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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

SAUDADE O silêncio tantos, aqui frente a frente, uma privação... O contido medonho!
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SAUDADE O silêncio tantos, aqui frente a frente, uma privação... O contido medonho! E, de peito arrebatado, vorazmente, quedei a ideia, num olhar tristonho. Saudade! ... Tão mais que de repente, nas tuas lembranças as minhas ponho, ressurge nostálgico sentimento ardente, no cerrado, sob o entardecer sem sonho. Amargo, na angústia, êxtase supremo; solitariamente, a dor na emoção invade nos redivivos sensos, assim blasfemo; e torturantes, volvendo a infelicidade, aureolado pelo agastamento postremo do desagrado da insensível saudade. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano Olavobilaquiando

Nel mezzo del cerrrado... Aportei. Aportaste. E morria calado E aflito, e triste, e amargurado eu ia
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Nel mezzo del cerrrado... Aportei. Aportaste. E morria calado E aflito, e triste, e amargurado eu ia Os sonhos da alma era despovoado E d’alma as quimeras era só fantasia. E assim, longo o caminho, o cerrado Eu preso nos desejos ele pouco polia Da vida: o tom do tom estava errado Do horizonte, nada, nenhuma poesia. Hoje a vida sem ti, é sempre partida Prantos que a tal saudade umedece Comovem como a dor da despedida E eu, sentado no caminho, aguardo Arfante, poético, e que não arrefece (o amor) “Nel mezzo del cerrado”, que no peito ardo... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

INSPIRAÇÃO Há no amor um ato de explosão “big bang” de corpos, olhar aflito
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INSPIRAÇÃO Há no amor um ato de explosão “big bang” de corpos, olhar aflito em um êxtase de pura inspiração de duas almas em um único rito Um conto de luz, força e surpresa do desejo num vário suspiro aflito escoando pelos beijos em pureza onde do coração urge audaz grito É o mistério dos devotos amantes revelados nos versos em teimosia o qual tem laços em cada abraço De encontros e fidelidade soluçastes que traz pra vida, sentido e harmonia de elos da paixão, num passo a passo © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano

MINHA BUSCA Corro os olhos por almas, na cata dum olhar, ou talvez apenas aquele sorriso roubado.
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MINHA BUSCA Corro os olhos por almas, na cata dum olhar, ou talvez apenas aquele sorriso roubado. Então vou num serelepe agreste caminhar, pelos abraços, laços, dum algo desejado. E no afã dum afago, um riso, outro chorar, aqui, ali, lá, vou tentando ter um agrado. O vazio que me devora, implora, põe a orar, vem do coração, que quer amor denodado. Corro os olhos no fado, vejo o tempo passar, o peito sofredor, e já com o fim tão cansado. Sem sequer ter uma estória pra poder poetar, se acostumou com uma solidão, está calado. Quer versejar a rima perfeita com o tal amar, ainda busca, não consegui estar parado... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, 11 de agosto Cerrado goiano

VERSOS DE AMOR Você é tudo aquilo que desejei tudo que sonhei
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VERSOS DE AMOR Você é tudo aquilo que desejei tudo que sonhei e que me faz viver me faz sorrir, ao te ver... Com você, não penso em mais nada a vida é uma só estrada você! Afeto tão amado sonho tão sonhado... Este teu jeito leve me fascina teu carinho, meiguice, uma sina com beijos quentes, me delira... E nos teus braços ouço a lira da paixão, tocando pra nós embalado por tua doce voz... O toque de sua mão acelera o meu coração, o teu cheiro é de terno sabor... Sem duvidas, és o meu melhor. Poetados nestes versos de amor. © Luciano Spagnol poeta do cerrado agosto de 2018 Cerrado goiano

