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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

Tristura Eu estava a chorar E na tristura e lágrimas
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Tristura Eu estava a chorar E na tristura e lágrimas Pus a alma a pensar Das angústias e lástimas E nesta sumarenta dor Escorrendo em desestimas O que me alentou foi o amor Luciano Spagnol

No aguardo Eu quero mais que um olhar Quero teus beijos nos meus
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No aguardo Eu quero mais que um olhar Quero teus beijos nos meus Poder a solidão dizer adeus E o vazio poder transformar Te quero assim ao meu lado Andar de mãos dadas no amor Uma canção poder te compor Rimadas em sintonia no fado Aceite, não pense em nada Venha até mim, do seu jeito Vamos juntos nesta estrada Vamos nos perder na emoção Traga o sorriso pro meu peito Acalme o meu que é seu coração Luciano Spagnol

Coisas de amor O amor nunca cala Pode haver carquilhas
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Coisas de amor O amor nunca cala Pode haver carquilhas Pode haver muita fala Ter poucas maravilhas Ou ser pompa e gala Amor é feito solene Na alma tem escala Ao coração infrene Aos românticos poesia Ao tempo indene Faz juras de alegria Amor ao amado, perene Um amor não se adia Vive-se! No presente Fiel e ardente Verdadeiramente

De par a singular Depois do teu olhar O meu corpo se calou
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De par a singular Depois do teu olhar O meu corpo se calou A saudade faz aumentar O vazio que você deixou Não era para ser, mas foi Aquela música silenciou Não mais terei o teu oi... Nem sei mais onde estou Perdido está o ansiado projeto O coração não mais disparou O pesar não sabe ser discreto Quer o que nunca mais chegou Sem você o amor não é completo E os sonhos sonhados acabou Ter você é de paixão estar repleto Pois pensei um dia ser minha, ou Que éramos par, não singular o afeto. Luciano Spagnol

Verso e trova O poeta trova o seu verso No reverso de sua sofreguidão
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Verso e trova O poeta trova o seu verso No reverso de sua sofreguidão Sofrendo para não ser perverso Com a alma de sua inspiração Cada trova na carne é cortada Em cada corte sangra a rima Rimando palavra encantada Pra encantar a sua estima Nesta de ser um simulador Simula tão perfeitamente Lagrimas de alegria e de dor Que perfeito é o que sente E assim por ser um sonhador Sonha e no sonho se renova Desenhando poemas de amor Em amorosos versos e trovas Luciano Spagnol

Soneto variante Hoje sou diferente do ontem Ontem eu era diferente do hoje
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Soneto variante Hoje sou diferente do ontem Ontem eu era diferente do hoje Amanhã serei díspar no reloje Variamos no tempo, outrem De manhã sou um de tarde outro Se vivo! Diferente anoitecerei É o destino em seu decreto lei Sou um, sou vários, aqueloutro Passo a passo na cadência Rugas, choros e sorrisos E assim parindo essência E nestes todos atos incisos Ando onde me há subsistência Até quando tiver regência e improvisos Luciano Spagnol

Morte e vida A vida está sempre de partida A morte de início e ressureição
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Morte e vida A vida está sempre de partida A morte de início e ressureição Dia a dia se morre na descida Do tempo, em sua contramão E nesta poética de folha seca Que o vento leva além do olhar Um pouco do tudo será soneca E nada a quem não soube amar Quando eu for, está gaveta estreita Estreito estará o caminho do perdão Por mim rezem ladainhas bem feita Para a direita do Pai o meu coração Se a partida ainda não chegou a vez E só tenho a data de minha chegada De fevereiro a fevereiro é o meu mês Feliz vivo, sem a morte na vida privada (Entre a vida e a morte prefiro ser cortês!) Luciano Spagnol

Poema para um bom dia Amanheça radiante como o sol Cante como os pássaros no alvorecer
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Poema para um bom dia Amanheça radiante como o sol Cante como os pássaros no alvorecer Saia de seu caracol Abra a janela do viver Sorria, irradie felicidade A vida é para valer Agradeça esta oportunidade Só quem quer terá o saber Terá serenidade.... Harmonia... Bom dia! Luciano Spagnol

