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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

SONETO SINGULAR Não te amo desalinhado como se é o cerrado tal folhas emurchecidas libertas na sequidão
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SONETO SINGULAR Não te amo desalinhado como se é o cerrado tal folhas emurchecidas libertas na sequidão te amo como o árido clama água, na exaustão sequiosamente, entre o limite e o estar saciado O meu amor por ti, está além de ser paixão dentro de si, é a força do entardecer rubrado do sertão, se pondo no horizonte enamorado dando aroma a memória, e fogo na imaginação Te amo como o vento pelo torto galhado livre assovia nas forquilhas uma canção te amo por te amar, pois é de meu agrado Se não fosse assim, não teria outra forma não pois, pra te faço este sulcado soneto versado tão para ti, se tocá-lo, sentirás a vazão da emoção © Luciano Spagnol poeta do cerrado Junho de 2016 Cerrado goiano

ODISSEIA (soneto) Minha saudade de querer-te, ideia Meus dias poetam versos em te ter
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ODISSEIA (soneto) Minha saudade de querer-te, ideia Meus dias poetam versos em te ter Pois vives no meu viver sem tu crer Numa saudade de vida em odisseia Não é só uma razão no meu querer És o enamorar em noite de lua cheia Mistérios pra que minh'alma te reteia E contos de amor escritos pra eu ler Já tantas vezes lidos, no céu, na areia Relidos nos sonhos do meu entardecer É tão presente numa clássica epopeia És o meu amor, a aurora no amanhecer Quem no meu palco encenou a estreia Enlouquecendo por inteiro o meu ser © Luciano Spagnol poeta do cerrado 16/06/2016, 17'26" Cerrado goiano

RETORNO (soneto) De volta à minha vida de outrora Há inquietude com o meu futuro
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RETORNO (soneto) De volta à minha vida de outrora Há inquietude com o meu futuro Tal, embora, o atual seja escuro A intuição me diz pra ir embora É assim, no raiar, uma nova aurora Vai e vem, prevalece o afeto puro Só na fé com compaixão é seguro E na esperança que se faz a hora Porém, se perde, também se ganha Nas dores, se bate, também apanha O próprio tempo que doutrina a gente Pois no dever cumprido, vem o sentido Da correlação, e ser mais agradecido Hoje vou melhor, com amor mais ingente © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

LAMENTOS NO CERRADO (soneto) Só, me encontro no cerrado cinzento e acumulo agruras bem guardadas
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LAMENTOS NO CERRADO (soneto) Só, me encontro no cerrado cinzento e acumulo agruras bem guardadas das utopias na aridez desmaiadas dos sonhos perdidos além do tempo Tal qual pequizeiro de flores delicadas que brotam no sequioso pasto sedento meu temor e saudade faz de rebento como as floradas nas secas galhadas Quanto vil doloroso gemido em mim assim como folhas secas num jardim no seu fado, voam ao vento turbulento Eu aqui, descrente no cerrado, vivo assim, poetando lamentos tão irreverentes, enfim, o fato é que a vida é feita de revoadas... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 12/06/2016, 06'06" Cerrado goiano

VELHA OPINIÃO (soneto) Só o tempo é que faz poetar a vida Harmoniza a esperança e dá ação
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VELHA OPINIÃO (soneto) Só o tempo é que faz poetar a vida Harmoniza a esperança e dá ação Põe o antídoto do amor na questão E no fado faz estória de vinda e ida O ser depende do grau da emoção Em nada se pode ter dor resumida Ou tão pouco ter ânsia embevecida E ou descrença sem fé no coração O eterno desejar uma sorte ungida Faz da trilha um trilhar na contramão Pois sempre se tem algo de partida E no perde e ganha, a voz é da razão Não se tem a felicidade assim parida Vem com dose de ventura e aptidão © Luciano Spagnol poeta do cerrado 16/06/2016 Cerrado goiano

Violeiro chora a viola Violeiro, está viola canta e chora a saudade deste chão
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Violeiro chora a viola Violeiro, está viola canta e chora a saudade deste chão este chão árido que o pranto na garganta canta os amores nas cordas desta canção... No meu peito também chora este choro que não vai embora junto da viola, que vai no raiar da aurora Violeiro, chora a viola no meu pranto deste desencanto que a sorte me reservou se podes neste canto me consolar tanto não se acanhe em espantar a solidão que aproximou... No meu peito também chora este choro que não vai embora junto da viola, que vai no raiar da aurora Violeiro, canta a viola no choro dos amores se hoje sozinho, tenho ela cancioneiro e senhora então consola minha solidão e minhas dores daqui só saio se a viola for embora... Viola e violeiro deixam eu ter este proveito do canto e choro da viola, em poesia pois assim alivia o meu peito... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Maio, 2016 Cerrado goiano

Canto em Versos O meu poetar une versos dos amores, dos reversos
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Canto em Versos O meu poetar une versos dos amores, dos reversos porém, não são submersos nem tão pouco dispersos... É uma exaltação aos universos: das trovas, dos mundos diversos das dores e louvores tão imersos nas palavras e sigilos complexos De simples poemas abstersos... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

Ponteiros Os ponteiros do relógio que levam As horas boas de nosso viver
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Ponteiros Os ponteiros do relógio que levam As horas boas de nosso viver Também grifam no tempo as que elevam E trazem assim, pra sorte, saber Iguais às águas dos riachos Carregam rio abaixo as folhas caídas Em contínuos despachos Tal como as nossas despedidas Os ventos também assopram Pra longe os sonhos empoeirados Ficando outros que aportam Nos galhos dos nossos fados Pois o de direito, é nosso, ancoram... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

degustação eu preciso de um amor igual poema
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degustação eu preciso de um amor igual poema que surpreenda sem teorema ou emenda eu preciso de poesia na paixão sem o substantivo arrelia das quizilas do coração todos na mesma rima no mesmo pensamento palavras e enzima redigindo momento que narre segredos desalinho, inconfessáveis e aprecie vinho © Luciano Spagnol poeta do cerrado Maio de 2016 Cerrado goiano