CAFÉ DA MANHÃ Quero um afago simples Tal um pingado, pão e manteiga
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CAFÉ DA MANHÃ Quero um afago simples Tal um pingado, pão e manteiga Na ingenuidade, sem porquês Com a doçura e palavra meiga Dum bom dia! Sem a obrigação Do perfeito, tal feito, duma cantiga Degustada pelo coração. Na sua fome de encontrar... E então, neste dejejum Pra quem acabou de levantar Sirva o amor, não ímpar, mais um No café da manhã, e sim, um par Cheio de olhar, ao afeto comum Antes da rotina começar. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano

um poema à hora do almoço um poema à hora do almoço degustado na inspiração
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um poema à hora do almoço um poema à hora do almoço degustado na inspiração rezo o Pai Nosso, em gratidão e neste esboço um poema na refeição mastigado entre folhas arroz e feijão rimas nas escolhas agrião alface almeirão servido com vinho de classe é hora do almoço o pensamento na sua direção... alvoroço. prato pela metade mastigação ansiedade chega sobremesa na opção, não somente o café. e a conta! afinal de conta o coração pensa em você! agitado pra te ver. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 08/08/2018, 12’00” Cerrado goiano

DOR DOÍDA Há dor de diversa habilidade A sem equidade, sem porém
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DOR DOÍDA Há dor de diversa habilidade A sem equidade, sem porém Também, a sobra do não bem Aquela ferida por maldade É qual lança que vai além Fendendo, e a alma invade Sem dó e sem piedade Dilacerando, e sem avêm Dor dentro do peito, aí, arde É covarde se da tirania caem De um coração sem amizade A que saem rumo ao refém Impelindo com tal crueldade É dor doída, vinda de desdém. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano

DESQUALIFICADO Eu sou apenas um alvoroço Ilusão que vai, ilusão que vem
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DESQUALIFICADO Eu sou apenas um alvoroço Ilusão que vai, ilusão que vem Barco sem rumo, fé no fosso Vão no coração, sou ninguém Nunca serei nada, um esboço Do crédito pouco sei ir além Os sonhos sem sal, insosso Da janela, o destino, vaivém E neste propósito sem nada Sou vencido na encruzilhada Porém, tentei, e não fui também Falhei em tudo, levei bofetada Do tempo. E nesta varia parada Me resta, só o que me convém... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 01 de agosto, 2018 Cerrado goiano

A TRISTURA Iracundo, de má sorte, rubicundo No cerrado, rabisca dor na escrita
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A TRISTURA Iracundo, de má sorte, rubicundo No cerrado, rabisca dor na escrita Brada gemidos na secura maldita Erigindo um cântico corcundo Imundo, profundo e tão desdita A mágoa verte gosto moribundo A cólera vinga no fado furibundo Poetizando a lágrima anafrodita E nesse fecundo olhar em febre Rasga o peito tal caçada lebre Uivando agrura sem candura Nas minhas profundezas, pesar A trava alma no sereno a chorar E a ventura rimando com tristura © Luciano Spagnol poeta do cerrado Início de agosto de 2018 Cerrado goiano

VAI E VEM O fado é um vai e vem nem sempre tão livre assim
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VAI E VEM O fado é um vai e vem nem sempre tão livre assim a sorte, no ter, vai além porém, a fé está em mim E assim, caminha a vida cada dia o seu destino o tempo a quimera parida a gratidão no sol matutino. Pois estamos de partida... Já os sonhos tão sonhados metamorfoseiam num segundo se nos espinhos são arranhados nada é pra sempre neste mundo. Pois cada segundo, emaranhados de querer, ser, desejar: tão fecundo... Às vezes bem Às vezes mal Vai e vem... Tudo igual dó-re-me Habitue-se! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 31/07/2018, 05’30” Cerrado goiano

Soneto da Dor Doída Nas asas da saudade partiste Fostes como brisa ao vento
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Soneto da Dor Doída Nas asas da saudade partiste Fostes como brisa ao vento Minha alma ao relento triste Poeta uma porção de lamento Na solidão um quarto vazio Que ainda caminha teu cheiro Nas lembranças apenas frio De um chamado ainda inteiro Contigo levaste parte de mim Em mim um todo de vós ficaste Levarei impregnado até o fim E neste teu momento de partida Suspiros, foste ao coração engaste Agora choro eu, por esta dor doída. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 19 de Julho 2015 Cerrado goiano ao meu pai.

