Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
SILÊNCIO DO CERRADO Difícil empalhar o silêncio do cerrado Desafinado, singular num trans feitio Ruidoso e calmo, tácito entrelaçado Arranhando o árido com fino assobio Chorando no torto galho ressequido Da inação do sertão de hábito gentio E nesta tão apatia, rebusna o perfume No olhar: calado, rumoroso, cheiroso Que no mormaço é em alto volume Na imaginação um tempo moroso No horizonte um suntuoso cerume E na surpresa, mesclado e glorioso... © Luciano Spagnol Poeta do cerrado Dezembro de 2017 Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
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