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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO PELO CAMINHO O meu fado pôs a me versejar Pelas trilhas do destino nefando Me fez chorar, rir, foi interrogando Acerca do amor pôs a ignorar Subi e desci, e a vida foi forjando Desafinei certamente ao disciplinar E pude segredar na noite de luar Assim, estórias foram desfiando Por vielas, ruas e, becos a andejar Andei, e ele comigo foi andando Pelos caminhos o diverso a poetar Agora, o canto maduro, no comando Lembranças, tudo tem tempo e lugar Na estrada, continuo caminhando... (até Deus chamar!) © Luciano Spagnol poeta do cerrado 20/01/2017, 14'00" Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano