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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO SINGULAR Não te amo desalinhado como se é o cerrado tal folhas emurchecidas libertas na sequidão te amo como o árido clama água, na exaustão sequiosamente, entre o limite e o estar saciado O meu amor por ti, está além de ser paixão dentro de si, é a força do entardecer rubrado do sertão, se pondo no horizonte enamorado dando aroma a memória, e fogo na imaginação Te amo como o vento pelo torto galhado livre assovia nas forquilhas uma canção te amo por te amar, pois é de meu agrado Se não fosse assim, não teria outra forma não pois, pra te faço este sulcado soneto versado tão para ti, se tocá-lo, sentirás a vazão da emoção © Luciano Spagnol poeta do cerrado Junho de 2016 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano