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Frases de Ricardo Maria Louro

1.100 frases

⁠Quando a Cruz foi Erguida - Quando a cruz, ao alto, foi erguida, e nela, suspenso, Jesus Cristo,
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⁠Quando a Cruz foi Erguida - Quando a cruz, ao alto, foi erguida, e nela, suspenso, Jesus Cristo, no Céu, um trovão, rasgou a vida, nunca, nada assim, se tinha visto. Havia tanta dor junto a Jesus ... Sua mãe, vestia luto e solidão, pois ao alto, seu filho, numa cruz, como um triste condenado, sem razão. E na tristeza de tão perdido olhar, trazia sete dores numa mão, e no peito, sete espadas a brilhar. Quando, pelo Céu, o trovão soou, as espadas, no seu peito, eu vi entrar, eis quando nessa cruz - Jesus - expirou!

⁠Saudade e Desamor - A saudade vem de longe como vem a solidão
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⁠Saudade e Desamor - A saudade vem de longe como vem a solidão vem à pressa, vem a monte no pulsar de um coração. A saudade é coisa rara é vazio em pedra fria é um berço que m'embala nesta dor em triste dia. Traz saudade o teu amor traz silêncio o teu olhar da saudade ao desamor é traçado o meu penar. Não me esqueço da saudade por não ter saudade tua já não tenho liberdade que a saudade continua.

⁠Sem Retorno - Foi na rua dos teus braços junto à porta da capela
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⁠Sem Retorno - Foi na rua dos teus braços junto à porta da capela que fiquei apaixonado; pois do alto da janela teu olhar imaculado era a estrela da viela. Dar-te um beijo quem me dera delicado como a flor no teu rosto sem idade; mas quem espera, desespera que a saudade e o amor andam juntos na verdade. Meu amor é fria a vida como as dores que se estendem desde a noite à madrugada; e os teus olhos, minha querida não me vêem nem entendem nesta voz amargurada. E ainda, creio, agora, que a ternura nos renega mas o amor não tem idade; quem não espera vai embora vai embora e desespera no silencio da saudade.

⁠Na Rota do Vazio - Trago num pensar feito de nadas memórias que um dia serão morte
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⁠Na Rota do Vazio - Trago num pensar feito de nadas memórias que um dia serão morte não lamento se as horas estão contadas não sinto do meu corpo as passadas passam breves, não é que isso me importe afinal, minhas asas estão quebradas! Já não tenho as asas que antes tive no meu dorso as sinto consumindo regresso a cada sitio onde estive àqueles onde a morte fui vestindo nada lá encontro, nada vive tudo a cada dia vai fugindo! Já não tenho esse regaço onde dormi já não sinto o teu olhar profundo já não sei daquela vida que vivi daqueles versos que outrora te escrevi da vontade de ser dono do mundo quando afinal vivia só p'ra ti!

⁠Confissão - Ó pobre vida vivida sempre à margem do amor
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⁠Confissão - Ó pobre vida vivida sempre à margem do amor sei que te sentes perdida ao veres-te assim envolvida na solidão e na dor. Não chores vida vivida porque a esperança não morreu não és folha caída não és vida vencida dá-lhe o que Ela não te deu. Até um forte vendaval ou tempestade no mar são destino, são sinal de que a vida bem ou mal tem um dia que acabar. Numa estrada sem destino com destino ao coração num silêncio que encaminho tantas vezes em desalinho só encontro a solidão.

⁠Ao Acaso dos Sentidos - Com a faca dos sentidos faço um buraco no tempo
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⁠Ao Acaso dos Sentidos - Com a faca dos sentidos faço um buraco no tempo e dos sonhos esquecidos nasce a dor do pensamento. Há tantos corpos fechados acrisolados no medo tantos homens desterrados por guardarem segredos. Há tantos olhos de pedra chorando lágrimas de cal num silencio quem dera fossem lágrimas de Portugal. Há gente morrendo ao frio com tantas facas por dentro e alguém se atira ao rio por viver no esquecimento. Minha faca já não rasga a raiz da solidão a vontade já está gasta e até eu já sou em vão. Como silêncio que se aborta há um tormento na voz há uma faca que corta e nos separa de nós.