SILÊNCIO DO CERRADO Difícil empalhar o silêncio do cerrado Desafinado, singular num trans feitio
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SILÊNCIO DO CERRADO Difícil empalhar o silêncio do cerrado Desafinado, singular num trans feitio Ruidoso e calmo, tácito entrelaçado Arranhando o árido com fino assobio Chorando no torto galho ressequido Da inação do sertão de hábito gentio E nesta tão apatia, rebusna o perfume No olhar: calado, rumoroso, cheiroso Que no mormaço é em alto volume Na imaginação um tempo moroso No horizonte um suntuoso cerume E na surpresa, mesclado e glorioso... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado Dezembro de 2017 Cerrado goiano

Há vida vivente e tem quem se ausente Há olhar carente e tem quem não importa Há afeto latente e tem quem não sente
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Há vida vivente e tem quem se ausente Há olhar carente e tem quem não importa Há afeto latente e tem quem não sente Existe na loucura de ser gente... Horta de insanidade Neste silencioso desdém, cerrada é a porta, a humanidade A valia está muito além do poder Pois até mesmo a razão é vaidade Surdo são os ruídos mudos dum gemer Num egoísmo posto no altar Cambiando o amor pelo ter... Sem ter amor para cambiar! © Luciano Spagnol Poeta do cerrado Cerrado goiano

CHACAL Ó Cerrado! ó velho de bravura! Ó cruel e implacável vastidão!
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CHACAL Ó Cerrado! ó velho de bravura! Ó cruel e implacável vastidão! Que propina solidão ao coração E ao silêncio lágrimas mistura! Pois a melancolia, onde é chão Abre em secura, arde a tristura Na quietude tal duma sepultura A dor viva de um atroz bordão! Tal o contraste! agridoce figura Aridez, e flores na contramão De saudades no vazio em jura! Ó Natureza! Ó Divina criação Alegria e tristeza em conjuntura Nasce a privação e brota a ilusão... © Luciano Spagnol poeta do cerrado início de setembro, 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

E que venha as flores, Tenha dias com valores, No coração essência...
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E que venha as flores, Tenha dias com valores, No coração essência... À primavera reverência, mais cores... Que seja SETEMBRO, coerência na razão, nos fazendo sonhar que com dispor, se pode acreditar, num Deus que é vida, amor... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 31 de agosto, 2018 Cerrado goiano

Quando a Boca Cala No silêncio a alma confessa Quando a boca cala
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Quando a Boca Cala No silêncio a alma confessa Quando a boca cala O olhar não tem pressa Quando a boca cala Os gestos falam sem promessa Quando a boca cala Tudo no direito de ir e vir, quando se quer ficar Onde o que importa é acolher, é abrigar Sem a ditadura de querer mandar A emoção encontrada clama Quando a boca cala A paixão partilhada chama Quando a boca cala O desejo lado a lado é poesia Quando o corpo é harmonia Ai mesmo quando a boca cala O amor fala! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 15/04/2013, 05’30” Cerrado goiano

DOR VELADA Se a saudade que suspira, a dor de outrora E nas lembranças mora: é ilusão nascente
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DOR VELADA Se a saudade que suspira, a dor de outrora E nas lembranças mora: é ilusão nascente Pois, tudo que ao coração, assim, devora Traz solidão ao pensamento paralelamente. Se a lágrima que do olhar na face chora Embora, se deva rolar. E tão vorazmente Rasga o peito a fora, se cala ou implora Há nós piedade, que seja piedosamente. Se inveja agora, a ventura doutra gente Ter silêncio lhe deva ser permanente Como o fincar dos cravos duma espora. Pois, a vida só nos é dada parcialmente Pra que possamos ser dela totalmente No viver... Velozmente vamos embora! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano

Não te rendas, não cedas ainda que o sonho te queime. Aprendas a apagar as labaredas,
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Não te rendas, não cedas ainda que o sonho te queime. Aprendas a apagar as labaredas, do fado. Insista, queira, teime... A vida tem curvas e alamedas. Veja a cor do por do sol, diversidades. Adoce as frutas azedas. Viver tem sempre possibilidades. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano

O CERRADO Truncado, entre galhos tortos, sequioso Duma vastidão desfolhada tal ladainha
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O CERRADO Truncado, entre galhos tortos, sequioso Duma vastidão desfolhada tal ladainha Sacerdote do planalto, chão impetuoso Do sertão, no entardecer o belo avizinha Rezas quebrantos, o tempo moroso Sobre cascas grossas, aves, aninha E, ajoelhado, o pequi, tão saboroso Tal os servos aos pés de uma rainha Ardes, num calor do olhar, escaldante Tão piedoso espera a chuva das flores E pelos ipês, o inverno seco é ornado E invade, empoeirado, o vento sonante Num adeus ao dia, tal velhos amores... Vem as estrelas, na vastidão do cerrado. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto, 2018 Cerrado goiano

Maldição Se da má sorte, tive gosto da amargura, Envelopado pelo asno e uma maldição,
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Maldição Se da má sorte, tive gosto da amargura, Envelopado pelo asno e uma maldição, Me vi chafurdado em uma lama escura, Hoje, minha paixão abrirá em erupção. Me deixei inerte sem cólera e loucura, Os abraços sem laços e sem ter ação, A solidão em atos vis e de vil tortura, Agora sou grito, pronto pra explosão. Maldito sejas o olhar por mim perdido! O silêncio deixado no doce coração, Dos amores o amor não será vencido. Se calado antes mesmo de ter e ser, A grata emoção não será mais em vão... Minha compaixão é maçante no viver! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 22/08/2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Velha Lágrima Solidão. Que mágoa na aurora! Senso ao vento, paira pelos ares
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Velha Lágrima Solidão. Que mágoa na aurora! Senso ao vento, paira pelos ares Em suspiros, lágrima que chora De antigos e buliçosos pesares. Pulsa uma dor, deveras se sente É tal tristura que no peito diviso Versos, que de teu verso ausente Vazios poéticos do teu doce sorriso. Ah! Por que tu assim fizesses Meu eu dum eterno teu escravo Se outras eram minhas preces E com o descaso fez conchavo? Por que então ainda insiste Nesta trama tão alvoroçada Como quem ama, assim, triste E com a alma fria e calada? Se clamo ao infinito celeste Por um olhar manso e sensível Por que é que não me disseste Palavras ao coração inteligível? Se terrível, era a dor impiedosa Me livra desta coroa de espinho Se bom é ter-te em verso e prosa. Por que deserto é o nosso ninho? Porém, melhor a outra figura De ter a sofreça em segredo Do que conhecer a tal ventura E deixá-la ao leu tão cedo... Assim, então pouco a mim seria Em pranto a face, de sua partida Antes os desafetos que nos alivia Do que fuçar na aberta ferida... Tem pena de mim! Tem pena Desta velha lágrima. Caridade! A paixão não me é tão pequena, Secará. Pois tanta é a saudade... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

Em uma Tarde de agosto Agosto. No cerrado. Abro as janelas Sob o céu calado, e poucas nuvens,
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Em uma Tarde de agosto Agosto. No cerrado. Abro as janelas Sob o céu calado, e poucas nuvens, Invernado. Flutuam cinzas penugens, Das queimas, sobre flores amarelas (dos ipês). Pra quem as vês, as fazem de reféns, Do belo. Caindo ao clarão das estrelas. Ao vir o vento, se abri ao vento as velas, Em um balé de harmonias e de poréns... Por que, horizonte tão gigante e distante, Se a angústia é semblante, não arrogante. E me fazes por um instante, profanidades. Porém, olho o céu deserto, e o vejo triste, E minha alma insiste, e no amor consiste. Inverno... chega à noite e é só saudades... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano Olavobilaquiando