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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

⁠QUESITO Ao ver-te, saudade, na dor em glória Altiva, tristonha, dando à vida pesar
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⁠QUESITO Ao ver-te, saudade, na dor em glória Altiva, tristonha, dando à vida pesar Eu lacrimejei todo o meu festo olhar ... também sou parte nesta memória Engasgada e atada toda essa estória Tão frios breus, guardado a me sugar Quem sabe donde saltar desse lugar Se já ido cada tom, cada dedicatória Agora sós, e a vaguear por lembrança Ao léu, somos passados sem o porvir Trovados na ilusão sem ter esperança Então, fico detido sempre a refulgir O olhar, a nossa promessa, a aliança Por que então tivemos que partir? © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/maio/2021, 13’34” – Araguari, MG

⁠SONETO AO INVERNO Inverno, do cerrado, mirradas manhãs Em brumas, frias, enfadas e maçantes
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⁠SONETO AO INVERNO Inverno, do cerrado, mirradas manhãs Em brumas, frias, enfadas e maçantes Sentimento turvo tal o som de tantãs Oposição certa ao ardor dos amantes És com melancolia, arriadas em divãs Da prostração. Os dias dessemelhantes Desbotadas as florescências temporãs Poética fria, suspiros e duros instantes E rufla o chuvisco pelo chão imaculado Tremulando a terra, sensação solitária Faz-te fundar, ó invernada do cerrado! E no horizonte, a imaginação tão vária E, no pensamento a saudade cortante Sussurrando ao vento, o amor distante... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 30/maio/2021, 09’58” – Araguari, MG

⁠GUIÃO DO AMOR Fado! Leva essa sorte, outra que venha maior, que dessa dita o destino exceda
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⁠GUIÃO DO AMOR Fado! Leva essa sorte, outra que venha maior, que dessa dita o destino exceda leve-a, e traze outra já, seja uma vereda de sonho, e que toda sensação contenha Acaso o coração a sofrência desgrenha no pranto e lamento a poesia enreda... Anda! Venha e me colhe dessa queda se é desejo, deixe então que se tenha! Deixe que devaneie, cada verso afora deixe, então, criar meu próprio alinho ao coração. E, que eu seja feliz agora! E que com o amor seja tal, o caminho eu quero carinho, dá-mo sem demora pois, não há guião só de azar e espinho. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27/maio/2021, 19’27” – Araguari, MG

⁠UM OUTRO DIA Que hei de fazer, ó fado, sem ser amado quando a solidão chegar com o seu vão?
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⁠UM OUTRO DIA Que hei de fazer, ó fado, sem ser amado quando a solidão chegar com o seu vão? Já não terei as mãos, a achada inspiração de um amor, dum sentimento imaculado Porém, desta poética do afeto banhado nas trovas duma prosa cheia de sensação restará saudade, e entre linhas, a paixão pouca, dum querer no tempo silenciado E quando lembrares, do que isto era... E que na recordação não mais sentir o perfume, a emoção, aquela poesia Eu lhe lembrarei que fui a primavera os suspiros do abraço, olhar, o sorrir e que hoje, na emoção, um outro dia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26/maio/2021, 09’27” – Araguari, MG

⁠AZARADO Como um azarado, nascido para o luto e a tristura, na má sorte, estou marcado
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⁠AZARADO Como um azarado, nascido para o luto e a tristura, na má sorte, estou marcado por um peso colossal em meu duro fado o do amor no acaso, de um ardor bruto Como o do apreço, fica diminuto todo o meu sentimento desanimado e, do desejo ainda, sim, enamorado eu, como um azarado, ao querer reluto Avulto, tal um teimoso, ante o castigo na sensação, na alma, na dor estacada tentando e tentando a sorte ao dispor Como um incessante, ao amor persigo deixando a minha direção desfolhada e eu, solitário, agonizo, de ser amador! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27/maio/2021, 08’27” – Araguari, MG