⁠Não me Esqueço - Entre facas, entre espadas e punhais corto este silêncio com o gume dos sentidos
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⁠Não me Esqueço - Entre facas, entre espadas e punhais corto este silêncio com o gume dos sentidos e não me esqueço dos meus olhos diluídos em terramotos, tempestades e vendavais. Não me esqueço desse inferno que vivi das angustias, dia-a-dia, que me deram não me esqueço da mocidade que perdi chorando por tudo o que um dia me fizeram. Não me esqueço das palavras como espadas não me esqueço de como em mim foram punhais não me esqueço de senti-las como facas na minh'Alma que não tocam nunca mais.

⁠Punho dos Poetas - Nascem do meu punho versos tristes e chorosos, sem arte nem beleza, cheios de dor e solidão,
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⁠Punho dos Poetas - Nascem do meu punho versos tristes e chorosos, sem arte nem beleza, cheios de dor e solidão, úrdidos pelas culpas de assassinos desejosos de matar em cada um a liberdade e o coração. Crescem do meu punho relicários de veneno, excesso do cansaço de um Poeta já cansado, balsamo que mata mas não temo porque ambos convivemos lado a lado. Vivem no meu punho mil Poetas rejeitados num mudo esquecimento em triste sepultura, Eles, que os eruditos leram sem ternura mas que leem com alento os desgraçados!

⁠Glória, Poder e Guerra - É breve a glória deste mundo chega com o Tempo, vai-se com a morte,
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⁠Glória, Poder e Guerra - É breve a glória deste mundo chega com o Tempo, vai-se com a morte, chega d'um silêncio tão profundo como os braços negros da má-sorte! E o porquê de tão vis separações?! Credos e raças que se odeiam, homens que se aglutinam, destroem corações! Porque não se tocam nem se amam? E é tão breve o tempo - passageiro ... A vida passa p'ra quem vai chegando ... Tanta guerra no mundo inteiro e tanta gente que apenas vai passando!

⁠Se Alguém me Procurar - Se alguém me procurar pergunte ao vento que se agita pelos campos sem se ver
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⁠Se Alguém me Procurar - Se alguém me procurar pergunte ao vento que se agita pelos campos sem se ver procure o meu olhar por um momento que se agita na alegria de viver! Se alguém me procurar pergunte ao vento. Se alguém me procurar pergunte às fontes procure em cada sitio onde estive pergunte até aos versos que me esconde se um dia nos meus olhos não os tive! Se alguém me procurar pergunte às fontes. Se alguém me procurar pergunte ao tempo porque o tempo deu-me a vida que me deu procure o meu olhar no pensamento e a memória de um sorriso que era meu! Se alguém me procurar pergunte ao tempo. A vida é este canto que me abraça como estrelas à luz do firmamento sou a chuva que bate na vidraça que se agita conforme agita o vento! Se alguém me procurar pergunte ao vento. Poema para Celeste Rodrigues musica do guitarrista Pedro Castro

⁠Zimbro - No alto desse monte há um Zimbro que se levanta,
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⁠Zimbro - No alto desse monte há um Zimbro que se levanta, e ali mesmo, ali de fronte, há um pássaro que lhe canta! Diz a voz das gerações que esse Zimbro é encantado cura a dor dos corações e traz paz aos condenados! Quando um dia eu morrer que o meu corpo já cansado junto ao Zimbro possa ser para sempre sepultado!

⁠Partes quando Chego - A noite vem descendo, em mim, desce o Passado, estás longe meu amor e eu não adormeço
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⁠Partes quando Chego - A noite vem descendo, em mim, desce o Passado, estás longe meu amor e eu não adormeço e passo pelas gentes como um triste condenado à procura dos teus olhos que eu nunca me esqueço. Na mão levo a saudade, a noite me encontrou, a minh'Alma de sonhar anda perdida e calada, procuro à Luz do Céu por cada estrela que brilhou, teus olhos, meu amor, rompendo aquela estrada. Lisboa é o meu fado, às vezes tão cansado, estás longe quando parto e partes quando chego, destino que este fado, em nós, já está marcado, amor fica a meu lado, és tu o meu sossego.

⁠Quando Eu Nasci - Quando eu nasci houve silêncio!
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⁠Quando Eu Nasci - Quando eu nasci houve silêncio! E o silêncio fez do campo terra brava... Houve calma e quietude. E o Céu era de pedra. Os regatos carmesim. Os rios eram desejos. Os mares eram finitos e o eterno era miragem. Quando eu nasci voaram andorinhas. Agitaram-se agonias. Levantaram-se Poetas. De poemas se vestiram. De alegrias se fizeram, mas tristes, desejavam não viver. Quando eu nasci gritaram solidões. Procuravam um olhar onde pudessem descansar. E sete punhos, sete dores, sete espadas trespassaram corações... Mas eu nasci!!! Entre poetas e pintores. Alegrias e cansaços. E minha mãe, ai minha mãe, que me adormeceu no silêncio dos seus braços! Quem bom lembrar... Volvido tanto tempo que alegria recordar!

