Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
Velha Lágrima Solidão. Que mágoa na aurora! Senso ao vento, paira pelos ares Em suspiros, lágrima que chora De antigos e buliçosos pesares. Pulsa uma dor, deveras se sente É tal tristura que no peito diviso Versos, que de teu verso ausente Vazios poéticos do teu doce sorriso. Ah! Por que tu assim fizesses Meu eu dum eterno teu escravo Se outras eram minhas preces E com o descaso fez conchavo? Por que então ainda insiste Nesta trama tão alvoroçada Como quem ama, assim, triste E com a alma fria e calada? Se clamo ao infinito celeste Por um olhar manso e sensível Por que é que não me disseste Palavras ao coração inteligível? Se terrível, era a dor impiedosa Me livra desta coroa de espinho Se bom é ter-te em verso e prosa. Por que deserto é o nosso ninho? Porém, melhor a outra figura De ter a sofreça em segredo Do que conhecer a tal ventura E deixá-la ao leu tão cedo... Assim, então pouco a mim seria Em pranto a face, de sua partida Antes os desafetos que nos alivia Do que fuçar na aberta ferida... Tem pena de mim! Tem pena Desta velha lágrima. Caridade! A paixão não me é tão pequena, Secará. Pois tanta é a saudade... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde