Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
PERJURO Busco à noite, o silêncio, exausto de saudade Pois é justo o repouso do sentimento fatigado Novo instante, entanto! Lembrança que brade Na emoção solitária. O desassossego acordado Penitência ou vigília? Eu sei que n’alma invade Toma de todo o pensamento, cada um pecado Nesta disputa do coração, tão dura eternidade Largando o meu olhar no tormento assustado Bem aberto, tenho a sensação ali dormente Na escuridão, cego, sinto mais que um vidente Cada batida, cada som do suspirar no escuro Assim, de dia a poesia, e de noite, à traição Por que hão de me tirar a poética e a paixão Dum amor que não deu, se era pra ser puro! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 14/05/2016, 13'40" – Araguari, MG
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde