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Frases de Luiz Felipe Amil

25 frases

⁠ABC DO PARÁ Acerolas bem gostosas, uma pesca com avium e abacaba Beijú bem alvo da goma saborosa,
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⁠ABC DO PARÁ Acerolas bem gostosas, uma pesca com avium e abacaba Beijú bem alvo da goma saborosa, Círio de Nazaré em Belém e Conceição em Santarém Dindin ou flau de cupuaçú com bombom de castanha, Égua meu irmão, mas olha já. Farinha pura, torrada, com açaí na tigela, Garapa de buriti e cajá, Histórias do caboclo velho sobre o Curupira, Ingá maduro nas margens do rio azul, Jana Figarella e seu canto nas praias bonitas, Kiwi na salada de fruta paraense Leituras de poemas sobre o carimbó do Çairé, Mandioca no lavador se pelando, maniçoba também. Navio estrangeiro no encontro das águas, Onça miando na mata sombria de jambu e mastruz onde o cauã assobia. Pato no tucupi amarelo, com pirarucu frito Queijo branco na ilha do Marajó, Rio de bauxita em Trombetas na ribanceira pequenas casinhas Sapoti e seringa saborosos em Alter do Chão, Taperebá e tapioca, aí que delícia! O tacacá com a goma tapajoara Urucum bem vermelho para tingir o corpo Ver-o-peso com seus banhos de cheiro, com vatapá de camarão Whisky de graviola e limão Xícara quentinha de café com pupunha Yara, sua lenda e seu canto no Amazonas de reencontro, Zarabatana munduruku que assopra bem longe em Juruti.

⁠SONETO #4 DIAMANTE NEGRO o amor que acabou Maysa Amar é sentir bruta dor também, é partir
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⁠SONETO #4 DIAMANTE NEGRO o amor que acabou Maysa Amar é sentir bruta dor também, é partir Saber a hora certa de ficar e corresponder Amar, é sentir medo sem mesmo saber Que o breve amor das pessoas não vai vir. Ter medo do amor como nota falsa ser Infiltrado no coração, dado a persuadir O diamante negro que é levado à sorrir Mesmo quando se ferir, sairá à crescer. E é nessa boa vantagem de saber amar Que nos deliciaremos com o terno bem Que cura, desincha e mata o desatinar Que se desmancha mas açoita também Sem dó o que nem sempre é, no que dá Procurar amor em caras erradas desdém.

⁠SONETO #3 ESTETICISTA FACIAL Moça bela, secretária me atendendo
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⁠SONETO #3 ESTETICISTA FACIAL Moça bela, secretária me atendendo Na sua mesa, logo de manhã bem cedo Antes de tudo, maquiagem completa Seu nome é Marcela bela, lábios violeta. Ninfa das plumas rosas e sutis regalias Me inspirei olhando a ti que me avalias Meus documentos, minha três por quatro Tua singularidade feito lua deixa rastro. Marcela, esmeralda desejada por Brás Cubas, luxuosa no brilho e com batom. Modelo da estética artística, que trás A arte como um soneto agudo semitom Nos azulejos da moda, fugaz nas letras Feita escansão para se admirar o bom.

⁠SONETO #5 SONETO DO SER AMADO Do perfume das rosas, comigo
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⁠SONETO #5 SONETO DO SER AMADO Do perfume das rosas, comigo Sinto no Olimpo dos cuidados Do zelo prazeroso imediato Do amor entre íntimo e amigo. O ato de doar tem o seu destino Debaixo dos lençóis e na rua Quem contigo não falava, vira sua. Admirador secreto vira predestino. Ser acariciado, minha alma suscita Sente a vontade de beijos carnais De longe, a distância não aguenta. Quem sabe, de paixão um pouco mais A atividade amorosa sustenta, O que o sofrer não se conquista.

⁠JARDINS DA ARÁBIA Farei dos teus desertos, jardins suspensos, Onde haverá oásis para matar a sede
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⁠JARDINS DA ARÁBIA Farei dos teus desertos, jardins suspensos, Onde haverá oásis para matar a sede Onde a vontade de amar prevaleça onde esteve E que a quentura vire riachos propensos. As tendas precisam ter quintais Flores para mil e uma noites, Onde os tapetes não se sujem em todo instante E que a lua crescente faça sombra com seus umbrais. Brotará vinhas nos novos jardins árabes, Para molhar a garganta com galhos colossais Dará fonte de vida e novos ares. Florescerá a paz oriental Onde amores estarão até entre as aves E o amor feminino como os camelos esponsais.

A PELE Ela veio ao mundo pequenina Tão pequenina
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A PELE Ela veio ao mundo pequenina Tão pequenina Quanto lábio de menina Alguém a nomeou, Outro a batizou E um a namorou. Ela sentiu dores, feridas Tão dolorosas quanto espinhas. Ela aproveitou, Viu tudo com o seu olhar e brincou. Ela sentiu o sereno e a chuva Tão doces feito açúcar. De estações a estações Formou-se dois corações. Que tipo de coração? A paixão Tão forte quanto o vento Que partiu o coração apaixonado Levado pelas emoções Que sentiu -se um só lamento. Ela viveu os últimos grãos Um ciclo de separação, A morte teve de levar, e Sempre uma linda pele viverá Os últimos suspiros Após o ato de sonhar.

UM RIO DE POESIA (CHUÁ CHUÁ) Entrei nas pororocas do Tapajós Nadando contra as correntes do amazonas
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UM RIO DE POESIA (CHUÁ CHUÁ) Entrei nas pororocas do Tapajós Nadando contra as correntes do amazonas Os dois apaixonados São inteiramente inseparáveis, Mas deixam o poeta flutuante, inspirado, Navegar na precisão do sossego. Um rio de poesia, Que deixa o apaixonado renovado após um mergulho feito de alegria Rio que guia a lua Faz o sol desaparecer Me dá motivos para te descrever. Rio nobre do despejo Despeja a melancolia para bem longe dos meus desejos. Desengasga-me o que quero por pra fora O que tá incomodando-me agora. Os aviums festejam na sua água doce Mas essa alegria acaba, Quando o pescador da sua bajara, A rede retroce Os tristes se alegram após um banho de cheiro Pois para o caboclo, um banho alivia de pensar nos maus companheiros.

⁠MENINO POETA Menino da poesia Levanta de manhãzinha
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⁠MENINO POETA Menino da poesia Levanta de manhãzinha Só para ver o sol e a terra Se cruzando bem pertinho. Menino, a chuva te inspira Para escrever mais uma poesia. Ela molha tua pele, Teu rosto de moleque, Mas não inunda a tua mente madura, Nenhum tema poético ela te furta.

⁠O NASCER DA POESIA Muitas pessoas já se perguntaram para si mesma e para quem é poeta, como nasce a poesia? A poesia nasce não só de um pensamento, ela nasce da forma que você ver o mundo, da forma que você romantiza o que vê pela frente. A natureza sempre foi o alvo dos poetas…
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⁠O NASCER DA POESIA Muitas pessoas já se perguntaram para si mesma e para quem é poeta, como nasce a poesia? A poesia nasce não só de um pensamento, ela nasce da forma que você ver o mundo, da forma que você romantiza o que vê pela frente. A natureza sempre foi o alvo dos poetas que a admiram, sempre esteve caminhando junto com os versos e as pinturas artísticas. O saber intelectual gera poemas, enquanto o saber do dia a dia pode gerar poesia na forma de falar e de se expressar. A poesia não está em simples palavras, ela pode estar presente em uma obra de arte, numa música ou as vezes até nos elementos sem palavras como o sol, a lua e as estrelas. Eu tenho maior cuidado ao escrever poesias, faço o possível para não dar migalhas ao papel nem às obras de arte do scripts que eu posto. Sempre gostei de sinceridade, realidade e romance com intensidade na forma de se expressar. Poesia não é só amar, nem emprestar palavras à alguém. Poesia é o retrato da alma, não tem cegueira, fala o que o interior e o consciente pensam com profundidade.

⁠REPUBLICAMENTE FALANDO Moro aqui, nos confins do Brasil, O verde da bandeira aqui já sumiu
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⁠REPUBLICAMENTE FALANDO Moro aqui, nos confins do Brasil, O verde da bandeira aqui já sumiu O ouro amarelo, foi esgotado e pego De refém para a Europa à palo febril. O azul, a fumaça cinza consumiu, A exigida ordem e o famoso progresso De desordem à decadência persuadiu. Aqui na Amazônia o sinal veio e caiu Mas vemos a floresta sofrer o fim Índio sangue de tupi, vítima sim Das pancadas do próprio país: Brasil. A democracia em grego já nasceu torta E aqui em guarani já está morta Nos olhos felinos do valente jaguari. O charuto dos ricos é o que fecha A porta da digna e social inclusão E abre a porteira da necessidade Café com leite nem aqui, nem no Japão. Politicagem do cabresto arrebentado Vulgo política da saca de café queimado. O punho do brasileiro honesto padece. Nessa roda social somos caroços Dentro do maracujá coberto de imposto Toda tristeza que há hoje em dia Fala de uma morena linda da Bahia Santa negrinha: Caramuru jogada ao mar Coberta os olhos com a água do chorar. Referência às atuais divididas capitanias. Sem açúcar, atearam fogo no canavial, Sem peixes, botos mortos na seca fluvial A janela da solução está ficando menor Cada dia sem vento, sem orvalho pluvial O pasto, terra dura ficou muito mal O gado na porteira da várzea é de dar dó Nesse embrulho, o homem mesmo se deu um nó. E no meio dessa ressecada folhagem É cada cidadão por si Seu tapete foi puxado, virou imagem Pelo sócio que te traiu assim. E no fim do mês o salário mini miragem, Dará só para comprar um sanduíche e um guaraná tupiniquim.

⁠DOMINGO DE PROVA Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um bat…
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⁠DOMINGO DE PROVA Eu saí de casa tão cedo e apressado, vendo e revendo cada bolso da mochila e da calça jeans se eu não estava esquecendo de nada. Pobre de mim se houvesse esquecido algo importante para entrar no local de prova. As canetas pretas eram quatro, que formavam um batalhão de lanças transparentes, como diziam meus avós, estude porque a caneta é mais leve que a pá. Eu como sempre escrevia forte no papel, as canetas pareciam falar comigo o tempo todo em que eu abria a minha mochila para ver elas. Cheguei muito cedo no local de prova que resolvi ir me sentar na cadeira dentro de um barzinho, lanchar um pastel de carne moída com o meu suco de acerola, o preferido no estabelecimento, propriedade de um casal de idosos que havia na frente da universidade. Coloquei duas barras de chocolate na mochila para prova. Resolvi então estudar com os livros na mesa onde a sombra de um jambeiro me cobria por cima. Havia ali um rádio, onde a música de fundo do local era os bons tempos da Jovem Guarda na rádio Guarani FM, melhor coisa que já pude ouvir num domingo de manhã cedo e após ter descido de um ônibus tumultuado. Aquilo parecia tão calmo e tranquilo, mergulhar no fundo dos anos 1960, que meu nervosismo e ansiedade foi embora me dando calma para estudar. Me embalei tão freneticamente naquele ritmo, que a vontade era sair dançado pelas ruas, no meio da fumaça sorrateira e voraz que encobria as ruas de Santarém. Dentro daquele rádio, vinha uma bruma, talvez um nevoeiro repleto do que eu estava estudando para fazer a prova de linguagens, vinha funções emotivas causadas pelo eu-lírico de homens extremamente apaixonados e cheios de subjetividade, que se atirariam no rio, para ter o amor da sua amada e desejada mulher, funções fáticas repletas de arrependimento de mocinhas rebeldes pedindo para o juiz parar o casamento. O amor realmente para quem ama de verdade é uma síndrome conotativa repleta da hipérbole mais linda que se chama exagero.

⁠ALMA VIVENTE Meiga, alma gêmea, minha cara-metade Vives em mim firme de dentro para fora
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⁠ALMA VIVENTE Meiga, alma gêmea, minha cara-metade Vives em mim firme de dentro para fora Co'os lábios cor de vinho como aurora Não morrerei de amor, és tu fidelidade. És tu crucial para o meu afago do agora Espelho da vida itinerária, preciosidade Do semblante reencarnado da Antiguidade Onde viveste a filosofia clássica sem hora. Alma que pesa em si raios de anos-luz Primazia feita de grinalda, tulipa e lírios, Margaridas e flores de laranjeira, reluz Um trajeto de pétalas, desvio de delírios, Incredulidade com sermão que conduz A multidão confiante nos grandes círios.

⁠FLORES DO SERTÃO Quantas belas mulheres fortes Brotaram da terra vermelha,
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⁠FLORES DO SERTÃO Quantas belas mulheres fortes Brotaram da terra vermelha, Dos espinhos do cacto mandacaru Trazendo vida, alegria e flores Esperança, que no lajedo habitas, E um sorriso cativo perseverante, Que a seca faz da fé abundante Tornar-se a fonte de seus cuidados. Singeleza, como era muito linda A beleza pálida da bisa Maria Mulher submissa porém cálida No amor, no aconchego e no zelo E que seus olhos viram Maria Bonita, Flor zelosa como uma mãe cabrita. Mulher que não saía do fogão Vinha comida à lenha e à carvão. A flor do sertão nunca envelhece És a rosa do deserto que não morre A água em ti demora, mas escorre Do céu onde a esperança rejuvenesce. Mulheres sofridas, mas amorosas Não tem frescura co'as mãos nas roças. Sem temerem a escaveirada morte É de Deus o sopro da vida e da sorte.

⁠FELICIDADE CONTENTA A felicidade com certeza não está onde nós procuramos, no dinheiro ou na busca dela com desespero. A felicidade realmente é aquela onde somos felizes pelo que temos, felizes por nossas escolhas, forma de viver e onde você está sem se surpreender com a conqu…
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⁠FELICIDADE CONTENTA A felicidade com certeza não está onde nós procuramos, no dinheiro ou na busca dela com desespero. A felicidade realmente é aquela onde somos felizes pelo que temos, felizes por nossas escolhas, forma de viver e onde você está sem se surpreender com a conquista dos outros. É está focado na sua que é mais equivalente e valiosa do que uma caravana de camelos. A sua felicidade nasceu pra ser dividida com quem está sempre do seu lado, quem te compreende e te interpreta lhe ajudando nas horas mais difíceis da sua vida. Devemos analisar e observar com quem realmente devemos dividir esse mérito, se você não tem pessoas motivacionais nem positivas por perto, comemore sozinho, pois não há momentos alegres melhor com você mesmo feliz por si saltando de alegria.

⁠Ferrada de vespa Abelha, caba, ou vespa, seja lá oque for, ferrou a minha mão, como se fosse uma pontada de triturador no coração. Picou uma criança na mão
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⁠Ferrada de vespa Abelha, caba, ou vespa, seja lá oque for, ferrou a minha mão, como se fosse uma pontada de triturador no coração. Picou uma criança na mão -Ah que dor -Minha mão inchou, com uma ferrada, no meu dedo indicador Cuidado tagarela, Ela pode te ferrar na língua, como ferrou Narizinho no inesquecível Sítio do Picapau Amarelo. Não mexam curiosos meninos, no ninho que está quieto, elas não são malvadas, apenas produzem o mel em sua casa.

ALBATROZ Morava no Porto de Santa Catarina De manhã costumava tomar café e comer pão com margarina,
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ALBATROZ Morava no Porto de Santa Catarina De manhã costumava tomar café e comer pão com margarina, Logo depois entrava dentro dele, Me vestia com casacos quentes contra o frio. Retirava a âncora da costa e tocava a sineta Com meu leme rumo à Antártica Fazendo da minha vida um passe de mágica. O meu companheiro de longas viagens pelos mares quentes e gelados, o Albatroz. Partia para um lugar onde era território dos albatrozes, um lugar sem presidente, nem bandeira. Só habitado por seres fantásticos Principalmente a baleia da Antártica. A noite, eu estava na proa do Albatroz. Olhando aqueles fenômenos bonitos no céu Que só há no céu da Antártica. Era acostumado a girar o leme desviando o navio de enormes icebergs na frente tão alvos como ursos polares. Mas tudo aquilo, era só um passaporte de magia, Tudo construído na minha mente infantil imaginária, Um dia construí o Albatroz na minha mente de criança inocente Para poder realizar meus sonhos fantásticos e até mesmo impossíveis.

⁠QUE SEGREDOS TEM O OLHAR DE CLARICE? Clarice, numa cadeira de balanço, acende o seu cigarro, e em paz medita na sua solidão na área de casa, num domingo sem receber telefonemas de ninguém, nemvisitas,muito menos cartas de amor ou preocupação, ela sente a paz que muitos quenão v…
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⁠QUE SEGREDOS TEM O OLHAR DE CLARICE? Clarice, numa cadeira de balanço, acende o seu cigarro, e em paz medita na sua solidão na área de casa, num domingo sem receber telefonemas de ninguém, nemvisitas,muito menos cartas de amor ou preocupação, ela sente a paz que muitos quenão vivem a verdadeira solitude, não entendem o verdadeiro significado desse estado.Ela não quer guerra com ninguém, pois no mundo já basta a guerra interior e mentalque viemos corridos, a guerra do seu país de origem, a Ucrânia. Clarice é a roseiraucraniana sobrevivente, pois seu oxigênio, são as boas palavras intimistas faladas emsua doce prosa nessas terras brasileiras. Com o seu lindo cachorro do seu lado, Claricenos prova que o carinho não vem só dos seres humanos que pensam, que se dizemromânticos, os únicos que tem coração e alma, que são racionais, diferente dos animaisque por mais que não pensam, mas sentem mesmo agindo pelo extinto, são carinhososmesmo perigosos, selvagens ou domésticos são afetuosos com os cafunés querecebem.Clarice, que mistérios tem o seu lindo olhar, quando tira os óculos escuros em diasde sol? Teu olhar, olhos verdes do leste europeu, nos leva a meditar que a velha Chayaque veio para o Brasil ainda pequena, correu descalça nas pedras, peos os espinhosda alma, ralou os pés, mas cicatrizou, e foi essas cicatrizes que a fizeram ser umapersonagem dúbia com os demais parceiros de cena nessa longa metragem chamadavida real, sem intuito de fama, nessa brincadeira de relatar seus sentimentos ilegíveisde interpretar no seu subconsciente, se tornou um marco atemporal na literaturabrasileira e até mesmo ultrapassou fronteiras mundiais com seu sentimentalismointimista sincero. Clarice que tentou aprender o português com sua língua europeia,morou em tantos países que em cada lugar dominou um sotaque que fez da sua línguaum charme, dominava bem o português e outros idiomas essenciais para a diplomacia,engolia os rs que falava, mal de todo estrangeiro, mas escrevia bem discreto e culto obom e velho português camoniano tupi guarani.A água regava suas lindas plantas no hall do seu apartamento, mas a água queClarice bebia era a sua eterna água viva, que dominava o séu coração selvagem,semgrau de vaidade e sem horas para ser uma estrela literária, o reconhecimento, só veioapós a sua morte, infelizmente, é preciso morrermos um dia para nossas palavras ter ovalor devido na leitura, mesmo com um cigarro ferindo em chamas no rosto e pulmão,as cartas não foramn queimadas, e estão aí como literaturá obrigatória se um jovemquiser passar no vestibular. Temos que ler Clarice e tentar compreender seuspensamentos prodígios, quando viva, infelizmente não téve todo o valor, e méritoreconhecido que merecia, era séria, tímida, achavam a que era fraça por retratar tantoe desabafar a sua alma luz intimista em suas prosas, mas era uma dama da boa everdadeira escrita psicológica, entendia muito bem o ser humano e suas patologias.O peso da máquina de escrever, não define o peso que é 'a alma luz e as palavras deClarice, sincera, sem nenhum grau de vaidade, se vai haver rugas, ou se os cabelosloiros vão ficar grisalhos, sagitariana de não emendar muita conversa, mas em escreverpalavras. A companhia de seus dois filhos, seu cachorro eseu inúmeros livros na suaestante, os livros emocionantes em cima da máquina de escrever, seus filhos de capae ISBN,foram nascidos com muito esforço e pensamentos que se aproximassem damente humana confusa, coisas atemporais que muitos se identificam, Clarice nãomedia, nem amaldiçoava as palavras, fazia da sua solitude, um livro de cores e palavras,sentido que a mente fraca não encontra, Clarice achou um meio com seus gestos de se tornar imune a qualquer tipo de abalo, que as lágrimas da sua infância e do seu passado,tenham se tornado chuva fértil de esperança e prosperidade. Se todos fossem no mundoigual a você, existiria menos debate pejorativo, existiria a verdade sutil, mais liberdadeinterior e inspirações em tanta solidão nesse meio fatídico material, onde o ser humanosó ver com sua vista o carnal, sem saber que o espiritual dar continuidade após a morteque é apenas uma viagem. Amar não acaba, se dermos amor sem receber nada emtroca, vamos continuar sentindo o amor em nosso coração, convertendo o para o bemnuma deliciosa morada nessa descoberta cotidiana do mundo, admirável mundo novoclariciano que adverte para não termos medo de amar e nunca desistir do amor,pois oamor é a resposta para solucionar tudo, tenha muito cuidado com o amor que as vezespode ser exigente, viva o amor, porque o amor nasceu para ser vivido intensamente,por amor, fazemos tudo, mas devemos ter cuidado com o amor excessivo que apagatudo. O amor retratado por Clarice é coisa simples, uma sensação de nunca esquecero primeiro amor, o amor próprio da solitude, o amor pode vim com pontadas, mas podeser um amor vacinado, não romântico, um amor de quem já sofreu por amor. Sabemoscomo disse Clarice, resumindo, o amor não tem que ser algo difícil, deve ser entendido,se fores diffcil, calce teus sapatos e parta para outro amor secundário sem perder o seuamor próprio. A clássica definição é que o amor é rela e fatal ao mesmo tempo.Vocêama porque tem medo de estar sozinho? Amaremos de encontro com o amor, dezembrovai, janeiro vem, sigamos nos amando para poder amar alguém com certeza e confiancatotal, pois o amor pode ter mil faces, amar é a única forma de viver bem. Não tenhamedo de amar, mesmo o amor sendo um sistema de trocas, Clarice nos ensina que oamor sempre será um sentimento essencial para a sobrevivência. É preciso estarpreparado para o amor, amor é riqueza, mas é pobreza, é água da fonte, mas tambémé poeira. Amor é suportar o fardo do outro, pois amar é tudo, seja bom ou seja ruim,siga amando nesse combustível. “Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somandoas compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é quese ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil". (Clarice Lispector)

⁠UMA CERTA ANA CLARA Havia ali pelos corredores da casa, uma figura formosa, de coração bondoso, calma, castidade e pureza a rodeavam, inquieta nos serviços, que de dia e de noite emanava beleza, pudor e carisma espiritual, batizada pelo nome composto Ana Clara, para os forastei…
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⁠UMA CERTA ANA CLARA Havia ali pelos corredores da casa, uma figura formosa, de coração bondoso, calma, castidade e pureza a rodeavam, inquieta nos serviços, que de dia e de noite emanava beleza, pudor e carisma espiritual, batizada pelo nome composto Ana Clara, para os forasteiros era Ana e para os de casa era simplesmente Clara, mas para o avô João era carinhosamente a neta Clarinha, cuidava no que deveria ser feito, seja engomando as roupas dos componentes da casa ou ajudando a avó Lindete no encaminhamento do almoço. Era uma bela moça, noviça de média estatura, sua pele era da cor do bronze da Mesopotâmia, brilhava formalmente bem cuidada, mesmo descabelada de dia, e arrumada depois do almoço, tinha um pouco de grau de vaidade com o rosto e os lindos lisos cabelos dourados, como uma veste de ceda. Usava belos vestidos, lindo batom nos lábios e uma discreta maquiagem. Dotada de conhecimentos não só básicos, como autoconhecimento, religiosos e anatômicos, havia já conhecido três países. Dava-se para Ana Clara dezenove anos completos, era ariana, de alma lavada e feliz. Ana Clara era uma joia rara no meio da família, mulher de princípios éticos e dogmas religiosos praticantes, sabia perdoar o mal, seguir em frente estudando a ciência humana numa escola particular para ter um futuro digno e aprendendo com a vida, com os ensinamentos dos avós e com o que viveu, marcas do que se foi. Ana Clara era madura, sábia, sabia o que era para ela e o que não era, um simbolismo inteiro cabia na sua linda alma composta por uma estrutura de cânticos e conceitos bíblicos. Despertava paixão em qualquer homem, sua beleza e sedução arrebatava um alabastro de sentimentos, seu perfume espiritual era um bálsamo para quem a admirava, um incenso suave nas narinas até do celestial. Ana vivia se desviando desses incidentes apaixonantes que são ilusões passageiras, fazia o certo, pois uma moça jovem e solteira, tinha que viver a vida como era para ser vivida por inteira, buscando sempre na paz e no que aconteceu, o amor próprio e interior. Luiz Felipe Amil AMIL. LUIZ FELIPE Trechos. 2025

⁠COBERTOR DE ÁGUAS Essa água azul de piscina revestida Em seu corpo, todo o azul combinado
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⁠COBERTOR DE ÁGUAS Essa água azul de piscina revestida Em seu corpo, todo o azul combinado Com a cor dos seus olhos desejados Com o encanto e admiração fluída. Essa água doce e saudável te veste Com refresco e lavagem de alma Males que se evaporam com calma Para as profundezas donde vieste. Teu dulçor afrodisíaco se acompanha Com a tua essência única, lavando A dor, trazendo a bonança tamanha. Você nessa fotografia se expressando Vejo um lençol de armadura, luta ganha, Que te faz mais forte se reinventando.