Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
MALFEITO Que eu tramasse um soneto quis o fado Logo ao comando da sorte me submeto Aí, tramei versos românticos no soneto Em cada verso, estórias, e haver amado Jamais pensei num poetar compassado Tudo é fugaz. Cá estou noutro quarteto E caminhando adiante para um terceto Tu, amador, ainda não saiu do passado No primeiro terceto busco mais glória E me parece que ainda não está feito Nada espanta, é mesmice na memória Assim vou, e assim me torno suspeito Nenhum beijo, o olhar, sequer vitória De um amor, neste soneto sem jeito! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 2021 maio, 23, 16'28" – Araguari, MG
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde