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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Violeiro chora a viola Violeiro, está viola canta e chora a saudade deste chão este chão árido que o pranto na garganta canta os amores nas cordas desta canção... No meu peito também chora este choro que não vai embora junto da viola, que vai no raiar da aurora Violeiro, chora a viola no meu pranto deste desencanto que a sorte me reservou se podes neste canto me consolar tanto não se acanhe em espantar a solidão que aproximou... No meu peito também chora este choro que não vai embora junto da viola, que vai no raiar da aurora Violeiro, canta a viola no choro dos amores se hoje sozinho, tenho ela cancioneiro e senhora então consola minha solidão e minhas dores daqui só saio se a viola for embora... Viola e violeiro deixam eu ter este proveito do canto e choro da viola, em poesia pois assim alivia o meu peito... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Maio, 2016 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano