Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
TORMENTO NO SONETO O fado, comigo, não teve deleite Tem um gosto agridoce meu dia Devoluto, e sem lisonja fugidia Na ventura me sinto um enjeite Lembranças, só são de nostalgia Um poetar desnudo, sem enfeite Inspiração desmaiada como leite E a lágrima de tão pouca alegria As doces palavras sem onde deite O ânimo com nuance sem ousadia O coração desprezado, quem aceite E mesmo, num tal tormento, quereria Um olhar de afogo, sorriso que afeite Onde minha sorte, pudesse ter alforria © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde