Frase de Ricardo Maria Louro
Périplo - Uma lágrima correu na face da solidão uma esperança se perdeu no galopar de um coração. E há um canto no sangue há um silêncio na voz há um grito cortante no mais fundo de nós. E o que fica de chorar é loucura que não somos é não ter o que entregar à demência do que fomos. E é mentira ter piedade há um tempo para o corpo da Morte à Eternidade vai a pausa de estar morto. Há em nós silêncios de água há vulcões em noites breves há palavras cor de mágoas que o destino nos escreve. Nossos olhos debruados demarcados na lonjura são dois campos macerados de uma trágica planura. A hora passa devagar, vazia, despojada, e passa longa, a chorar, numa ultima jornada. Somos praia ao Luar terra ferida sem nortada vai-se o sonho de sonhar fica a triste madrugada. Mas um dia voltaremos ao cais d'onde partimos será aí que nos esquecemos da mania de existirmos.
No pensador.ai desde