DA PAIXÃO Da paixão não tive o encanto O cochicho ao pé do ouvido
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DA PAIXÃO Da paixão não tive o encanto O cochicho ao pé do ouvido Segredando segredos tanto Tão precisos e tão devido Minha vida foi de traço só De uma solidão rodeada Não posso dizer pra ter dó Fiz da ventura uma estrada E neste galgar por galgar Nunca fingi, nem falsei Com emoção ensaiei amar Se não tive sorte, tentei Sobeja vida, sem desfecho De pouca oferecida flor Porém, de sinuoso trecho E do vário acaso, um editor © Luciano Spagnol poeta do cerrado 18/11/2015, 13’13” Cerrado goiano

Espera Oh! Estrela solitária Na noite de solidão
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Espera Oh! Estrela solitária Na noite de solidão Por que o teu silêncio fala Se silente está o coração... A poesia na inação se cala Vazia está na inspiração Não brada nada! Deixe quieta a emoção Vou deitar a saudade No colo da afeição Sem nenhum alarde Sem noção e razão Irei sonhar banalidade Assim, na espera, nada em vão! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 12/07/2015 Cerrado goiano

INDAGAÇÃO (soneto) Indago se sou só criação Se sou de fé ou um ateu
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INDAGAÇÃO (soneto) Indago se sou só criação Se sou de fé ou um ateu Pergunto mais, sou são Mais e mais, se sou eu? Nesta túrbida indagação Não sou coração proteu Isto sei. Sou afirmação! Porém quem eu sou eu? Se ideio na sorte em vão Finjo da causa não ser réu Então, cadê minha moção? Aí pergunto ainda, ao céu Sou só solidão ou comunhão? Na dúvida sigo meu cordel...

na esquina do cerrado com a sequidão me perdi calado
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na esquina do cerrado com a sequidão me perdi calado me vi na imensidão me tornei alado na abstração na poesia na imaginação da noite vazia... Virei um sobrevivente me vesti de fantasia a lua tornou-se confidente enquanto ruminava ousadia de uma solidão presente. © Luciano Spagnol Poeta do cerrado Maio, 2016 Cerrado goiano

ROGO E PRECES Não és ideal, nem és pechoso, és um poeta... Vives na inconstância em rogo e em preces,
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ROGO E PRECES Não és ideal, nem és pechoso, és um poeta... Vives na inconstância em rogo e em preces, Como se em febre na inspiração tivesses O suplício do impecável na receita certa. Roto, no silêncio como na solidão padeces; Oscilas entre a realidade e a alma secreta, Num vórtice desatinado de curva e de reta, Entre as expectativas e os desinteresses. Capaz de lágrimas e sorrisos simulados, Não ficas com a variedade satisfeito, Nem te culpas, infeliz, dos fustigados. E no aplauso do perfeito que te devora, Mora na tua inspiração o pouco feito Um farto que ruge e um vazio que chora. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 15 de setembro de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando

MOTIM No fundo da minha poesia, clamor E ouço apertos e queixas sangradas
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MOTIM No fundo da minha poesia, clamor E ouço apertos e queixas sangradas Milhões de aspirações sepultadas Imaginações submergidas na dor Às vezes, um vazio, palavras caladas Mas, de repente, um tumulto estertor Rangendo dentro do peito a compor Devaneios, desdando ilusões atadas Cortejos, motins: uivos e ácido luto No castigado papel... broto e renovo Em fermentação, dum estro bruto... E há na intuição, de que me comovo E no coro da inspiração que escuto A magia do espírito num versar novo! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2019, final Cerrado goiano Olavobilaquiando