⁠Na Verdade dos Sentidos - Na verdade dos sentidos há palavras que se escutam
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⁠Na Verdade dos Sentidos - Na verdade dos sentidos há palavras que se escutam e há sonhos proibidos que ao falar 'inda se ocultam! Há punhais que se entre chocam no passar dos dias vãos e há pessoas que não choram, não levam nada nas mãos ... E há quem leve só cansaços ou apenas solidão no silêncio dos seus braços ... E há quem tenha nostalgia e leve a noite no coração na esperança de outro dia ...

⁠Janeiro e Sol - Janeiro, manhã cedo, o Sol invade o horizonte
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⁠Janeiro e Sol - Janeiro, manhã cedo, o Sol invade o horizonte e a noite traz o medo num poema dissonante. Janeiro, tarde fria, copas sem ramagem vem a noite, vai o dia e o amanhã é só miragem. Num silêncio que me abriga em tarde de mil escolhos se é Janeiro alguém me diga! E num Inverno que castiga é Janeiro nos meus olhos tão cansados pela Vida!

⁠Josefa - Pôs no corpo negro linho por enlutado coração
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⁠Josefa - Pôs no corpo negro linho por enlutado coração e eis que vê-la no caminho parecia ver a solidão ... Ó Josefa d'olhos tristes lábios finos, sequiosos, Senhora porque partiste tão cedo de meus olhos?! E da casa do Outeiro lembro a calma de seu colo pelas tardes de Janeiro ... Pois na dor qu'inda persiste sou saudade sem consolo ó Josefa d'olhos tristes! À Tia Josefa Francisca Louro irmã de meu Avô.

⁠Fragilidades - Quando não temos um sentido para a vida que vivemos
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⁠Fragilidades - Quando não temos um sentido para a vida que vivemos como um barco em vão perdido não sabemos o que queremos! Há vazio, há dor e espanto, algo falta ao destino e há em nós um desencanto que deixa lastro no caminho! Mas o mundo não entende que de normal só temos corpos e que a morte nos pretende no desejo de estar mortos! Quando os olhos só nos fixam, p'ra dizer, tu és errante, porque teimam e nos miram deixem ir o caminhante! De normal não temos nada só as cordas deste mundo que nos prendem numa casa ao silencio em que me afundo! Mas às vezes não entendo, porque dou tal importância, a quem, me vê - nunca me vendo, fala em mim com arrogância! E não me lembro de viver embora o dia esteja claro porque o desejo de morrer é mais forte do que raro! E não consigo acreditar que chegue um dia a entender o que quero encontrar p'ra deixar de querer morrer! A morte é fuga do cobarde a vida é força do audaz mas antes quero, sem alarde, poder sentar-me com a paz! Sou mais frágil do que pensam eis meu sopro de evidência e só quero que não esqueçam que da vida fui ausência!

⁠Ardência - Penetra-me uma ardência meu amor das hora vãns
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⁠Ardência - Penetra-me uma ardência meu amor das hora vãns dor que me devora em pemanência dia-a-dia a cada hora da manhã. Penetra-me um silêncio meu amor das madrugadas que não durmo, que não venço, quando as tuas mãos me tocam hirtas e geladas. Trago em mim a dor dos amores que não foram trago a morte adormecida no meu leito e os amantes separados que não choram. Trago junto a mim o lirio que me deste e não secou trago o teu olhar adormecido no meu peito trago tudo o que já fui e já não sou.

⁠Cão sem Dono - Sou cão sem dono, cão vadio, cão de rua ...
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⁠Cão sem Dono - Sou cão sem dono, cão vadio, cão de rua ... Como do chão, dos restos de quem vive, de quem passa ... Mas nem sempre foi assim! Já quis ter casa! E já a tive ...fugi ... E corro montes e vales e não me canso de ser livre, não me prendo a nada, a ninguém, e ninguém se prende a mim. Não há trelas ... Quando chove, cheiro a cão molhado, sujo, enlameado, ninguém me quer e eu não quero ninguém! Porém, quando a noite chega, cansado de ser livre, triste, só, ao relento, sinto uivos na razão e tenho fome, e tenho sede, e tenho frio de amor ... Tenho medo de um dia não ser cão, de ser igual aos outros e morrer numa prisão! E corro, e fujo, e ninguém me apanha ... e vem o dia, outro dia como tantos, onde o preço da diferença é ser vadio, sem dono ... E há de súbito, em mim, a brecha de um vazio, o peso de um cansaço, um veneno que salivo, que degusto no paladar ... E sinto náuseas, vómitos, uma angustia que me sulca no galope de um segundo! Foi da comida que me deram! Esses que me expulsaram por ser um cão maricas ... Que não queria ir à caça, nem sabia o que era a rua, nem queria acasalar ... Um cão que só queria ser um cão, simples, afável, alegre, sorridente ... MAS ISSO É SER MARICAS!!! Diziam ... Deixem-me apenas ser um cão! Sem regras nem tratados, arrogância ou presunção! E se isso é ser maricas, que seja, não me importo ... NÃO! Nunca me hão-de ver na caça! Nunca me hão-de ver de trela! Nunca servirei para acasalar! Nem saberão quem levo no coração! ANTES ABATIDO!!! ... Como um cão sarnento! ... NÃO! NÃO! NÃO! Nunca lhes darei o prazer de assistir ao meu declínio embora consciente! NUNCA!!! ... E que importa que não sintam a minha falta?!... A falta que me sentem é daquele que nunca fui, não de mim, de quem sou! Que importa que ninguém pergunte se estou vivo ou se morri?! Morto já eu estou, para todos, há muito, desde a hora em que nasci! Mas sou um morto-livre! Um morto que a morte não matou! ... Porque sou livre! E louco! Mas sou eu ... ... fiel ... a mim ... Um cão sem dono! Vadio! ... Um cão maricas que não queria ir à caça, nem queria acasalar ... Um cão que nem ladrava! Que só queria ser um cão! Que não servia para nada ... ... mas foi livre!!!

⁠Em Momentos - Em momentos de abandono a dor nos turva o pensamento
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⁠Em Momentos - Em momentos de abandono a dor nos turva o pensamento sentimo-nos entre escombros e padecemos mil tormentos ... Em momentos de perigo quando nada já nos salva o impossivel é castigo e nada, nada nos acalma ... Em momentos de cansaço quando a morte desejamos recordamos o passado lembrando tudo isto, mas quando perdoamos encontramos Fé em Cristo! Em memória de Santa Ritta de Cássia.

⁠Romeiro - "Lembra-te que és pó que ao pó hás-de tornar!"
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⁠Romeiro - "Lembra-te que és pó que ao pó hás-de tornar!" Nasce, vive e morre só quem na vida não amar ... Lembra-te que és vida que à vida vais voltar nunca houve uma partida sem haver que regressar ... Lembra-te que és sombra num passar que não desvia não te esqueças que ela tomba mal do céu desponte o dia ... Lembra-te que és morte que à morte vais voltar outra vida, nova sorte, temos sempre que tornar ... Lembra-te que és destino ó Romeiro inconstante e ao passar pelo caminho leva Deus a cada instante ... Lembra-te que és grito um silêncio bem maior pois a roupa que te hei visto são retalhos de uma dor ... Lembra-te que és Alma e que a Alma nunca corre nesta vida encontra calma porque a Alma nunca morre ...

Esquece que te amei - ⁠Depois de ter vivido em vão p'ra ti pensei que nunca mais me procurasses
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Esquece que te amei - ⁠Depois de ter vivido em vão p'ra ti pensei que nunca mais me procurasses mas ao passar na rua eu bem te vi, ao longe, na distância em que passaste! Levavas ao teu lado outro qualquer brindavas seu olhar com teu olhar não sei porque te dás a quem vier e foges de quem só te quer amar! Segui, fui pela rua, indiferente, firme e arrogante, e mesmo assim, tu paraste ao longe entre as gentes depondo o teu olhar sobre mim! Esquece que te amei e p'ra ti vivi, entrega o teu olhar a quem te dás depois de ter vivido em vão p'ra ti adeus, segue o teu rumo e vai em Paz!

⁠Esta Vida - Esta vida que Deus me deu na indiferença e na saudade
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⁠Esta Vida - Esta vida que Deus me deu na indiferença e na saudade fez-me Poeta que viveu no silencio da cidade. Passa o tempo de corrida passa a vida e a vaidade nas horas da nossa vida fica sempre uma saudade. Choro a vida num minuto, numa hora, num segundo, das palavras que não escuto dos cansaços deste mundo. E embora goste da vida do Poeta que sofreu não esqueço a dor sentida desta vida que Deus me deu.