⁠SONETO SENTIMENTAL Eu poeto e poetarei sempre como poeto Uma poesia de amor é o bem que se tem
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⁠SONETO SENTIMENTAL Eu poeto e poetarei sempre como poeto Uma poesia de amor é o bem que se tem Cheio de encanto, e da poética vai além Onde nos há de ser aquele sentir secreto Porta da sensação, que se abre no soneto Sentimento de poesia e paixão, também Nos acolhe, e pro viver, nós faz tão bem Porém, tem de afazer do medo discreto Um amor! que bravo, que bom que belo Ali está a emoção, o ter, vamos facilitá-lo A estimar-nos em galardão de estimá-lo Assim, não se pode versar sem conhecê-lo Pois, é singular querer haver, e ganhá-lo! E, és sentimental até na ilusão ao perdê-lo © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/05/2021, 13’02” – Araguari, MG

⁠MANIFESTO Do instante que vos escrevi, soneto Fiquei cativo de uma predestinação
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⁠MANIFESTO Do instante que vos escrevi, soneto Fiquei cativo de uma predestinação E nas entranhas dessa piegas criação Do amor, me vi um desditoso repleto Piedade! Pois neste versar inquieto Do coração, eu só desejei inspiração De afeto, os versos de jura e paixão E, só criaram saudades por completo Então, caridade! Quis apenas carinho Que a tua estrofe a tenha, compaixão! Tal uma luz que guiei o meu caminho É a minha perdição sonetar pra amar Pois, se amar cheguei, tive intensão! Certo, soneto, hei de apenas sonhar... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 24 maio, 2021, 07'05" – Araguari, MG

⁠CERRADO, da sua maneira O belo dentro do cerrado perfumado Canta o vento andante, canta, alheio
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⁠CERRADO, da sua maneira O belo dentro do cerrado perfumado Canta o vento andante, canta, alheio Entre tortos galhos, lá, bem no meio Do sertão duro, ressequido e areado E de encanto teus arbustos é armado Gorjeia a vida, pulsa, do vário cheio De uma imensidão o planalto adveio É diversidade no cenário cascalhado Da mesma beleza a variação do prado Floresce o ipê, quaresmeira e lobeira Desenhando as fronteiras do cerrado Chove, seca, trovoa, a brenha inteira É o agreste no seu santo apostolado Encantado, imenso, da sua maneira... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 2021 maio, 24, 05'55" – Araguari, MG

⁠CERIMÔNIA Do contente fado na felicidade, quando meiga sensação vem ao coração da gente
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⁠CERIMÔNIA Do contente fado na felicidade, quando meiga sensação vem ao coração da gente eu vou minha ventura, assim, tão vivente aos sentimentos à satisfação numerando Quando o querer agrado vem mostrando dentre olhares, aquele, auriesplendente com suspiros, sedução e o ardor fervente vou os encantadores encantos renovando Se doira ao desejo em áureo sacramento do amor, ah! como é doce e bela a poesia dobra-me a valia numa poética inspiração Vem o júbilo, então, na sede, alimento que a alma necessita, de noite e de dia! E para vida a comemoração e a gratidão... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 2021 maio, 23, 08'55" – Araguari, MG

⁠MALFEITO Que eu tramasse um soneto quis o fado Logo ao comando da sorte me submeto
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⁠MALFEITO Que eu tramasse um soneto quis o fado Logo ao comando da sorte me submeto Aí, tramei versos românticos no soneto Em cada verso, estórias, e haver amado Jamais pensei num poetar compassado Tudo é fugaz. Cá estou noutro quarteto E caminhando adiante para um terceto Tu, amador, ainda não saiu do passado No primeiro terceto busco mais glória E me parece que ainda não está feito Nada espanta, é mesmice na memória Assim vou, e assim me torno suspeito Nenhum beijo, o olhar, sequer vitória De um amor, neste soneto sem jeito! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 2021 maio, 23, 16'28" – Araguari, MG

⁠RECORDAÇÃO (soneto) Não eras, pra ser, um amor oriundo Do amor. Foi segundo intransigente
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⁠RECORDAÇÃO (soneto) Não eras, pra ser, um amor oriundo Do amor. Foi segundo intransigente Lia-se-te no sentimento, claramente O vagar distante, vazio e moribundo Tinhas nos olhos, algo de profundo Perturbador. Coisa que pouco sente Em uma sede da alma tão diferente Errando, e errante, e pouco fundo... E nessa tristura, escura, fria, covarde Na saudade aninaste, tão segregado Reclinado na penúria dum mendigo Porém, junto da poesia, ainda arde Tua recordação. Cantar do passado Que sinto há de ser teimosa comigo! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 21 maio, 2021, 07'53" – Araguari, MG

⁠DE SAUDADES MORRO Eu senti uma saudade que renderam sutis recordações ao coração, coitado
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⁠DE SAUDADES MORRO Eu senti uma saudade que renderam sutis recordações ao coração, coitado e que, doído, assim, se viu assustado contra mim sofreguidão arremeteram Me vi na solidão do que prometeram um prosar do meu destino já cansado e que, aqui pelas bandas do cerrado pesar nos versos que um dia elevaram Remédio ao mal que sofro, sem pista cresce a dor, no engano então presente no rendido suspiro: que pede socorro... Assim, vejo que não há como resista toda lembrança na saudade presente E, de lembrar-te, de saudades morro! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 2021 maio, 22, 11'09" – Araguari, MG

⁠MADUREIRA Minha Madureira, além cerrado, lamento Tê-la deixado, no passado, saudade havia
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⁠MADUREIRA Minha Madureira, além cerrado, lamento Tê-la deixado, no passado, saudade havia Em cada ideia, indo mais longe a cada dia Silêncio, falta do agito, penoso detrimento Para ti, então, voltar não mais alimento Nem nos sonhos, nem na ávida fantasia Certo de contar é envelhecer na agonia Que há de trovar memória e sofrimento De toda a dor, pudera eu em ti caminhar Olhar, estar e sentir o movimento, enfim Esperar é navegar na ilusão, eu bem sei Porque por não te ver é que vivo a poetar E nem a poesia é um conforto para mim Pois, por tuas ruas, julgo, não mais andarei... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 21 maio, 2021, 15'15" – Araguari, MG

⁠REPOUSAR DO CERRADO Em redor do cerrado brinca o encantado Alegre, vário, lindo, folgazão, divertido
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⁠REPOUSAR DO CERRADO Em redor do cerrado brinca o encantado Alegre, vário, lindo, folgazão, divertido Aguardando o ir do sol no céu abrasado No entardecer, no horizonte escondido No cenário rubro, do belo arrebanhado Murmura o fascínio poesias ao ouvido Prosando o sentimento tão acalentado Em um mistério, sem qualquer ruído... Obriga então o planalto altivo e airoso A desfazer-se em penumbra caprichosa Pra as estrelas surgirem em convulsões E no cerrado o fulgor esvai melancólico Escorrendo na imensidão tão anabólico Em sensação, também, cheio de ilusões © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 20 maio, 2021, 06'10" – Araguari, MG

⁠PERJURO Busco à noite, o silêncio, exausto de saudade Pois é justo o repouso do sentimento fatigado
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⁠PERJURO Busco à noite, o silêncio, exausto de saudade Pois é justo o repouso do sentimento fatigado Novo instante, entanto! Lembrança que brade Na emoção solitária. O desassossego acordado Penitência ou vigília? Eu sei que n’alma invade Toma de todo o pensamento, cada um pecado Nesta disputa do coração, tão dura eternidade Largando o meu olhar no tormento assustado Bem aberto, tenho a sensação ali dormente Na escuridão, cego, sinto mais que um vidente Cada batida, cada som do suspirar no escuro Assim, de dia a poesia, e de noite, à traição Por que hão de me tirar a poética e a paixão Dum amor que não deu, se era pra ser puro! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/05/2016, 13'40" – Araguari, MG

⁠ANSIEDADE Ando escuro, vago, sensação vazia Mãos alquebradas de muito poetar
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⁠ANSIEDADE Ando escuro, vago, sensação vazia Mãos alquebradas de muito poetar Atrás de uma poética que me sorria E que em vão inspirei por alcançar... Busquei por uma encantada alegria Tive venturas, ilusões, e pude amar Preso ao versejar puro que me guia Cantei fascínio, tormentos, e o luar Venho calado, exausto, sem alento Porém, nem a tristura ou o lamento Saem de minha poesia, macerada... Assim, é o fado, dado, não me iludo: Contudo, em querer tudo, eu saúdo O certo amor, exige pouco ou nada! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 15 maio, 2021, 10'40" – Araguari, MG

⁠AMOR DA GENTE Ama-me por desejo do querer somente Por amor do amor da gente, por amar!
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⁠AMOR DA GENTE Ama-me por desejo do querer somente Por amor do amor da gente, por amar! Por nos notar, o sorriso, o jeito no olhar Aquele tocar brando, que a alma sente... Não digas: - “Eu te amo simplesmente.” Se no teu peito meu nome não vai estar Tenha vontade, o ardor, e se no apesar Há cizânia, deixe o tempo ir em frente... Ama-me só por me amar inteiramente Mãos dadas, apertadas, tão bom assim, E, no conforto ter nosso viver contente... Você com meu amor e seu amor em mim Ame-me por amar aquele amor sem fim... Onde hás de existir um amor diferente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 13, 2021, 06’06” – Araguari, MG

⁠⁠PASSARÃO Podes meu eu repudiar, quando quiseres De súbito, quando a desilusão me crucia
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⁠⁠PASSARÃO Podes meu eu repudiar, quando quiseres De súbito, quando a desilusão me crucia O ideal da má sorte uno, se, assim, preferes Apressa-te e me asfixie nessa árdua poesia Ah! deixe então à mercê da vil crueldade O meu trovejar piegas, e que então fine Na desilusão a fúria bravia da tempestade Do desprezo, assim, então o desejo arruíne... Se me hás de desprezar, afirmo, seja logo E não depois em que o afeto estiver calado Desdenhe-me de pronto, assim, me afogo Na ilusão do ideado tão querido pelo fado Dores, pranto, suspiros vou ter no coração Tendo-te perdido eu, mas, eles passarão! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/05/2016, 09'35" - Araguari, MG

⁠Assim eu Nada fui tão igual Nada tive ovação
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⁠Assim eu Nada fui tão igual Nada tive ovação Nada foi excepcional Nada encontrei em vão Sempre fui usual Sempre fui exceção Sempre fui atual Sempre fui exclusão Um solitário nunca só Um amante sem paixão Um alegre de dar dó Um genuíno de tradição E neste novelo de nó Aprendi a poetar grão a grão Num poético efeito dominó Assim eu, indizível emoção. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/05/2016, 03'35" - Cerrado goiano

⁠REPICAR E os sinos dobram com melancolia Na tarde do cerrado, triste sensação
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⁠REPICAR E os sinos dobram com melancolia Na tarde do cerrado, triste sensação E outras tristezas, aquela contrição Hórrido vão que o pôr do sol esfia O aperto na alma, a sombria poesia Vazia, sem qualquer uma inspiração Ao canto do entardecer, fria canção Brandindo solitária emoção gentia Dobram, e dobram. Saudade e prece Funéreo sentir que nem mesmo sei Donde vem, e pra onde então finda E eles choram a sofrência que tece As mágoas que na desilusão eu hei Dando ao repicar mais tritura ainda! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 13, 2021, 20’09” – Araguari, MG

⁠ MINHAS SAUDADES As minhas saudades! A todas elas fio Na poesia, arrendadas da lembrança
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⁠ MINHAS SAUDADES As minhas saudades! A todas elas fio Na poesia, arrendadas da lembrança Entre os dedos coando o sofrer vadio Do falto, eis que me vou nesta dança: - Não queria ver-me, assim, neste estio De poética rimando o pesar em aliança Hora por hora, em um sentimento frio Sem quem me adore, sem esperança... Pranto e choro! Ó solidão, triste prece Um poetar no morto papel de fatuidade Num aperto, que tudo inda estremece! Ó inspiração, tu que sopras estas dores nos poemas onde só queria suavidade? Assim, só trama saudade dos idos amores! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Maio, 12, 2021, 20’46” – Araguari, MG