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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Em uma Tarde de agosto Agosto. No cerrado. Abro as janelas Sob o céu calado, e poucas nuvens, Invernado. Flutuam cinzas penugens, Das queimas, sobre flores amarelas (dos ipês). Pra quem as vês, as fazem de reféns, Do belo. Caindo ao clarão das estrelas. Ao vir o vento, se abri ao vento as velas, Em um balé de harmonias e de poréns... Por que, horizonte tão gigante e distante, Se a angústia é semblante, não arrogante. E me fazes por um instante, profanidades. Porém, olho o céu deserto, e o vejo triste, E minha alma insiste, e no amor consiste. Inverno... chega à noite e é só saudades... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2018, agosto Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano