Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
Em uma Tarde de agosto Agosto. No cerrado. Abro as janelas Sob o céu calado, e poucas nuvens, Invernado. Flutuam cinzas penugens, Das queimas, sobre flores amarelas (dos ipês). Pra quem as vês, as fazem de reféns, Do belo. Caindo ao clarão das estrelas. Ao vir o vento, se abri ao vento as velas, Em um balé de harmonias e de poréns... Por que, horizonte tão gigante e distante, Se a angústia é semblante, não arrogante. E me fazes por um instante, profanidades. Porém, olho o céu deserto, e o vejo triste, E minha alma insiste, e no amor consiste. Inverno... chega à noite e é só saudades... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde