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Frase de Luiz Felipe Amil

ALBATROZ Morava no Porto de Santa Catarina De manhã costumava tomar café e comer pão com margarina, Logo depois entrava dentro dele, Me vestia com casacos quentes contra o frio. Retirava a âncora da costa e tocava a sineta Com meu leme rumo à Antártica Fazendo da minha vida um passe de mágica. O meu companheiro de longas viagens pelos mares quentes e gelados, o Albatroz. Partia para um lugar onde era território dos albatrozes, um lugar sem presidente, nem bandeira. Só habitado por seres fantásticos Principalmente a baleia da Antártica. A noite, eu estava na proa do Albatroz. Olhando aqueles fenômenos bonitos no céu Que só há no céu da Antártica. Era acostumado a girar o leme desviando o navio de enormes icebergs na frente tão alvos como ursos polares. Mas tudo aquilo, era só um passaporte de magia, Tudo construído na minha mente infantil imaginária, Um dia construí o Albatroz na minha mente de criança inocente Para poder realizar meus sonhos fantásticos e até mesmo impossíveis.

Luiz Felipe Amil

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Pensador.com

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⁠ABC DO PARÁ Acerolas bem gostosas, uma pesca com avium e abacaba Beijú bem alvo da goma saborosa, Círio de Nazaré em Belém e Conceição em Santarém Dindin ou flau de cupuaçú com bombom de castanha, Égua meu irmão, mas olha já. Farinha pura, torrada, com açaí na tigela, Garapa de buriti e cajá, Histórias do caboclo velho sobre o Curupira, Ingá maduro nas margens do rio azul, Jana Figarella e seu canto nas praias bonitas, Kiwi na salada de fruta paraense Leituras de poemas sobre o carimbó do Çairé, Mandioca no lavador se pelando, maniçoba também. Navio estrangeiro no encontro das águas, Onça miando na mata sombria de jambu e mastruz onde o cauã assobia. Pato no tucupi amarelo, com pirarucu frito Queijo branco na ilha do Marajó, Rio de bauxita em Trombetas na ribanceira pequenas casinhas Sapoti e seringa saborosos em Alter do Chão, Taperebá e tapioca, aí que delícia! O tacacá com a goma tapajoara Urucum bem vermelho para tingir o corpo Ver-o-peso com seus banhos de cheiro, com vatapá de camarão Whisky de graviola e limão Xícara quentinha de café com pupunha Yara, sua lenda e seu canto no Amazonas de reencontro, Zarabatana munduruku que assopra bem longe em Juruti.

⁠SONETO #5 SONETO DO SER AMADO Do perfume das rosas, comigo
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⁠SONETO #5 SONETO DO SER AMADO Do perfume das rosas, comigo Sinto no Olimpo dos cuidados Do zelo prazeroso imediato Do amor entre íntimo e amigo. O ato de doar tem o seu destino Debaixo dos lençóis e na rua Quem contigo não falava, vira sua. Admirador secreto vira predestino. Ser acariciado, minha alma suscita Sente a vontade de beijos carnais De longe, a distância não aguenta. Quem sabe, de paixão um pouco mais A atividade amorosa sustenta, O que o sofrer não se conquista.

⁠SONETO #3 ESTETICISTA FACIAL Moça bela, secretária me atendendo
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⁠SONETO #3 ESTETICISTA FACIAL Moça bela, secretária me atendendo Na sua mesa, logo de manhã bem cedo Antes de tudo, maquiagem completa Seu nome é Marcela bela, lábios violeta. Ninfa das plumas rosas e sutis regalias Me inspirei olhando a ti que me avalias Meus documentos, minha três por quatro Tua singularidade feito lua deixa rastro. Marcela, esmeralda desejada por Brás Cubas, luxuosa no brilho e com batom. Modelo da estética artística, que trás A arte como um soneto agudo semitom Nos azulejos da moda, fugaz nas letras Feita escansão para se admirar o bom.

⁠SONETO #4 DIAMANTE NEGRO o amor que acabou Maysa Amar é sentir bruta dor também, é partir
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⁠SONETO #4 DIAMANTE NEGRO o amor que acabou Maysa Amar é sentir bruta dor também, é partir Saber a hora certa de ficar e corresponder Amar, é sentir medo sem mesmo saber Que o breve amor das pessoas não vai vir. Ter medo do amor como nota falsa ser Infiltrado no coração, dado a persuadir O diamante negro que é levado à sorrir Mesmo quando se ferir, sairá à crescer. E é nessa boa vantagem de saber amar Que nos deliciaremos com o terno bem Que cura, desincha e mata o desatinar Que se desmancha mas açoita também Sem dó o que nem sempre é, no que dá Procurar amor em caras erradas desdém.