia ... Ninguém entendia ...

⁠Termo sem Fim - E então cheguei ao fim! Gritei por Deus e foi em vão,
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⁠Termo sem Fim - E então cheguei ao fim! Gritei por Deus e foi em vão, Ele nem olhou p'ra mim, fiquei só, caido ao chão ... E o que dizer das preces que lhe fiz? Que as fiz sem mesmo acreditar que as fazia num chorar que vem de mim deixando as minhas penas pelo ar ... Rezar p'ra quê se nem Deus ja pensa em mim? Chorar porquê se ninguem me ouve nem me quer? Cantar o quê se a minha voz chegou ao fim? Pois vou sem rumo vivendo o nada que vier!!!

⁠Olhos Inclinados - Meus olhos são dois lirios no Portal daquela Igreja
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⁠Olhos Inclinados - Meus olhos são dois lirios no Portal daquela Igreja são dois cantos, dois martírios Nossa Senhora os proteja. Num lamento Virgem Santa trago a ti minha oração meu olhar não se levanta vai aos tombos pelo chão. Horas mortas que passaram de uma vida mal vivida que meus olhos enxugaram no teu manto, dia-a-dia. Fica a minha Solidão no portal daquela Igreja e meus olhos pelo chão Nossa Senhora os proteja.

⁠Ode ao Limbo - Há um grito que me envolve ... Vem da terra - cresce em mim...
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⁠Ode ao Limbo - Há um grito que me envolve ... Vem da terra - cresce em mim... Nada nele me devolve à beleza de um jasmim! Na solidão de que me alimento sou da noite, sou assim, sou do fado, vil tormento, um lamento sem ter fim. E na raiz de que sou feito está a força de pensar minha raça vai ao peito vai no punho o meu penar. Mas se trago no pensamento, as palavras, uma a uma, sou um verso escrito ao vento na mentira que é a bruma. Então a bruma é a vida e a vida são estilhaços somos Almas combalidas morrendo passo a passo. Nesta humana Eucaristia não há pão e não há vinho só a morte dia a dia a tolher-nos o caminho. E não há bem! E Nao há mal! Nesta demência que nos mente ir do berço ao pó da cal é o destino de toda a gente.

⁠Banquete - Ao nascer fui chamado a um banquete! Deixei tudo e aceitei. Mas quem era aquela gente?!
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⁠Banquete - Ao nascer fui chamado a um banquete! Deixei tudo e aceitei. Mas quem era aquela gente?! Entre eles me sentei, mas nao fui aceite, nem eu os queria tais parentes ... Fiz tudo o que se faz. Até brindei! Fingi estar lá, não estando, sorri, falei, escrevi e até cantei, mas no peito, o coração, ia secando ... Ao tempo, pensaram ser um deles, mas era tarde e o destino era reles! Foi então que uma voz se levantou: "- Nesta mesa houve alguém que não comeu!" Fui eu! Respondi com prontidão ... E não comi porque o banquete é vosso nao é meu!

⁠Gastei a Vida - Gastei a Vida numa espera inutil
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⁠Gastei a Vida - Gastei a Vida numa espera inutil numa esperança vã! Gastei a vida numa dor sombria em loucura sã! Gastei a vida na alegria que não tive a pensar no que sobrou! Gastei a vida e a vida que escolhi foi a vida que passou! Gastei a vida numa espiral inversa que tudo me levou! Gastei a vida uma flor que nasceu e nos campos secou! Gastei a vida a escrever poemas num papel cansado! Gastei a vida a pensar na morte a cantar o fado! Gastei a vida num suspiro errado num pensar sombrio! Gastei a vida chegou a morte morri de frio ...

⁠Já vai alta - Já vai alta a madrugada que se levanta pela noite
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⁠Já vai alta - Já vai alta a madrugada que se levanta pela noite traja liquidos de prata traz um verso que nos mata num poema que nos coube! Já vai alta a solidão que se ergue pelo espaço deixa um lastro pelo chão é loucura, é paixão que nos mata de cansaço. Já vai alta a minha dor é intensa, tão profunda que vá a vida onde for da loucura que a inunda vai tão alto o meu amor.